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Lentidão
de Estados põe em risco a segurança marítima.
O tempo exagerado que
alguns Estados membros da IMO levam para ratificar as principais
convenções é uma séria ameaça
à proteção e à segurança.
Em
média, estão sendo necessários sete anos e meio
para que entre em vigor uma legislação de transporte
marítimo após aprovação pelo governo.
Embora esse tempo exagerado não seja o mais lento na cena
internacional, o valor tem escondido uma série de descasos
quando se trata do desempenho de certos governos.
Dos
169 membros da Organização Marítima Internacional,
apenas 49 governos aderiram a mais de 10 e menos de 30 das principais
convenções e protocolos adotados pela agência das
Nações Unidas. Isto não é uma simples
questão de minoria problemática – no total, 60% de todos
os Estados membros da IMO aderiram a menos da metade das principais
convenções e protocolos.
De
acordo com as forças combinadas da indústria da
“International Chamber of Shipping” (Câmara Internacional da
Marinha Mercante), “BIMCO”, “Intertanko” e ‘Intercargo”, este é
um problema sério que precisa ser tratado de forma
rápida.
Em
uma apresentação conjunta aos sub-comités dos
Estados de Bandeira da IMO, com enfáticas palavras, os grupos da
indústria argumentaram que a letargia dos governos estava
arriscando a proteção e a
segurança com a sua falta de ação, bem como
arriscando alternativa regional de tomada de decisão.
Apontaram
ainda que pleitear por nova legislação para tratar de
questões atuais e, simultaneamente, ignorar
convenções existentes que já foram aprovadas
estava debilitando a IMO e seu papel como principal órgão
regulador.
Enquanto
os governos não são obrigados a ratificar as
convenções ou protocolos adotados, os grupos da
indústria estão esperando para estimular
ações da IMO e resolver este problema de longa data.
Sua
análise condenatória da inatividade declarada dos
governos foi recebida “positivamente” por representantes dos Estados
Membros da IMO na reunião do FSI do início do mês.
No
entanto, continua a ser visto quanta influência representantes
dos mesmos governos que atualmente não tem ratificado podem ter,
uma vez que eles já estão bem conscientes dos seus
próprios defeitos e na maioria dos casos são impotentes
para acelerar o que é efetivamente um processo de
política doméstica.
Foi
mostrado na reunião do FSI que isso permanece “em andamento” e
que foi trazido à atenção da comissão em
uma série de ocasiões, com pequenos resultados positivos
a relatar.
A
aparente falta de progresso, entretanto, não surge de dentro da
própria IMO. O corpo do Comitê de Cooperação
Técnica vem lutando há muitos anos para promover a
ratificação pela prestação de apoio em uma
série de formas práticas.
Campanhas
regionais são regularmente montadas e o secretário geral
Efthimios Mitropoulos é bem conhecido por suas repetidas
tentativas de persuadir as ratificações de representantes
governamentais em cada oportunidade.
Mas,
apesar dos melhores esforços do secretariado da IMO e de uma
campanha visando melhor performance dos Estados de Bandeira, as
estatísticas continuam decepcionantes.
Quando
a mesa redonda das associações da indústria
analisou as 30 principais convenções e protocolos
selecionados para seu estudo, eles encontraram 16 que tinham mais de
cinco anos da sua data de aprovação para entrar em vigor,
com uma média de mais de sete anos e meio. Sete das 30
convenções e protocolos ainda não entraram em
vigor.
Um
número de regulamentos teve a adesão por parte de um
número reduzido de Estados membros, representando uma
percentagem tão pequena da tonelagem mundial que a sua
eficácia global é desprezível.
Estas
não são pequenas alterações ou
atualizações administrativas que estão sendo
ignoradas, mas sérias regulamentações
internacionais concebidas explicitamente para fazer a indústria
do transporte mais seguro e eficiente por parte dos mesmos governos que
agora o ignoram.
O
protocolo de 2005 à Convenção para a
Repressão de Atos ilícitos Contra a Segurança da
Navegação Marítima, por exemplo, foi elaborado
especificamente para combater a crescente ameaça da pirataria e
assaltos à mão armada.
Embora
os governos tenham sido enfáticos em suas advertências
para uma ação contra o flagelo da pirataria que afeta o
setor, é importante notar que esse protocolo possui atualmente a
assinatura de apenas 11 Estados abrangendo 6,3% da frota mundial.
Atendendo o clamor
político atual sobre os danos da poluição por
derrames de óleo, também vale lembrar o quão
preparados estão os governos para adotar suas próprias
tentativas anteriores para enfrentar a ameaça da
poluição marinha acidental.
A
Convenção Internacional sobre
Preparo, Resposta e
Cooperação em caso de Poluição
por Óleo de 1990 e o subseqüente protocolo de
Substâncias Perigosas e Nocivas (Protocolo OPRS-HNS) de 2000,
ambos destinados a proporcionar um quadro global para a
cooperação internacional na luta contra grandes
incidentes ou ameaças de poluição marinha.
Enquanto
para a convenção OPRC 90 de 20 anos de idade só
estão faltando as assinaturas de cerca de um terço dos
Estados membros da IMO, o Protocolo HNS atualmente cobre apenas 36% da
frota mundial.
A
Convenção Internacional sobre Responsabilidade e
Compensação por Danos de 1996 em conexão com a de
Transporte de Substâncias Perigosas e Nocivas por Mar,
entretanto, tem assinaturas de 14 dos 169 Estados Membros da IMO e
cobre pouco menos de 14% do transporte global.
Para
os observadores da indústria dentro do sistema IMO, conscientes
de que o baixo desempenho dos Estados de Bandeira é agora um
fator de segmentação no Port State dos navios, a falta de
adesão aos instrumentos chaves da IMO pelos Estados de Bandeira
está cada vez mais frustrante.
“Parece
que somente os interessados que não recebem a mensagem
são os Estados de Bandeira” disse o secretário da
Federação dos Trabalhadores em Transportes,
seção marítima, John Bainbridge.
“Eu,
pelo menos, me torno cada vez mais cético em passar longas horas
introduzindo emendas de alteração à
convenção, como a SUA 2005, para ajudar a proteger os
marítimos, apenas para ser ignorado pela maioria dos Estados
(inclusive os E.U.) ou reformulando orientações sobre a
investigação de atos de pirataria que o Estado de
Bandeira não realiza.”
“Quanto à alteração da
resolução de tripulação mínima de
segurança, nenhum Estado de Bandeira ainda a considerou”.
Embora
talvez seja compreensível que as Convenções e
Protocolos muito recentes ainda não tenham tido completa
adesão, a maioria deles foi adotada há mais de cinco anos
atrás.
No
que diz respeito à Convenção HNS 1966 e à
Convenção de Gestão de Água de Lastro 2004
em pauta, os problemas identificados no que diz respeito à sua
exeqüibilidade técnica não podem ser ignorados quando
se analisam os motivos de tão pequena percentagem de
adesão. Não há, no entanto, nenhuma causa
notável que possa ser responsabilizada por esse problema.
Como
os papéis da mesa redonda deixam claro, pode haver um
número de razões para o baixo nível de
adesão dos Estados Membros que podem ser amplamente arquivados
em “local de considerações políticas” e as
dificuldades práticas relacionadas com a
implementação, principalmente devido à falta de
capacidade em países menos desenvolvidos.
No
entanto, como o jornal destaca: “A IMO desenvolveu e adotou estes
instrumentos por causa de uma necessidade considerável de
regulamentações. É paradoxal que apenas uma
percentagem limitada da tonelagem mundial esteja coberta por eles”.
De
acordo com a IMO, as dificuldades surgem porque as
convenções têm que passar por um processo
legislativo e parlamentar em cada país e a velocidade da
adesão é principalmente uma questão de quanto lhes
é dada prioridade.
“Muitas
vezes acontece que a IMO não é uma prioridade no momento
e isto é algo sobre o qual não temos controle”, explicou
um porta voz da IMO.
“Os
Estados não têm obrigação de ratificar, como
tal, nós os incentivamos. Mas isto não é um
requisito obrigatório a um membro da IMO. Você não
deixa de se tornar um membro porque você não ratifica um
determinado número de convenções”.
Os
co-patrocinadores da indústria do papel propuseram um processo
de mapeamento de motivos para a falta de adesões para incentivar
um movimento de ajuda rápida sobre o assunto. O tema está
agendado para ser discutido em mais detalhes na próxima
reunião do FSI em 2011 e, segundo o BIMCO, trabalhos
estão em curso para uma segunda apresentação da
indústria de planos de ação mais concretos.
Os
grupos do setor têm sustentado que a ratificação
das convenções marítimas internacionais não
confirma necessariamente se as disposições destes
instrumentos globais estão sendo devidamente aplicadas. Mas, como
mínimo, eles argumentam que os Estados de Bandeira devem agora,
pelo menos, ser capazes de fornecer bons motivos para não ter
ratificado qualquer dos instrumentos.
Um amplo resumo da situação legal
de todas as convenções e protocolos da IMO está
disponível em www.imo.org
juntamente com uma descrição completa do processo pelo
qual as convenções devem passar antes de entrarem em
vigor. A Câmara Internacional da Marinha Mercante também
publicou sua própria avaliação de desempenho
individual de Estados de Bandeira em uma tabela disponível em www.marisec.org/flag-performance
Fonte:
Lloyd’s List – Original em inglês – Tradução livre.
As 10
principais convenções e protocolos proscritos da IMO.
|
Apesar
do significativo tempo e esforços empregados na
criação de algumas das Convenções e
Protocolos da IMO, a adesão pode ser um processo lento. Dos
169 Estados membros da IMO, apenas uma fração conseguiu
aprovar a seleção abaixo dos trabalhos legislativos
amplamente ignorados.
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Instrumento
|
Data da entrada em vigor
|
Nr. de Estados
contratantes
|
% tonelagem mundial
|
Porque os governos
preferiram se omitir.
|
|
Convenção
Internacional de Nairobi (2007) sobre a Eliminação de
Naufrágios. (Nairobi WRC)
|
Ainda não entrou
em vigor
|
1
|
0.07
|
Esta
convenção destina-se a fornecer a base legal para os
Estados removerem os naufrágios que podem ter o potencial de
afetar adversamente a segurança de vidas, bens e propriedades no
mar, bem como o ambiente marinho.
|
|
Convenção
de Atenas relativa ao Transporte de Passageiros e Bagagens por Mar
(PAL)
Protocolo
2002
|
Ainda não entrou
em vigor
|
4
|
0.17
|
O
Protocolo introduz o seguro obrigatório para cobrir
passageiros de navios e eleva os limites de responsabilidade
|
|
Convenção
Internacional sobre Padrões de Treinamento,
Certificação e Serviço de Quarto para Pescadores.
(STCW-F).
1995
|
Ainda não entrou
em vigor
|
14
|
5.49
|
A
Convenção foi a primeira tentativa de tornar as normas
de segurança para as tripulações das
embarcações de pesca internacionalmente
obrigatórias. Foi previsto inicialmente que os requisitos para
as tripulações das embarcações de pesca
deveriam ser desenvolvidos como um Protocolo para a
Convenção STCW principal, mas após uma
análise cuidadosa, foi acordado que seria melhor adotar uma
Convenção completamente distinta. Presumivelmente uma
decisão que muitos estão agora lamentando.
.
|
|
Convenção
Internacional sobre Segurança de Contêineres.
(CSC)
Alterações de 1993.
|
Ainda não entrou
em vigor
|
9
|
6.18
|
.
Estas
alterações referem-se às
informações contidas na aprovação da CSC e
também alteram alguns testes de carga e procedimentos de
testes exigidos pela Convenção. Aparentemente apenas
nove governos consideraram a questão.
|
|
Convenção
para a Supressão de Atos Ilícitos contra a
Segurança da Navegação Marítima.(SUA)
Protocolo
de 2005
|
28 de julho de 2010
|
11
|
6.28
|
Este protocolo
adicional amplia o leque de crimes abrangidos pela
Convenção SUA para incluir: a apreensão de
navios pela força; atos de violência contra pessoas a
bordo dos navios; e a colocação de dispositivos a bordo
capazes de destruí-lo ou danificá-lo.
|
|
Convenção
para a Supressão de Atos Ilícitos contra a
Segurança da Navegação Marítima.(SUA)
2005
|
28 de julho de 2010
|
13
|
6.4
|
O
Protocolo de 2005 à Convenção SUA aborda o uso
de armas biológicas, armas químicas e nucleares e os atos
de terrorismo no mar.
|
|
Acordo
de Estocolmo 1996
|
1 de abril de 1997
|
11
|
8.59
|
Esta
foi uma tentativa de introduzir uma maior estabilidade e
padrão de segurança para além dos requisitos da
Convenção SOLAS 90 relativas aos navios passageiros ro-ro
que operam no noroeste da Europa.
|
|
Convenção
Internacional sobre Responsabilidade e Compensação por
Danos Relativos ao Transporte por Mar de Substâncias
Potencialmente Perigosas e Nocivas. (HNS)1996.
|
Ainda não entrou
em vigor.
|
14
|
13.61
|
A
Convenção deve prever a possibilidade do pagamento de
até cerca de US$ 320 milhões em indenização
às vítimas de acidentes envolvendo a HNS, tais como
produtos químicos. O Protocolo de 2010 à
Convenção HNS deverá abordar os problemas
práticos que têm impedido muitos Estados de ratificar a
Convenção original.
|
|
Protocolo
de 1993 relativo à
Convenção
Internacional de Torremolinos para a Segurança das
Embarcações de Pesca de 1977.
|
Ainda não entrou
em vigor
|
17
|
19.78
|
A
Convenção original foi substituída pelo
Protocolo de 1993. As atualizações do Protocolo alteram e
absorvem a Convenção original tendo em conta a
evolução tecnológica nos anos de
intervenção e a necessidade de adotar uma abordagem
pragmática para incentivar a ratificação do
instrumento.
|
|
Convenção
Relativa à Responsabilidade Civil no Campo do Transporte
Marítimo de Material Nuclear.
(NUCLEAR) 1971.
|
15 de julho de 1975
|
17
|
20.38
|
O
objetivo desta Convenção foi resolver as dificuldades e
conflitos que surgem a partir da aplicação
simultânea de danos nucleares de certas
convenções marítimas lidando com a
responsabilidade dos armadores, bem como outras
convenções que colocam a responsabilidade decorrente de
acidentes nucleares sobre os operadores das instalações
nucleares a partir do qual (ou dos quais) materiais estavam sendo
transportados. Talvez devamos ser gratos que apenas 17 governos tenham
visto alguma razão para implementá-lo.
|
|
Fonte: IMO
|
Maiores
sucessos da IMO
|
Enquanto
os governos aparentemente têm problemas com algumas
Convenções e Protocolos, muitas Convenções
pioneiras da legislação marítima internacional
foram ratificadas pelos Estados Membros representando mais de 90% da
tonelagem mundial.
|
|
Instrumento
|
Data da entrada em vigor
|
Nr. de Estados
contratantes
|
% tonelagem mundial*
|
|
Convenção
Internacional sobre Normas de Formação, de Certificação e de Serviço
de Quarto para os Marítimos.
(ou ATCW 1978)
|
28 de abril de 1984
|
154
|
99.15
|
|
Convenção
Internacional para a Prevenção da
Poluição por Navios (Marpol 73/78) Anexo
I / II.
|
2 de outubro de 1983
|
150
|
99.14
|
|
Convenção
Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Solas) 1974.
|
25 de maio de 1980
|
159
|
99.04
|
|
Convenção
Internacional sobre Linhas de Carga de 1966,
|
21 de julho de1968
|
159
|
99.02
|
|
Convenção
Internacional sobre a Arqueação dos Navios, 1969.
|
18 de julho de1982
|
150
|
98.99
|
|
Convenção
sobre o Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar,
1972 (RIPEAM).
|
15 de julho de1977
|
153
|
98.36
|
|
Convenção
Internacional para a Prevenção da
Poluição por Navios, de 1973, alterada pelo Protocolo de
1978 (anexo V).
|
31 de dezembro de1988
|
140
|
97.54
|
|
Convenção
sobre a Organização Marítima Internacional
|
17 de março de
1958
|
169
|
97.34
|
|
Convenção
Internacional sobre responsabilidade civil
pelos prejuízos devidos à poluição por
hidrocarbonetos, de 1969 e Protocolo de 1992
(CLC)
|
30 de maio de1996
|
123
|
96.7
|
|
Convenção
Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar de 1974 e
Protocolo de 1978.
|
1 de maio de 1981
|
114
|
96.16
|
|
Fonte: IMO
|
|
|
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