A
Meteorologia exerce grande influência
direta ou indiretamente sobre todos os seres vivos desde tempos
imemoriais.
As
características climáticas, bem como as bruscas e
significativas mudanças nas
condições de tempo podem significar grandes perdas de
vidas humanas, animais e
materiais, tendo feito, na História da
Civilização, naufragar frotas inteiras
em poucas horas.
Com base nesses conhecimentos
históricos e
científicos da Meteorologia, ela têm sido de grande
importância na condução de
diversas operações navais em épocas mais recentes,
sendo um exemplo clássico
dessa aplicação o desembarque das tropas aliadas na
Normandia, em junho de
1944, no chamado Dia D.
Apenas para lembrar, naquela
ocasião, as condições
apropriadas de ventos, visibilidade, estado do mar e cobertura do
céu foram
importantes na decisão da escolha do melhor momento para
realizar a operação
militar. Outro exemplo, semelhante, foi a campanha das Malvinas.
Para a realização do
desembarque foram necessários à Força
Tarefa Inglesa conhecimentos
meteorológicos para prognosticar as condições de
tempo que tornassem difícil,
senão impossível, o ataque da força
aérea inimiga até que o desembarque
tivesse sido completado. Em termos práticos, o Comandante da
Força Tarefa necessitava
de 48 horas de cobertura total do céu sobre as Falklands, o que
ocorreu entre
21 e 22 de maio daquele ano.
Nos dias de hoje, mesmo com o apoio das
informações
colhidas por satélites, as previsões
meteorológicas para áreas marítimas são
elaboradas por centros meteorológicos localizados em terra.
Tais previsões,
por isso, estão sempre sujeitas a erros e o índice
de acerto depende de muitos
fatores, dentre os quais, o de maior peso é a qualidade das
informações
recebidas dos observadores no nível do mar.
A necessidade do homem do mar em possuir
e manter atualizados os conhecimentos gerais de meteorologia
é, em muitos casos, questão de
sobrevivência.
Um Comandante conduz sua
embarcação através de águas oceânicas
distantes de suas linhas costeiras mais conhecidas.
Os fenômenos meteorológicos
que ocorrem em áreas tropicais, principalmente furacões,
vão exigir dele
o conhecimento prévio e as estimativas básicas da
meteorologia em sua rota, no que se refere a vento, pressão,
cobertura de céu, tipo de nuvens, etc.
A bordo dos navios de guerra ou mercantes,
assim como
nas embarcações de esporte e recreio, existem hoje
barômetros, termômetros,
anemômetros e psicrômetros, além de
publicações especiais que oferecem estatisticamente
a probabilidade de ocorrência dos fenômenos
meteorológicos em áreas marítimas,
classificadas por meses do ano, mas ninguém mais descuida da
observação integrada pela constelação de
satélites que prestam esse inestimável serviço
adicional.
O objetivo deste espaço é
dar subsídios ao Comandante, para quando em sua rotina à
bordo poder
reconhecer e antecipar os vários fenômenos
meteorológicos que ocorrem no mar e
que possam trazer perigo à vida humana e riscos ao seu navio e
tripulantes,
bem como, fornecer subsídios para que possa traçar suas
rotas de modo
confortável e segura, para si, para
seus
tripulantes, para sua carga e para seu patrimônio.
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