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Comande o seu destino
(Texto divulgado
pela Fraternidade Rosacruz).
Colaboração do Comte. Jones Soares - CCB
Em certa ocasião, perguntei ao
comandante de um navio qual era o recurso ou instrumento mais
importante
do qual se valia para manter seu curso em alto mar. A
posição do Sol e das estrelas, a bússola, ou um
GPS, aparelho que utiliza os satélites para determinar a
posição exata em que se encontra. Sua resposta foi muito
diferente da que eu imaginara. Todos os recursos existentes são
importantes, disse ele, mas não garantem que o navio chegue ao
seu destino. O que determina, então, uma viagem segura para o
seu
objetivo?
O comandante ponderou que as
variações nas ocorrências diárias da vida no
mar constituem-se grandes problemas na navegação. As
tempestades podem, subitamente, se desencadear e obrigar o navio a
lutar
pelo seu privilégio de navegar na direção certa. O
nevoeiro espesso do mar pode retardar a marcha e desviar o navio da
rota. Pode haver pane nos instrumentos e recursos disponíveis. O
vento forte e outras tantas condições que estão em
constante mutação são mais ou menos inesperadas,
mas devem ser antecipadas, devendo o comandante estar sempre preparado
para enfrentá-las.
O comandante deve esperar mudanças nas
condições e saber tirar vantagens. Deve saber que o
nevoeiro não é eterno. Os ventos podem ajudá-lo a
sair da tempestade. Deve saber como se proteger e ao seu navio e como
cooperar com as manifestações da natureza para manter a
viagem. Sem o conhecimento de como a natureza se manifesta, a
compreensão profunda das Leis Naturais, ele estaria incapacitado
para manter o curso e salvar seu navio. “Devo esperar que o pior
aconteça, ser capaz de compreender e interpretar tudo que
aconteça e preparar-me para todas as situações”,
disse o comandante. Pude perceber o quão versado no conhecimento
das Leis Naturais deve ser um comandante e sua
tripulação,
para garantir uma viagem segura.
Fiz, imediatamente, uma analogia com os seres
humanos que somos, comandantes de nosso próprio navio, e que
estamos tentando seguir o curso da vida em direção a uma
definida meta ou porto, onde esperamos realizar a plenitude de nossa
viagem. Nem todos temos uma meta ou um porto definido em mente para o
qual rumamos. Aqueles que estão passando pela vida sem ter
qualquer porto como objetivo não precisam entender esta analogia
porque têm muitas outras lições a aprender antes.
Para sermos comandantes de um navio precisamos primeiro traçar
uma carta e determinar um porto como ponto de chegada de nossa viagem.
Para a maioria, todavia, o mar da vida
é como a vastidão do oceano. A meta estabelecida
não é mais visível do que o porto distante na
costa. Não são as tempestades, o nevoeiro e as demais
condições mutantes do oceano mais desencorajadoras e
cheias de problemas sérios, do que as tribulações
de nossa jornada pela vida. Qual o preparo que tem a média das
pessoas para manter seu curso tão positivo, tão definido,
e tão seguramente, como faz o comandante bem preparado, para
levar seu navio a salvo ao porto distante?
Precisamos ter capacidade de antecipar e
enfrentar as emergências da vida e manter nosso navio firmemente
no curso certo para vencer tempestades, compreender e desenvolver, mais
e mais, as potencialidades interiores, aperfeiçoando-nos como
seres humanos com dotes especiais. A maioria daqueles que tem uma meta
na vida, muitas vezes, não sabe como desviar de uma
súbita
tribulação, ou como sair das trevas que os envolveram,
exatamente como as tempestades e o nevoeiro para aquele comandante do
navio.
É preciso que tenhamos conhecimento das
leis da natureza e dos mistérios do universo. É preciso
desenvolver dons e faculdades interiores ainda não
disponíveis nas escolas de formação, em sua grande
parte preocupada apenas com o desenvolvimento do intelecto ou das
habilidades exteriores do ser humano, ou seja, apenas preocupados com a
leitura dos instrumentos. É preciso que saibamos interpretar,
compreender e aceitar cada acontecimento da vida, com serenidade,
confiança e capacidade de analisar as condições de
uma maneira construtiva. É preciso que saibamos discernir, das
coisas que nos cercam, as que são crenças supersticiosas
e
ignorantes e que devem ser deixadas de lado, das ocorrências que
merecem crédito.
A compreensão que o indivíduo
tem da vida e seus problemas e o preparo que possui para enfrentar
emergências, encorajam-no e permitem que ele conduza o seu navio
corretamente. Esta luz dota-o de calma e equilíbrio, de
segurança e paz que ultrapassam toda a compreensão. Esta
capacidade torna o ser humano capaz de alcançar maior sucesso e
felicidade na vida. Saber como vencer os problemas da vida e adaptar-se
às situações que poderiam de outro modo
torná-los perturbados, desencorajados e incapazes de controlar a
sua caminhada com segurança e sucesso.
Rio,
09/12/2008
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