Petro-sal terá poder para vetar
decisões de consórcios privados
O país terá uma nova empresa estatal
para cuidar dos interesses da União, nas áreas do
petróleo encontrado depois das camadas de sal, com poderes
até para vetar decisões dos consórcios privados
formados para explorar essas reservas. A Empresa Brasileira de
Administração de Petróleo e Gás Natural S.A
(Petro-sal), inspirada na estatal Petoro, da Noruega, terá
até 130 funcionários, e seus dirigentes serão
nomeados pelo presidente da República. Sua principal
função será gerir os contratos de partilha para
exploração do petróleo.
A estatal, que será constituída assim
que tiver sua criação aprovada pelo Congresso Nacional,
terá bem mais poder que a norueguesa que a inspirou, já
que terá 50% de todos os comitês operacionais a serem
criados para a gestão dos poços de
exploração em regime de partilha. Cinco
ministérios terão representantes em seu conselho de
administração, que será presidido por
alguém indicado pelo Ministério de Minas e Energia. O
ministério também indicará os dirigentes da
empresa. Ela poderá participar, como sócia, nos contratos
de partilha a serem celebrados com a Petrobras e empresas
petrolíferas estatais e privadas.
A Petro-sal terá o "capital mínimo"
necessário para sua operação, segundo o ministro
de Minas e Energia, Edison Lobão. Ela será remunerada
para gerenciar, pela União, os contratos de partilha e a
comercialização de gás e petróleo, e
poderá ter um percentual do bônus de assinatura devido
pelas empresas ao governo (o bônus é uma espécie de
adiantamento a ser pago pelas empresas, a ser abatido dos pagamentos
devidos pelo contrato). A estatal, segundo Lobão, poderá
ter menos funcionários que os 130 previstos. A escolha
será por concurso, e a empresa também poderá
contratar funcionários temporariamente, por, no máximo
quatro anos, mas esses temporários não poderão
exercer cargos de confiança.
Embora deva atuar em todos os blocos de
exploração, em contratos de partilha com as empresas
petrolíferas, a Petro-sal não será uma empresa
operadora, mas gerenciadora dos interesses da União, inclusive a
fiscalização das exigências de conteúdo
local. "Passou a época em que achávamos ótimo,
maravilhoso, comprar plataformas e navios no exterior", comentou a
ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que se disse preocupada com a
necessidade de desenvolver capacidade industrial no país para
atender às necessidades de exploração das camadas
do pré-sal.
A Petro-sal fará, ainda, a
avaliação técnica e econômica dos planos de
exploração, avaliação de reservas e
produção do petróleo e gás, e
representará os interesses da União também nos
casos em que for necessária a individualização d a
produção, em reservas que se estendam para blocos ainda
não licitados ou explorados em regime diferente do regime de
partilha.
A semelhança com a estatal norueguesa
é tal que, ontem, em entrevista à imprensa, o ministro
das Minas e Energia chamou a estatal brasileira, por engano de Petoro,
logo depois de ouvir Dilma garantir que as duas estatais são
muito diferentes. "A Petoro é do rei (da Noruega)", repreendeu
Dilma, em tom de brincadeira. "Temos o Gabrielli, que é um
príncipe", respondeu Lobão, mencionando o presidente da
Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Como na Noruega, o principal propósito da
Petro-sal é "diminuir a assimetria de informações"
que haveria entre o governo e as empresas operadoras, caso o Estado
não tivesse um representante direto nos consórcios e nos
comitês operacionais.
Como explicou a ministra, em um contrato de
petróleo, os custos de exploração são
decisivos para determinar a lucratividade da extração do
óleo; a Petro-sal se encarregará de evitar gastos
excessivos, investimentos indevidos, ou decisões que possam
afetar a parcela de direito da União. Essa tarefa é
semelhante à executada pela Petoro norueguesa.
Dilma garantiu que, como em casos semelhantes no
exterior, o poder de veto da Petro-sal sobre decisões dos
comitês operacionais é definido já no contrato de
partilha. Essa norma deve ser seguida no Brasil.
(Fonte: Valor Econômico/Sergio Leo, de Brasília
Sinaval: estaleiros estão prontos
para o pré-sal
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da
Construção e Reparação Naval e Offshore
(Sinaval), Ariovaldo Rocha, garantiu que os estaleiros brasileiros
têm condições de atender a demanda que a
exploração de petróleo na camada pré-sal
deve gerar por embarcações e equipamentos. Rocha
acompanhou ontem o anúncio do marco regulatório do setor,
feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de
Minas e Energia, Edson Lobão. O projeto será enviado para
votação no Congresso Nacional.
"Os estaleiros brasileiros estão preparados
para o desafio de produzir navios-sonda, plataformas de
produção, navios de apoio marítimo, petroleiros e
todos os equipamentos necessários para essa nova fase do Brasil
na produção de petróleo nas camadas profundas do
subsolo marinho, conhecidas como o pré-sal", afirmou o
presidente do Sinaval.
Ariovaldo lembrou que novos estaleiros estão
sendo construídos e outros estão investindo em
ampliação, destacou a geração de mais de 45
mil empregos nestas unidades e a capacidade da indústria naval
brasileira de realizar acordos com fornecedores internacionais que
incluem a transferência de tecnologia.
"A Construção Naval brasileira
trabalha com uma carteira de encomendas de três milhões de
Tpb, praticamente duplicando a frota brasileira de navios. É o
momento da construção no Brasil de navios de grande porte
(petroleiros de157 mil tpb), levando o setor a um novo patamar
industrial e tecnológico. Além dos navios, os 28
estaleiros atuais e quatro novos estaleiros em instalação
irão construir oito cascos de navios-plataforma de
produção de petróleo e 28 navios-sonda de
perfuração", disse.
Prefeito corta isenção da
Portonave.
Um decreto publicado ontem pela prefeitura de Navegantes confirmou o
cancelamento das isenções municipais ao Porto de
Navegantes, administrado pela Portonave, garantidos em 2005 por uma lei
municipal.
A partir de agora, o empreendimento terá de
contribuir com encargos dos quais estava isento, entre eles Imposto
sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), Imposto Predial e
Territorial Urbano (IPTU), Taxa de Contribuição de
Melhoria, Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (TBI)
e Taxa de Licença para Locação e
Verificação de Funcionamento Regular de Estabelecimento.
A Procuradoria do Município alega que o texto
da Lei Municipal n° 1.942/05, aprovado há quatro anos, fere
pelo menos sete artigos da Constituição Federal. Como a
lei beneficiava também empresas contratadas pela Portonave desde
a construção do porto, a procuradoria estima que a
renúncia de receita para Navegantes tenha ultrapassado R$ 10
milhões.
De acordo com a procuradora Adjunta, Ana Caroline
Serafim, a arrecadação de ISSQN do Porto de Navegantes
corresponde a cerca de R$ 170 mil por mês.
Lei afrontaria o princípio da isonomia tributária
? A lei afronta o princípio da isonomia tributária, o
limite mínimo de 2% de ISSQN e há desrespeito à
Lei de Responsabilidade Fiscal, já que a renúncia
não foi considerada nas leis orçamentárias do
município ao longo dos anos ? declarou a procuradora.
De acordo com Ana Caroline, um parecer
jurídico elaborado pela procuradoria ajuda a embasar o decreto
recém-publicado. Segundo a procuradora, para conquistar novos
incentivos fiscais, a Portonave pode apresentar um projeto ao
município. No entanto, a solicitação deve estar em
acordo com a Lei Municipal nº 1185/97, que regulamenta a
concessão de benefícios fiscais para todas as empresas em
Navegantes. A Portonave encaminhou cópia do decreto ao
departamento jurídico da empresa para a
verificação da legalidade da anulação.
Fonte: Diário Catarinense)
Guarita finaliza nova
embarcação
Navio custou aproximadamente R$ 32 milhões e é destinado
ao transporte de derivados de petróleo
A Navegação Guarita está
prestes a concluir seu mais novo navio: o Guapuruvu. A
embarcação, que será destinada ao transporte de
líquidos derivados do petróleo, absorverá um
investimento de cerca de R$ 32 milhões. Parte desse montante,
cerca de R$ 25 milhões, conta com o financiamento do Banco
Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e da
CaixaRS.
O diretor-executivo da Navegação
Guarita, Werner Barreiro, informa que o navio deverá descer da
carreira (onde se faz a montagem) amanhã e, depois de realizados
alguns acabamentos, deverá ser batizado no dia 13 de outubro.
O processo de construção da
embarcação foi dividido. Em Canoas, eram feitos, pela
Cooperativa dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas (CTMC), os
blocos que comporiam o navio. Já no estaleiro da Guarita, em
Triunfo, a empresa Intecnial realizava a integração dos
módulos.
Barreiro relata que o tempo de
implantação do empreendimento foi de cerca de 20 meses. O
navio terá capacidade para transportar até 4,3 mil
toneladas e atingir até 10 nós de velocidade. A
embarcação terá cerca de 100 metros de comprimento
e uma boca (largura máxima) de 16 metros.
O valor do investimento no Guapuruvu é
elevado para uma embarcação que fará a
navegação fluvial. Porém, Barreiro explica que
isso se deve aos cuidados tomados para o transporte de uma carga
perigosa como é o caso de derivados de petróleo. O navio
possui, por exemplo, casco duplo. ?É uma plataforma de
petroquímicos que flutua?, compara o dirigente.
Ele enfatiza que a embarcação
atenderia às condições para realizar o transporte
de derivados de petróleo em qualquer via fluvial do planeta. A
perspectiva é de que o Guapuruvu realize o trajeto entre o porto
do Rio Grande e a Região Metropolitana da Capital gaúcha.
Ainda não estão definidas quais
serão as companhias que usarão os serviços da nova
embarcação. No entanto, possíveis contratantes
são a Braskem e a refinaria Alberto Pasqualini (Refap), que
já são clientes da Guarita. O Guapuruvu será o
décimo oitavo navio da empresa, entre próprios e
afretados.
(Fonte: Jornal do Commercio/RS/Jefferson Klein)
Libra negocia implantação de
megaterminal de contêineres.
A Libra Terminais S.A. negocia com as autoridades do setor
portuário a unificação de suas áreas para
construção de um megaterminal especializado na
movimentação de contêineres no Porto de Santos
¬ o projeto Libra-Santos. Essa nova configuração
permitirá à empresa duplicar sua capacidade operacional,
podendo escoar 2,1 milhões de TEUs (unidade equivalente a um
contêiner de 20 pés) por ano. O desafio da Libra, no
momento, é convencer os intervenientes do processo de
concessão de que o empreendimento é bom para o Porto e
para o País.
Uma vez concluídas as
negociações para a junção de seus
terminais, a firma estima concluir as obras em até 18 meses.
O primeiro passo foi dado no último dia 30 de
julho, com a compra do Terminal 33, anteriormente administrado pelo
Terminal de Exportação de Açúcar do
Guarujá (Teag). Uma área de 33mil
metrosquadrados, 220 metros de cais e dois armazéns dedicados a
carga geral com 9 mil metros quadradoscadapassaram aser controlados
pela Libra, que pagou R$ 65,37 milhões na
negociação. O valor não é confirmado pela
empresa, mas consta no ato de concentração aprovado
peloMinistério da Fazenda, documento de domínio
público.
A negociação envolveu a compra
não só da superestrutura, mas também dos direitos
do contrato de arrendamento assinado em 2000, com vigência de 20
anos. O documento permite a movimentação de carga geral
¬ seu objetivo inicial, uma vez que a especialização
em açúcar ensacado ocorreu ao longo dos anos, por
influência de uma demanda de mercado atendida pelo Teag. A Libra
planeja operar também cargas de projeto ¬ como grandes
motores, transformadores e materiais para a atividade offshore.
A área do Terminal 33 fica ao lado dos
terminais 35 e 37, controladospela empresa. No total, são 105
mil metros quadrados deárea já à
disposição da operadora portuária. Dopontodevista
prático, a empresa possui atualmente três terminais na
mesmaregião, mas segregados.
"Hoje operamos com seis gates (portões de
entrada). A carga sai de um terminal e entra em outro, sai de outro e
entra em um. Esses procedimentos operacionais, necessários
devido à separação física, desaparecem (com
a unificação) e nós passamos a ter um terreno mais
adequado", detalhou o presidente da Libra Terminais, Gustavo Pecly.
O executivo afirmou que os momentos de crise
não costumam ser impeditivos aos investimentos em
infraestrutura, porque este é um setor que exige melhoria
contínua."Estaaçãode comprar o T-33 e estruturar
um terminal com maior capacidade visa ao futuro. Do jeito que
está, na crise em que estamos, de repente ficaria normal
permanecermos no tamanho atual".
O presidente da Libra acredita que a
turbulência financeira não terá vida longa. "A
crise vai passar, seja em 2009, 2010 ou 2011. Vem o crescimento na
sequência e nós não podemos ficar parados esperando
a carga chegar para investir".
CAIS LINEAR
O desejo de unificação dos terminais
é antigo, mas pela primeira vez a empresa vai a público
defender a construção de um cais linear ligando suas
áreas. Se aprovada a junção ¬ que consiste,
basicamente, no aterramento de todo o trecho do Canal do
Estuário que separa os terminais 35 e 37, na Ponta da Praia
¬, a área controlada pela Libra pularia para cerca de 140
mil metros quadrados, com um cais de 1.700 metros. A via interna,
construída em paralelepípedo e atualmente utilizada para
o acesso de carretas ao pátio de contêineres, se
incorporaria ao projeto. Já a malha ferroviária que corta
a mesma via seria deslocada para fora do terminal e passaria a
acompanhar a Avenida Mário Covas Júnior
(Portuária).
A concretização do plano depende do
aval da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e da
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Também precisam consentir a Polícia Federal, que
mantém no local a Delegacia de Polícia Marítima de
Santos (Depom), e a empresa Fabiana Transportes, que oferece
serviços de travessia do Estuário de Santos e está
instalada na área.
Na defesa do projeto, Pecly diz esperar "que
autorizem o mais rápido possível". "É a chance que
temos de, numa reversão do mercado, apresentarmos um porto menos
congestionado e menos traumatizado que vimos em 2008".
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)
Libra inicia operação no
Terminal 33
O Terminal 33 do Porto de Santos iniciou, na manhã de ontem, sua
primeira operação com cargas sob a
administração da Libra Terminais S.A., empresa que, em 30
de julho passado, comprou os direitos contratuais de
exploração da área do Terminal de
Exportação de Açúcar do Guarujá.
O cargueiro norte-coreano Zang Za San Chong Nyon Ho
atracou no cais da instalação para embarcar 4 mil
toneladas de açúcar, em uma operação que,
segundo a Libra, deve ser concluída amanhã ou sexta-feira.
De acordo com o presidente da companhia, Gustavo
Pecly, até o final do ano, serão realizados apenas
carregamentos de açúcar pelo terminal. As
operações com cargas gerais devem começar no ano
que vem. Conforme a Libra, nos últimos 30 dias foram recrutados
85 colaboradores para a operação. Sob a
administração do Teag, a instalação
empregava cerca de 150 funcionários.
A aquisição do T-33 faz parte do plano
da Libra de construir um superterminal para movimentação
de contêineres na Margem Direita. Este projeto inclui a
junção dos terminais 35 e 37 (vizinhos ao 33), atualmente
segregados.
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)
Vale e Bunge exportarão etanol pelo
Maranhão
Uma parceria entre Vale e Bunge vai inaugurar uma nova rota para
exportação de etanol, pelo porto de Itaqui, em São
Luis, no Maranhão. A informação é do
gerente de combustíveis da Vale, Ney Fontes Filho. Segundo ele,
através da ferrovia Norte-Sul, a Vale irá exportar etanol
produzido em Tocantins a partir do segundo semestre de 2010.
"Serão 100 milhões de litros no primeiro ano, devendo
expandir para 300 milhões de litros até 2012", disse
Fontes Filho.
Esse etanol será produzido por usinas da
Bunge que no momento estão sendo construídas em
Tocantins. A Bunge tem projeto de construir três usinas na cidade
de Pedro Afonso. A primeira deve entrar em operação em
2010 e moer 1,4 milhão de toneladas de cana, com investimentos
estimados em US$ 350 milhões.
Fontes Filho diz também que o embarque
será feito no pátio da empresa em Guaraí, no
Estado de Tocantins, onde os cliente da Vale terão tanques. "De
Guaraí, o etanol será escoado através de 25
vagões de 100 mil litros cada até o porto de Itaqui pela
ferrovia Norte-Sul", disse. A Vale não será
responsável pelo armazenamento nem embarque do produto em
Itaqui. Segundo gerente de combustíveis da empresa, a
armazenagem ficará a cargo da Granel Química.
O trecho da Norte-Sul entre São Luis e
Guaraí já está pronto. Um outro trecho, entre
Guaraí e Palmas, deve ser entregue até março de
2010 pela Valek, empresa responsável pela
construção da ferrovia. A Vale tem a concessão da
via.
Segundo Fontes, quando o novo trecho ficar pronto, a
produção de outras usinas poderá ser exportada por
esta rota. "Estimamos que por volta de 2014 estaremos exportando entre
800 milhões a 1 bilhão de litros por Itaqui", disse.
Fontes afirma que a rota torna-se competitiva
à medida que os custos de frete caem de forma expressiva,
principalmente os marítimos. "Itaqui é muito mais
próximo da Europa do que os portos de Santos e Paranaguá
e também tem acesso aos mercados do Caribe e mesmo do
Pacífico, mais facilmente via Canal do Panamá", disse.
Além disso, o executivo explica que a Vale
também poderá levar o etanol de Tocantins até
São Luis e de lá, por uma conexão com a ferrovia
Transnordestina, levar este etanol para abastecer o Nordeste.
Atualmente, a Vale não tem nenhuma operação de
logística para exportar etanol. "Embora estejamos aparelhados
para exportar via porto de Santos e de Vitória, temos nos
concentrado no mercado interno", disse Fontes Filho. A Vale deve
transportar 350 milhões de litros de etanol em 2009, um volume
118% superior ao registrado em igual período do ano anterior.
(Fonte: Jornal do Commercio/RJ/Eduardo Magossi/Da Agência estado)
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Petrobras prevê dez novas plataformas
para o pré-sal até 2016
Para agilizar os trabalhos de produção
da maior província
petrolífera já descoberta no país, a Petrobras
está contratando dez
novas unidades de plataformas flutuantes que produzem, estocam e escoam
petróleo para as áreas do pré-sal na Bacia de
Santos.
Segundo a estatal, as duas primeiras plataformas
serão fretadas,
terão alto índice de conteúdo nacional e
serão destinadas aos
projetos-piloto de desenvolvimento. ?A capacidade de
produção diária de
cada unidade será de 100 mil barris de petróleo e 5
milhões de metros
cúbicos de gás natural, e elas serão instaladas em
2013 e 2014, em
locações ainda por definir, na área do
pré-sal?, informou a empresa. As
outras oito unidades de produção serão de
propriedade da Petrobras e
terão capacidade de produção diária de 120
mil barris de petróleo e 5
milhões de metros cúbicos de gás natural e
serão instaladas entre 2015
e 2016.
As plataformas, segundo a Petrobras, serão
fabricadas em série,
começando com a construção dos cascos no
dique-seco do Estaleiro Rio
Grande, no Rio Grande do Sul, já alugado pela estatal pelo
período de
dez anos. ?Os módulos de produção a serem
instalados sobre os cascos
serão definidos futuramente, após a
implantação dos projetos-piloto e
do teste de longa duração?, explicou a companhia.
As dez plataformas vão operar em águas
ultraprofundas, entre 2.400
e 3.000 metros, e se destinam ao início da
implantação do sistema de
produção definitivo na área do pré-sal da
Bacia de Santos. Para o
segundo semestre de 2010, está prevista a
instalação do segundo projeto
na Bacia de Santos, que será um piloto de produção
para 100 mil barris
por dia, também na área de Tupi. Para esse projeto,
já foi contratado o
frete de um navio-plataforma, também do tipo que produz, estoca
e escoa
o petróleo.
O navio será convertido no Estaleiro Cosco,
na China, e levará o
nome de FPSO Cidade de Angra dos Reis. A embarcação
será convertida a
partir do navio-tanque de grande porte denominado M/V Sunrise 4, e
terá
capacidade para produzir 100 mil barris/dia de óleo e 35
milhões de
metros cúbicos diários de gás natural. A unidade
está programada para
chegar ao Brasil no quarto trimestre de 2010 e será instalada em
lâmina
d´água de 2.150 metros. A meta da Petrobras é
iniciar o teste piloto em
dezembro de 2010.
A produção de petróleo
será escoada por navios e o gás natural por
um gasoduto de 250 quilômetros de extensão até a
plataforma de
Mexilhão, que está em construção e
será instalada em 2009 na Bacia de
Santos.
(Fonte: Jornal Agora/Rio Grande,RS)
Antaq quer ampliar uso de transporte
aquaviário
A Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq) defende uma
melhor distribuição da matriz de transportes no
País. Para o órgão, há
necessidade de que a participação aquaviária seja
ampliada de 7% para
29%.
A proposta foi manifestada pelo diretor-geral da
Antaq, Fernando
Fialho, durante sua participação no Santos Export 2009 -
Fórum Nacional
para Expansão do Porto de Santos, realizado na semana passada,
na
Cidade. O seminário foi uma iniciativa do Sistema A Tribuna de
Comunicação.
Segundo Fialho, a meta terá de ser atingida
até 2024, conforme
detalhado no Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT).
A mudança noperfil do transporte,
essencialmente rodoviarista,
depende de incentivos à cabotagem e à
migração das cargas para as
hidrovias, explicou o diretor-geral. "Quando a carga é
transferida para
o modal aquaviário, o custo da logística fica menor.
Então, deixa mais
dinheiro no campo, ficando na mão de quem produz", comentou.
Fernando Fialho ainda avaliou que a mudança na matriz de
transportes
também é benéfica do ponto de vista ambiental. "A
redução de CO2 tem
que ser uma oportunidade para os nossos portos e nosso sistema
logístico. A Antaq se propõe a instigar os setores a
essas soluções".
Entraves
A manifestação de Fialho ecoou nas
palavras do presidente da
Associação Brasileira de Terminais Portuários
(ABTP), Wilen Manteli,
que também participou do Santos Export. Ele defendeu uma
redução nos
custos portuários para impulsionar o modal aquaviário.
Segundo Manteli, uma pesquisa realizada pela Confederação
Nacional da
Indústria (CNI) apontou que, entre 900 empresas, 41,5% apontaram
os
preços portuários e aeroportuários como entraves
às exportações. E
49,1% atribuíram alguma responsabilidade às autoridades
por
dificuldades nas operações. "Burocracia significa tempo
improdutivo. E
tempo improdutivo significa mais custos".
Para o executivo, se o País reduzir 10% dos
custos logísticos poderá aumentar em torno de 20% as suas
exportações.
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/DIOGO CAIXOTE)
Adece planeja
projeto que assegure estaleiro Ceará
O considerado "Havaí" de Fortaleza para os
praticantes de surfe da
cidade poderá mudar de endereço. A ideia é apenas
uma proposta, e será
apresentada aos moradores das proximidades do Titanzinho, praia por
trás do Mucuripe, na próxima sexta-feira pelo Governo do
Estado.
Surfistas e representantes comunitários se reunirão
às 11 horas na sede
da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará
(Adece) para analisar
como é possível a construção de um projeto
que permita a implantação do
Estaleiro Ceará na localidade e ainda manter uma área com
vocação para
o surfe em região próxima.
O Estado já possui concluso um protocolo de
intenções a ser
assinado com a empresa Estaleiro Ceará com o objetivo de
garantir a
infraestrutura necessária para a viabilização da
nova indústria naval
na enseada no Mucuripe. Entretanto, como a construção no
estaleiro
poderá inviabilizar a prática esportiva nos mares do
Titanzinho, a
alternativa de criar um novo polo de surfe está sendo pensada.
"O Titanzinho é um local artificial, cuja
vocação foi possível com
a construção do paredão na área. Desta
forma, temos condições de fazer
um outro quebra-mar em área assemelhada nas proximidades, e
poder,
inclusive, gerar ondas grandes, ao invés de médias.
Assim, nós podemos
gerar emprego com o estaleiro e ainda preservar a vocação
para o surfe
naquela região", garante o presidente da Adece, Antônio
Balhmann.
Ainda não existe um estudo técnico
mostrando como poderá ser o
projeto, mas Balhmann afirma ser uma medida viável. Além
da construção
de um novo quebra-mar, o governo se responsabilizaria pela
implantação
de uma "estrutura moderna para treinamento de surfe".
"Na área do Titanzinho, seria criado um
complexo de formação de
mão-de-obra especializada para trabalhar no estaleiro, nos
moldes do
que ocorre em Pernambuco, com o Estaleiro Atlântico Sul. Isso
seria
para garantir que mais gente daquela área possa ser empregada no
estaleiro", diz Balhmann. As medidas a serem tomadas não
estão,
contudo, fechadas. "Nós vamos começar a discutir agora.
O Estaleiro Ceará é uma empresa
virtual que concorre para a
construção de 8 navios gaseiros para a Transpetro,
através do Programa
de Modernização e Expansão da Frota (Promef).
Até o fim do ano, sairá o
resultado da licitação, que possui outros 18
concorrentes. O estaleiro
só será construído no Ceará, na enseada do
Mucuripe, caso saia vencedor
no processo.
Para que possa ser construído, seriam
investidos R$ 220 milhões,
sendo R$ 60 milhões de responsabilidade do Governo do Estado que
seria
um dos sócios da empresa , a serem destinados a
ações de infraestrutura
do local. A indústria tem potencial para gerar 1.500 empregos
diretos e
outros 6 mil indiretos.
(Fonte: Diário do Nordeste/CE/SÉRGIO DE SOUSA)
Brasil desenvolve
hidrelétrica-plataforma
O Brasil está desenvolvendo um projeto
pioneiro de hidrelétricas
construídas como se fossem plataformas marítimas de
exploração de
petróleo, informou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
Segundo ele, o esboço do projeto já chegou a ser
apresentado "até em
Nova York". O projeto descrito por Lula fica no Complexo do Rio
Tapajós, no Pará, e está em estudo pela
Eletrobrás.
"Esse é um projeto que eu penso que
será uma revolução na
construção e produção de energia no mundo.
Esse modelo me foi
apresentado pelo ministro Lobão (de Minas e Energia). Tivemos a
oportunidade de, num debate em Nova York, apresentar o primeiro
esboço
desse projeto e achamos que ele vai revolucionar toda a
construção de
hidrelétricas em qualquer pais do mundo", afirmou Lula.
De acordo com o presidente, o projeto vai se chamar
hidrelétrica-plataforma e não deve gerar impactos
significativos para o
meio ambiente. "Vai fazer o desmatamento apenas para construir e depois
será tudo reflorestado para não ter
ocupação. Eu penso que essa será
uma novidade que a gente vai discutir quando estiver discutindo a
questão climática", acrescentou o presidente.
As chamadas hidrelétricas-plataforma,
mencionadas pelo presidente,
são a grande aposta do governo para vencer as resistências
da área
ambiental à construção de usinas nos rios
amazônicos. Trata-se de um
conceito ambicioso que envolve a remoção, depois que a
usina estiver
pronta, das estradas que foram construídas para dar acesso ao
canteiro
de obras. Assim, com o reflorestamento de toda a região ao redor
da
barragem, a usina passaria a ficar isolada e os poucos
funcionários que
vão trabalhar na operação da hidrelétrica
chegarão para cumprir seus
turnos de helicóptero, assim como acontece com as plataformas
marítimas
de petróleo.
A ideia foi elaborada pelo
secretário-executivo do Ministério de
Minas e Energia, Márcio Zimmermann, técnico de
confiança da
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ao deixar a
hidrelétrica
isolada e dentro de uma área de preservação, a
área energética espera
facilitar a obtenção de licenças ambientais para
que o imenso potencial
hidrelétrico da região Norte possa ser explorado. As
primeiras usinas
que deverão seguir esse novo conceito são as do Complexo
de Tapajós.
(Fonte: Jornal do Commercio/RJ/Alberto Komatsu e Leonardo Goy Da
Agência Estado)
Docas encomendará estudo sobre
ligação entre as margens do cais
A Codesp planeja iniciar nas próximas semanas
uma licitação para a
contratação dos estudos de viabilidade do projeto de
ligação seca entre
as regiões do Saboó e da Ilha Barnabé, no fundo do
Canal do Estuário,
unindo as duas margens do Porto de Santos. As análises
terão de avaliar
a melhor opção para a região: um túnel
submerso ou uma ponte.
O primeiro passo para a abertura da
licitação deve ser dado na
próxima sexta-feira, com a aprovação da
concorrência pública na reunião
da diretoria colegiada da estatal.
Serra destacou que as análises terão de indicar qual a
opção de
engenharia que oferece o melhor custo-benefício ao Porto de
Santos. Ele
garantiu que serão avaliados os potenciais e os custos tanto de
uma
ponte como de um túnel.
"Depois de ter os estudos de viabilidade aprovados
pela diretoria,
vamos trabalhar na questão técnica dos projetos.
Inúmeros fatores terão
de ser levados em consideração, desde a engenharia e a
parte ambiental,
até o impacto nas operações da Base Aérea
(localizada às margens do
Canal do Estuário e onde funcionará o Aeroporto
Metropolitano) para não
afetar o espaço aéreo de aterrissagem e decolagem de
aeronaves", disse
Serra.
NEGOCIAÇÃO
A construção de uma
ligação seca no fundo do Canal do Estuário
interessa ao grupo Ecorodovias, que controla a Ecovias,
concessionária
do Sistema Anchieta-Imigrantes.
O presidente da Codesp explicou que os estudos poderão ser
compartilhados com a holding e, também, com o Governo do Estado.
Este
último vislumbra a implantação de uma ponte
estaiada na entrada do
estuário, unindo os bairros Santa Rosa, em Guarujá, e
Ponta da Praia,
em Santos.
A Ecorodovias anunciou o desejo de elaborar um
levantamentos e até
construir o empreendimento na última edição do
Santos Export 2009 ¬
Fórum Nacional para a Expansão do Porto de Santos,
seminário realizado
na última semana, na Cidade. Uma das possibilidades levantadas
pelo
presidente da Ecorodovias, Marcelino Rafart de Seras, é a
inserção da
obra no contrato do SAI ou a abertura de uma concessão
específica.
O projeto idealizado pelo Estado é
polêmico. Primeiro porque a
altura prevista originalmente, de 70 metros, poderá limitar a
expansão
do cais santista, quando o ideal seria a partir de 80 metros, conforme
a Codesp. Em segundo lugar, porque a Secretaria Estadual de Transportes
sequer discutiu o assunto com as autoridades do setor portuário.
Até agora não houve um contato formal
entre a Codesp e a
Ecorodovias, disse Serra. Mas ele contou que as discussões
poderão
ocorrer durante a execução dos estudos. "Primeiro, temos
que estar com
o nosso dever de casa feito, para depois começar a discutir a
construção", concluiu.(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/DIOGO
CAIXOTE)
Libra negocia implantação de
megaterminal de contêineres
A Libra Terminais S.A. negocia com as autoridades do
setor
portuário a unificação de suas áreas para
construção de um megaterminal
especializado na movimentação de contêineres no
Porto de Santos ¬ o
projeto Libra-Santos. Essa nova configuração
permitirá à empresa
duplicar sua capacidade operacional, podendo escoar 2,1 milhões
de TEUs
(unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano. O
desafio da
Libra, no momento, é convencer os intervenientes do processo de
concessão de que o empreendimento é bom para o Porto e
para o País.
Uma vez concluídas as
negociações para a junção de seus
terminais, a firma estima concluir as obras em até 18 meses.
O primeiro passo foi dado no último dia 30 de
julho, com a compra
do Terminal 33, anteriormente administrado pelo Terminal de
Exportação
de Açúcar do Guarujá (Teag).
Uma área de 33mil metrosquadrados, 220
metros de cais e dois armazéns dedicados a carga geral com 9 mil
metros
quadradoscadapassaram aser controlados pela Libra, que pagou R$ 65,37
milhões na negociação. O valor não é
confirmado pela empresa, mas
consta no ato de concentração aprovado
peloMinistério da Fazenda,
documento de domínio público.
A negociação envolveu a compra
não só da superestrutura, mas também
dos direitos do contrato de arrendamento assinado em 2000, com
vigência
de 20 anos. O documento permite a movimentação de carga
geral ¬ seu
objetivo inicial, uma vez que a especialização em
açúcar ensacado
ocorreu ao longo dos anos, por influência de uma demanda de
mercado
atendida pelo Teag. A Libra planeja operar também cargas de
projeto ¬
como grandes motores, transformadores e materiais para a atividade
offshore.
A área do Terminal 33 fica ao lado dos terminais 35 e 37,
controladospela empresa. No total, são 105 mil metros quadrados
deárea
já à disposição da operadora
portuária. Dopontodevista prático, a
empresa possui atualmente três terminais na mesmaregião,
mas segregados.
"Hoje operamos com seis gates (portões de
entrada). A carga sai de
um terminal e entra em outro, sai de outro e entra em um. Esses
procedimentos operacionais, necessários devido à
separação física,
desaparecem (com a unificação) e nós passamos a
ter um terreno mais
adequado", detalhou o presidente da Libra Terminais, Gustavo Pecly.
O executivo afirmou que os momentos de crise
não costumam ser
impeditivos aos investimentos em infraestrutura, porque este é
um setor
que exige melhoria contínua."Estaaçãode comprar o
T-33 e estruturar um
terminal com maior capacidade visa ao futuro. Do jeito que está,
na
crise em que estamos, de repente ficaria normal permanecermos no
tamanho atual".
O presidente da Libra acredita que a
turbulência financeira não
terá vida longa. "A crise vai passar, seja em 2009, 2010 ou
2011. Vem o
crescimento na sequência e nós não podemos ficar
parados esperando a
carga chegar para investir".
CAIS LINEAR
O desejo de unificação dos terminais
é antigo, mas pela primeira
vez a empresa vai a público defender a construção
de um cais linear
ligando suas áreas. Se aprovada a junção ¬ que
consiste, basicamente,
no aterramento de todo o trecho do Canal do Estuário que separa
os
terminais 35 e 37, na Ponta da Praia ¬, a área controlada
pela Libra
pularia para cerca de 140 mil metros quadrados, com um cais de 1.700
metros. A via interna, construída em paralelepípedo e
atualmente
utilizada para o acesso de carretas ao pátio de
contêineres, se
incorporaria ao projeto. Já a malha ferroviária que corta
a mesma via
seria deslocada para fora do terminal e passaria a acompanhar a Avenida
Mário Covas Júnior (Portuária).
A concretização do plano depende do
aval da Companhia Docas do
Estado de São Paulo (Codesp) e da Agência Nacional de
Transportes
Aquaviários (Antaq). Também precisam consentir a
Polícia Federal, que
mantém no local a Delegacia de Polícia Marítima de
Santos (Depom), e a
empresa Fabiana Transportes, que oferece serviços de travessia
do
Estuário de Santos e está instalada na área.
Na defesa do projeto, Pecly diz esperar "que
autorizem o mais
rápido possível". "É a chance que temos de, numa
reversão do mercado,
apresentarmos um porto menos congestionado e menos traumatizado que
vimos em 2008".
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)
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