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Desde a antiguidade
até os dias atuais, a velocidade dos navios pouco evoluiu se
comparada com os veículos terrestres e, mais recentemente, os
aéreos.
De fato, as galeras gregas e romanas entre outras, já podiam
desenvolver mais de dez nós, velocidade média de muitos
cargueiros do final do século passado.
O famoso “Cutty Sark”, na carreira da Austrália, chegou a quinze
nós. Atualmente os mais velozes navios de passageiros
alcançam trinta e tantos nós. Este aumento é
praticamente desprezível quando comparado ao admirável
aumento de velocidade dos veículos terrestres como a velocidade
dos bólidos da Fórmula-1.
Se formos comparar com as aeronaves, a diferença é
astronômica.
O dirigível de Santos Dumont, aos aviões
ultra-sônicos em cerca de cem anos.
Qual é o empecilho para o aumento da velocidade dos navios?
Claro, a resistência que a água impõe ao
deslocamento do casco, a ondulação das águas, os
parasitas que aderem ao casco, etc.
Quanto maior a área de flutuação, maior a
resistência.
Por isso os projetistas, procurando diminuir essa área,
têm criado novas formas de casco, como o catamaran, o trimaran, o
SWATH (small water plane área twin hull), o hydrofoil, o
fastship (projeto da Fastship Inc. of Philadelphia) e outros mais,
todos tentando diminuir a área de flutuação e
elevando o casco acima da superfície do mar, não
só para reduzir a resistência como também para
evitar a ondulação.
Até agora os engenheiros só tiveram êxito em
pequenas embarcações ou em “ferries” cruzando
águas tranqüilas.
É muito difícil imaginar um VLCC ou um conteneiro de
9.000 TEUs navegando com esses tipos de casco.
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