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Todos os passageiros do
Concordia poderiam ter sido salvos, diz Capitania
Roma, 26
jan (EFE).- O comandante-geral da Capitania dos Portos da
Itália, o almirante
Marco Brusco, afirmou nesta quinta-feira que se Francesco Schettino, o
capitão
do navio que naufragou no dia 13 de janeiro em frente à ilha de
Giglio, tivesse
dado o sinal de alerta a tempo, todos os passageiros teriam sido salvos.
Brusco
compareceu nesta quinta ao Senado para explicar a posição
da Capitania dos
Portos a respeito do naufrágio do cruzeiro Costa Concordia, que
por enquanto
causou 16 mortes e deixou 22 desaparecidos.
"Se
o comandante Schettino não tivesse perdido uma hora preciosa,
teria saído tudo
perfeito. Os botes de salvamento teriam sido descidos com tranquilidade
com
todos os passageiros a bordo. No entanto, a primeira hora, que é
a mais
importante, foi perdida e depois se trabalhou em meio à
angústia. Além disso,
ele foi embora e só chegavam ordens contraditórias",
explicou Brusco.
Um dos
principais problemas do resgate dos passageiros foi a impossibilidade
de descer
os botes, pois uma hora depois do impacto contra as rochas, o navio
estava
muito inclinado para que pudessem ser descidos.
O
responsável da Capitania foi contundente ao afirmar que a culpa
"seguramente é do comandante Francesco Schettino", mas
também
questionou onde estavam os outros oficiais e por que não fizeram
nada.
Sobre a
manobra de aproximação do cruzeiro à ilha do
Giglio, o que causou o impacto com
as rochas e fez com que o navio naufragasse, Brusco assegurou que "as
rotas são decididas pelo capitão, que tem que assumir
toda a
responsabilidade".
Segundo o
almirante Brusco, "a manobra de aproximação foi algo
extravagante, porque
foi feita quase em ângulo reto com relação à
ilha de Giglio, com uma velocidade
elevada".
Além
disso, Brusco garantiu que a Capitania dos Portos não tinha sido
avisada da
chamada "saudação" a Giglio, ou seja, a
aproximação a poucos metros
da ilha..
Nesta
quinta-feira, começarão os exames toxicológicos
sobre as amostras biológicas de
Schettino, que atualmente está sob prisão domiciliar com
a acusação de
naufrágio, abandono de navio e homicídio culposo
múltiplo. EFE
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3,4 mil vagas em cursos com
salário
Noticiário cotidiano - Indústria naval e Offshore
Qua, 26 de Outubro de 2011 07:09
É a oferta até 2014 do Prominp. Em março,
haverá novo ciclo
Em março de 2012, será lançado o novo ciclo do
Programa de Mobilização da Indústria Nacional de
Petróleo e Gás Natural (Prominp).
Será algo perto de 35 mil vagas em todo o Brasil, cerca de 600
no Espírito Santo, para cursos gratuitos em categorias
profissionais de níveis básico, médio,
técnico e superior.
Até 2014, serão 242 mil qualificados no país e
pelo menos 3,4 mil no Estado.
Uma nova rodada está prevista para setembro do ano que vem.
A intenção do governo federal é lançar dois
ciclos por ano até 2014. "O número de vagas por ciclo
será menor, mas a quantidade de rodadas será maior.
Queremos uma por semestre nos próximos três anos. O
desafio é qualificar 242 mil em todo o país e, no
mínimo, 3,4 mil no Espírito Santo", disse o coordenador
executivo do Prominp, José Renato Ferreira de Almeida, um dos
palestrantes de ontem da Vitória Oil & Gas.
"No mínimo" porque 84,8 mil das 212 mil vagas previstas para
todo o Brasil ainda não estão carimbadas. "Daremos mais
foco à base da cadeia de óleo e gás.
Um exemplo são os estaleiros que estão por vir, fazem
parte da base, fabricarão plataformas e FPSOs e
precisarão de uma mão de obra que hoje é bastante
escassa no Brasil. O Espírito Santo terá o estaleiro da
Jurong, teremos de qualificar muita gente, novas vagas certamente
precisarão ser abertas no Prominp capixaba. Essas 3,4 mil
até 2014 não consideram nenhum projeto adicional,
serão ampliadas conforme os investimentos forem chegando".
Rodada passada
Nos próximos quatro meses, os coordenadores do Prominp
vão se reunir com empresários, governo capixaba e
municípios.
O objetivo é identificar as necessidades de momento do Estado.
Por isso, ainda não foram definidos os cursos ofertados.
O que já se sabe é que a partir de março
começa a funcionar a parte mais avançada do Prominp.
"Vamos qualificar quem já está empregado, uma
especialização".
Os aprovados que estiverem desempregados durante o curso
receberão bolsa-auxílio mensal de R$ 300 para cursos de
nível básico, R$ 600 (níveis médio e
técnico) e R$ 900 para nível superior.
O aluno matriculado em um dos cursos do Prominp terá seu
currículo automaticamente disponibilizado no banco de
currículos do www.prominp.com.br.
Com relação aos aprovados nas última rodada do
Prominp, em outubro de 2010, que ainda não iniciaram os cursos,
Almeida afirmou que a convocação será feita ainda
este ano. "Fizemos algumas adequações e os aprovados
serão chamados, por e-mail e carta, ainda em 2011".
Chance também para fornecedor
Um dos pontos altos da Vitória Oil & Gas é a rodada
de negócios, que põe frente a frente pequenos
empresários do Estado, no papel de potenciais fornecedores, e as
grandes companhias da indústria do petróleo e do
gás natural.
Diante da oportunidade que se abrem, o pequeno empresário
capixaba não vem perdendo tempo. Somente na segunda-feira,
quando apenas a Petrobras participou da rodada com os pequenos, foram
68 atendimentos com uma perspectiva de negócios para os
próximos 12 meses de R$ 8,3 milhões.
Ontem e hoje, com a entrada das demais âncoras na rodada,
serão mais 300 atendimentos.
O Sebrae, que coordena o espaço, espera que durante os
três dias sejam cerca de R$ 54 milhões em negócios.
Essa movimentação será puxada por
empresários como o cachoeirense Hebert França, dono da
Sudpar Parafusos e Ferramentas, que desde 2007, ano da última
Vitória Oil & Gas, é fornecedor de peças para
grandes empresas da cadeia de óleo e gás. "Meu
faturamento dobrou de 2007 para cá. Estou aqui novamente porque
quero ampliar a clientela".
Cristiano Levone, gerente de contratações de bens e
serviços da Petrobras, deu alguns números desse mundo do
fornecimento. "Nos últimos 12 meses, o Espírito Santo
forneceu
R$ 2 bilhões para exploração e
produção. Entre abril e outubro, o número de
fornecedores capixabas saiu de 85 e chegou a 118".
O Prominp
O que é
Qualificação
Lançado em 2003, o Programa de Mobilização da
Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural
(Prominp) visa qualificar a mão de obra nacional para atuar na
cadeia do óleo e do gás.
Vagas
Oportunidade
Até 2014, a intenção é qualificar 242 mil
trabalhadores de níveis básico, médio,
técnico e superior, em todo Brasil.
No Espírito Santo, serão qualificadas pelo menos 3,4 mil
pessoas. Os cursos vão das áreas executivas até as
áreas administrativas.
Quando
Datas
O anúncio da nova rodada deve sair em março do ano que
vem.
Um novo ciclo está previsto para setembro. Serão dois
ciclos por ano até 2014.
Bolsa-auxílio
Todos os níveis
Os candidatos aprovados que estiverem desempregados durante o curso
receberão bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 300 (cursos
de nível básico), R$ 600 (níveis médio e
técnico) e R$ 900 (nível superior).
Fonte: A Gazeta Vitória( ES)/Abdo Filho
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Filipinas exportam homens do mar para o
Brasil
Noticiário cotidiano -
Navegação Dom, 21 de Agosto de 2011 19:47
A expansão
do setor de petróleo e gás atraiu um número
recorde de trabalhadores filipinos ao País para exercer
atividades em alto-mar. Com o mercado aquecido e pouco equipamento
nacional disponível, a Petrobras e outras empresas
petrolíferas de produção e
exploração contratam prestadoras de serviço que
trazem o "pacote completo", com embarcações e mão
de obra estrangeiras.
A admissão de trabalhadores das Filipinas em tarefas que
poderiam ser feitas por brasileiros dentro de navios e em plataformas
incomoda entidades que representam categorias importantes na
indústria nacional de óleo e gás, como petroleiros
e oficiais de Marinha Mercante.
Segundo o Ministério do Trabalho, a maior parte das
autorizações é concedida para a
realização de serviços de curto prazo. Com isso,
as empresas ficam desobrigadas de contratarem operários
brasileiros. A presença de mão de obra local é
exigida quando embarcações e plataformas estrangeiras
operam no País por mais de 90 dias contínuos.
O número de autorizações do Ministério do
Trabalho a filipinos quadruplicou em quatro anos. Passou de 1.532 em
2006 para 6.531 em 2010. No primeiro semestre deste ano, já
foram emitidas 2.294 autorizações de trabalho, 32% a mais
que no mesmo período de 2010.
"Os filipinos em geral fazem o trabalho braçal. Se o contrato
é de curto prazo, as embarcações trazem a
tripulação.
Nas normas internacionais, os trabalhadores podem ficar mais de um
mês embarcados, folgar dez dias e depois embarcar por mais um
mês. Se o contrato for de longo prazo, as empresas têm de
contratar mão de obra nacional e seguir a lei brasileira", diz o
diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense Vitor
Carvalho, representante da Central Única dos Trabalhadores no
Conselho Nacional de Imigração, vinculado ao
Ministério do Trabalho.
A legislação brasileira fixa a escala de 14 dias de
trabalho embarcado para igual período de repouso em terra. Os
petroleiros da Petrobras têm regime de 14 dias de trabalho
embarcado para 21 de descanso em terra.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: AE
Navios grandes só aportarão
no Mucuripe em 2012
Noticiário cotidiano -
Portos e Logística Dom, 21 de Agosto de 2011 09:52
Aguardados
há mais de cinco anos para assegurar a viabilidade
econômica do Porto do Mucuripe, até hoje operando com
navios de pequeno calado, os grandes navios conteineiros e petroleiros
de até 70 mil toneladas só deverão começar
a acostar ao cais em meados de junho de 2012.
A estimativa é do presidente da Companhia Docas do Ceará
(CDC), Paulo André Holanda, ao anunciar para 30 de setembro
próximo a conclusão da dragagem completa do terminal
portuário, que passará dos 10,5 metros para 14 metros de
profundidade.
Prevista para ser concluída em janeiro último e com 95%
do aprofundamento do canal de entrada e da bacia de
evolução prontos, a operação será
retomada na próxima semana, com a draga Virgínia.
Em fase de testes, em Fortaleza, após chegar do Porto de
Cabedelo na Paraíba, o equipamento fará uma raspagem
"pente-fino" no fundo dos berços de atracação do
cais comercial e do pier petroleiro.
Primeiro as boias
Antes de ser liberado para atracação de grandes
embarcações, explicou Holanda, as
alterações no terminal ainda precisarão ser
homologadas pela Marinha do Brasil, após o que estará
liberado para receber as boias de sinalização.
De acordo com ele, esses equipamentos já foram licitados e
serão instalados pela empresa CJS Engenharia.
"Até o fim do ano, começaremos a operar com os navios da
Lubnor (subsidiária da Petrobras), que transportam
petróleo e gás, e os demais (companhias de
navegação privadas), deverão levar mais uns seis
meses", estimou André Holanda. Já em
relação ao novo terminal de passageiros, que será
construído na Praia Mansa, ele garantiu que a
licitação será realizada em 1º de outubro
próximo, ao preço estimado de R$ 149 milhões.
Profundidade e logística
O aprofundamento do Porto do Mucuripe será essencial para
garantir a competitividade do terminal, frente aos demais portos
nordestinos e brasileiros. A observação é do
engenheiro, diretor de Sistemas de Informações
Portuárias da SEP, Luis Cláudio de Santana Montenegro.
Palestrante do seminário Tailor Made Seminar for SEP/PR e Portos
do Ceará, encerrado na tarde de ontem, no CVT Portuário,
Montenegro disse que a dragagem é o primeiro passo para
viabilizar o desenvolvimento do Porto de Fortaleza.
Ele ressaltou na oportunidade, a necessidade da União e do
Governo do Estado dotarem o terminal de melhores infraestrutura e
logística (vias de acesso, ferrovias, rodovias, novos
armazéns e processos operacionais mais ágeis), como
condição para atrair os grandes transportadores e
armadores.
Ele alertou ainda, para o risco do Porto de Fortaleza entrar em
competição com o do Pecém, o que na sua
avaliação será um erro. Conforme disse, ambos
disputam áreas de influência e movimentação
de cargas semelhantes, mas, ainda assim, devem operar integrados. "Se
não atuarem de forma complementar, poderão prejudicar um
ao outro", frisou Montenegro.
Capacitação
Outro aspecto que deve ser cuidado pelos portos brasileiros é a
capacitação de mão de obra especializada para
operar os terminais. Alerta semelhante foi feita pelo deputado Federal
Ariosto Holanda, que destacou a oportunidade do CVT Portuário
à capacitação da população do
entorno do Mucuripe e consequente operação no terminal.
Ao fim do evento, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, e
outras seis personalidades cearenses foram agraciados com a Medalha
Mérito Portuário.
Fonte: Diário do Nordeste
ANA concede outorga para eclusa de
Tucuruí, no Pará
Noticiário cotidiano -
Navegação Dom, 21 de Agosto de 2011 10:01
A Agência
Nacional de Águas (ANA) concedeu outorga para que a eclusa de
Tucuruí opere no Rio Tocantins, na divisa dos municípios
de Tucuruí e Breu Branco, a 250 quilômetros de
Belém, no Pará. A autorização foi publicada
hoje no Diário Oficial da União, por meio da
Resolução nº 558.
A regulamentação trata da outorga pelo direito de uso da
água, emitida para o Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (Dnit), para a operação das eclusas naquela
região.
É a primeira outorga concedida pela ANA desde a
criação do órgão regulador. Isso porque as
outorgas para outras eclusas existentes, como a do Rio Tietê, em
São Paulo, foram concedidas por órgãos estaduais,
uma vez que a nascente e a foz do rio estão dentro do mesmo
Estado.
No caso da eclusa de Tucuruí, porém, por estar inserida
em mais de um estado, a outorga teve de ser feita pelo
órgão federal.
Segundo a ANA, com a construção da barragem de
Tucuruí, criou-se um desnível de 72 metros na hidrovia do
Tocantins.
Para não interromper a passagem das embarcações,
foram construídas as duas eclusas que são interligadas
por um canal intermediário com 5,5 quilômetros de
extensão e 140 metros de largura.
As eclusas são as maiores do País, com capacidade para
realizar até 32 operações por dia, 16 em cada
sentido, na sua capacidade máxima de operação. A
obra permite a navegação entre o Centro-Oeste e o Norte
do País, rota com potencial para o escoamento da
produção, principalmente, de grãos e
minérios.
Fonte: AE
Mão de obra estrangeira desembarca
no Brasil
Noticiário cotidiano -
Geral Dom, 21 de Agosto de 2011 19:51
Em abril, a engenheira civil Almudena Olivares Piñera, de 25
anos, trocou a Espanha por Salvador. O motivo foi uma vaga de emprego
na empresa responsável pela construção da Arena
Fonte Nova, estádio que vai abrigar os jogos da Copa de 2014 na
Bahia. As perspectivas para a economia brasileira - principalmente se
comparadas ao cenário de crise em países da União
Europeia e nos Estados Unidos - tornaram trajetórias como a da
jovem engenheira cada vez mais frequentes no País.
No primeiro semestre deste ano, o número de profissionais
estrangeiros aumentou quase 20% em relação ao mesmo
período de 2010. Segundo dados do Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE), entre janeiro e junho foram concedidas 26.545
autorizações para que profissionais de outras
nacionalidades possam trabalhar no País, ante 22.188 nos mesmos
meses do ano passado. "O Brasil se tornou um mercado com muitas
oportunidades para um profissional qualificado", diz a engenheira
Almudena, que chegou ao País por meio da Aiesec, uma
organização que promove o intercâmbio entre
profissionais.
De acordo com Celso Grisi, professor da Fundação
Instituto de Administração (FIA), a "invasão" dos
estrangeiros está apenas no início. "Como nos
países de origem a situação econômica
está muito difícil, a chegada de novos trabalhadores
internacionais tende a aumentar nos próximos anos", afirma
Grisi.
Ao contrário dos países desenvolvidos, a economia
brasileira deve avançar neste ano pelo menos 3,5%, nas
estimativas da maior parte dos analistas.
Os estrangeiros são atraídos, principalmente, pelas
oportunidades nas áreas de engenharia e de segmentos
relacionados ao pré-sal. "Não tem muito o que fazer por
enquanto, porque as empresas são as primeiras a buscarem
profissionais estrangeiros", afirma Grisi, referindo-se à baixa
qualificação do brasileiro.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: AE
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Aprovado primeiro regulamento para as
emissões gasosas da marinha mercante
01-08-2011
Os países da
Organização Marítima Internacional (OMI) acordaram
regular as emissões de gases com efeitos de estufa dos navios.
Os ativistas alertam que as medidas são pouco ambiciosas uma vez
que só serão aplicadas aos navios construídos a
partir de 2013.
Na reunião da Organização Marítima
Internacional que ocorreu em Londres, foi aprovado um regulamento que
obrigará a redução do consumo de energia em navios
com mais de 400 toneladas construídos a partir de 2013.
A partir desse ano os navios terão de melhorar a sua
eficiência energética em 10%. O aumento da
eficiência energética será gradual pelo que em
2020, aumentará para 20% e em 2024 para 30%.
“A decisão tomada hoje pode resultar em poupanças de
combustível de 5 mil milhões de dólares e
redução da emissão de 22 milhões de
toneladas de CO2 por ano. É uma oportunidade econômica e
ambiental sem precedentes e a OMI deu um grande passo em frente”,
refere Peter Boyd da Carbon War Room. “Se os mesmos padrões
fossem aplicados à frota já existente constituída
por mais de 30 mil navios poderia poupar-se 50 mil milhões de
dólares em combustível e 220 milhões de toneladas
de CO2.”
Alguns países em desenvolvimento como a China, Brasil,
Arábia Saudita e África do Sul negociaram um atraso de 6
anos e meio na aplicação do novo regulamento. Na
prática, esta medida só entrará em vigor nesses
países em 2019.
Os armadores têm tido uma grande resistência ao
desenvolvimento de instrumentos de regulação nesta
área apesar do aumento da pressão dos grupos
ambientalistas. Dado o caráter de exceção dos
países em desenvolvimento, há o perigo de alguns
armadores optarem por registar os seus navios nesses países.
A Marinha Mercante contribui para cerca de 3 a 4% do total das
emissões de gases com efeito
estufa originários das atividades humanas. As
organizações não governamentais de ambiente
saudaram esta medida, denominada energy
efficiency design index (EEDI). Contudo, alertaram que os seus
impactos positivos só serão sentidos após um longo
período porque só se aplica a navios novos.
A Comissão Européia é mais ambiciosa uma vez que
tem a intenção de levar o transporte marítimo ao
Comércio de Emissões.
Fonte: www.guardian.co.uk/Isabel
Palma
Fórum discute soluções
para desburocratizar a cabotagem e a navegação fluvial no
país
Na abertura do
evento, o diretor executivo do Centronave - Centro Nacional de
Navegação -, Elias Gedeon, fala sobre os desafios na
contratação da praticagem no Brasil. O gargalo gerado
pela escassez de mão-de-obra qualificada para o segmento
também será tema da palestra ministrada pelo
vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas de
Navegação Marítima (Syndarma), Roberto Galli, e
pelo coordenador de gestão portuária do Porto de
Vitória (Codesa), Enildo Moreira Ferreira. O Codesa tem um
programa de formação profissional para suprir a demanda
de mão-de-obra, e a experiência será relatada na
apresentação.
Para falar sobre os desafios para o desenvolvimento do modal
aquaviário, a IBC convidou o presidente do conselho de
administração da Logz -- Ports and Logistics Investments,
Nelson Carlini, e o diretor-presidente da Companhia Docas de São
Sebastião, Casemiro Tércio Carvalho. Ainda sobre o
incremento do transporte hidroviário e suas vantagens sobre o
modal ferroviário e rodoviário, falará o
engenheiro João Gomes Ribeiro Neto, consultor da diretoria de
planejamento da Codesp.
ESTUDOS DE CASO
Ponto alto do evento, o painel de estudos de caso mostrará como
grandes empresas já utilizam com sucesso o modal
hidroviário, reduzindo custos e obtendo vantagens competitivas.
A primeira experiência será apresentada pelo gerente de
logística da Braskem, Vinicius Patel. Em seguida, o gerente de
tráfego hidroviário da Vale, Angelo Maranho,
mostrará como a empresa faz uso da Hidrovia
Paraguai-Paraná. Finalmente dois executivos da Raízen, o
gerente de desenvolvimento logístico, Daniel Amorim de Almeida,
e o gerente corporativo de logística agrícola, Mario
José Cerqueira Jr., mostram como se dá o transporte de
cana de açúcar pela Hidrovia Tietê-Paraná.
No segundo dia, o Fórum abre espaço para debates sobre a
engenharia de riscos, traçando uma comparação
entre os diversos modais usados no Brasil, as oportunidades de
negócios em cabotagem, além da tributação e
burocracia envolvidas no transporte fluvial e de cabotagem. O
Fórum se encerra com um workshop sobre o "Green Shipping" - a
sustentabilidade no transporte aquaviário.
O Fórum de Navegação 2011 é uma iniciativa
da IBC, empresa do mesmo grupo do Lloyd´s List e tem o
patrocínio da Mercosul Line.
Informações no site www.informagroup.com.br/navegacao
ou pelo telefone (11) 3017-6808
.
Fonte: Portal
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Novo Canal do Panamá vai mudar rotina da navegação
31-05-2011
A expansão do Canal de Panamá, com custo estimado em US$
5,25 bilhões, pode ser considerada um dos megaprojetos em curso
no mundo. E não só pela ótica da engenharia, dado
o porte da obra, que requer trabalhos simultâneos em
países das Américas, Europa e Ásia. Mas, sobretudo
pelo potencial impacto no transporte marítimo internacional, em
especial no segmento de contêineres, a partir do fim de 2014,
quando, se espera, a expansão do canal esteja concluída.
O programa consiste na instalação de um terceiro jogo de
eclusas, que funcionam como elevadores para navios.
Hoje o Canal de Panamá - cuja extensão, entre os oceanos
Atlântico e Pacífico, é de 80 quilômetros -
é formado por duas linhas de navegação equipadas
com eclusas. Será construída uma terceira linha com um
novo conjunto de eclusas. A obra também prevê novos leitos
fluviais de navegação e alargamento dos leitos
existentes, além do aprofundamento do canal de
navegação do chamado "Corte Celebra", ponto mais estreito
do canal, e do lago Gatún, próximo ao Atlântico.
A partir do fim de 2014, empresas de navegação
poderão implantar linhas de navios de maior tonelagem para
operar através do canal. Hoje o Canal de Panamá
está limitado, nos contêineres, a navios de 4,6 mil TEUs
(equivalente a 20 pés).
Essa capacidade será multiplicada por mais de duas vezes. A
Autoridade do Canal de Panamá (ACP), que administra a via, diz
que a expansão permitirá a passagem de navios de
até 13,6 mil TEUs, mas entre armadores há quem entenda
que essa capacidade poderá ficar em cerca de 10 mil TEUs,
considerando o tamanho dos navios que cruzarão pela nova linha,
que poderão ter até 366 metros de comprimento e
transportar, ao largo, 19 fileiras de contêineres.
Nos graneleiros, cujo limite hoje é de 60 mil toneladas,
poderão passar pelo canal embarcações de
até 170 mil toneladas. Navios gaseiros poderão cruzar
pelo istmo do Panamá, com impactos na produção
tanto do lado do Atlântico quanto do Pacífico, disse
Alberto Alemán Zubieta, administrador da ACP. A mesma
lógica vale, segundo ele, para embarcações de
carvão, que terão a opção de transitar pelo
canal com navios maiores, obtendo ganhos de eficiência.
O uso de navios maiores para atravessar o canal vai representar
economias de escala, com redução de custos.
Zubieta prevê que o programa de expansão mudará as
regras do jogo do transporte marítimo, com influência
sobre a América Latina. "O Brasil pode usar o Panamá como
plataforma de distribuição de seus produtos para o
Pacífico, assim como a Amazônia pode usar o canal e a
infraestrutura portuária de nosso país para conectar-se
ao mundo", afirmou Zubieta. A ACP e empresas de navegação
concordam que o uso de navios maiores para atravessar o canal vai
representar economias de escala, com redução de custos de
transporte. Navios maiores tornam o transporte mais competitivo em
grandes distâncias, disse Luiz Felipe Assis, chefe do
departamento de engenharia naval da Universidade Federal do Rio de
Janeiro. "O tempo de trânsito entre a Costa Leste do
Atlântico e a Ásia vai diminuir e, em função
disso, haverá redução de custos para as companhias
de navegação", previu Si-Hyun Park, gerente de
navegação da sul-coreana STX Brasil.
Michael Kristiansen, diretor sênior de operações
para a América Latina da dinamarquesa Maersk Line, maior armador
de contêineres do mundo, disse que a possibilidade de os
armadores utilizarem navios maiores para atravessar o canal tem
diversas implicações.
"Os navios mais modernos, que hoje servem a rota entre a
Ásia e a Costa Leste dos Estados Unidos através do Canal
de Suez, provavelmente vão se mover em direção ao
Canal de Panamá, com ligeira redução do tempo de
trânsito."
Em entrevista por email, Kristiansen disse que a expansão
possibilitará que navios de contêineres mais modernos
atendam os fluxos de comércio da Costa Oeste da América
do Sul para a Costa Leste dos Estados Unidos e para a Europa. Esses
serviços com navios maiores poderão acelerar a
migração de carga de embarcações
frigoríficas convencionais para porta-contêineres, disse
Kristiansen. A Maersk tem cinco serviços pelo canal de
Panamá.
Em 2011, os navios da empresa devem fazer entre 475 e 500 travessias
pela área.
Segundo o executivo, ao ampliar a capacidade de carga o canal pode
criar demanda adicional para operações de transbordo em
um porto concentrador. "Essa capacidade está amplamente
disponível em vários locais do Mar do Caribe." O
Panamá quer aproveitar a expansão para transformar o
país em um centro importante de transbordo de cargas e
logística.
Em 2010, o sistema portuário panamenho movimentou 5,7
milhões de TEUs, número que poderá crescer com a
expansão do canal. Esse volume é mais do que o dobro de
contêineres movimentados no porto de Santos, no ano passado, que
atingiu 2,643 milhões de TEUs, segundo a
Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres
de Uso Público (Abratec).
Para Elias Gedeon, diretor-executivo do Centronave, entidade que
representa as empresas de navegação no Brasil, existe a
possibilidade de novo cenário para a navegação a
partir da conclusão das obras do canal. Segundo ele, os navios
"cape size" (acima de 80 mil toneladas) que trafegam para a Costa Leste
da América do Sul via Cabo da Boa Esperança (na
África do Sul) poderão chegar ao continente sul-americano
pelo norte.
"Isso tende a incrementar a movimentação nos portos do
Norte e Nordeste do Brasil, que terão de se preparar melhor para
a nova fase de grandes navios na rota leste-oeste-leste, os chamados
serviços de volta ao mundo, incluindo Ásia, Europa e
América do Sul", disse Gedeon.
A ACP não fala sobre os preços dos pedágios para
atravessar o canal a partir de 2014. Zubieta diz que a ACP está
sempre atenta aos preços uma vez que, dependendo onde se origina
a carga, o canal enfrenta concorrentes de peso.
Se a carga for originada na Ásia e se destinar ao mercado
americano, por exemplo, o produto pode chegar à costa oeste dos
EUA e seguir dali para a costa leste via sistema intermodal (trem e
caminhão).
Hoje, para cruzar o canal, um navio de contêineres de 4,6 mil
TEUs paga US$ 82 por caixa cheia, disse Zubieta. Um armador afirmou que
esse valor é maior e, se forem consideradas todas as sobretaxas,
a média de preço pode ficar entre US$ 125 e US$ 150 por
TEU, dependendo do navio e da rota. Os navios de contêineres
contribuem com cerca de 28% do trânsito do canal, mas respondem
por 58% das receitas, segundo o armador.
Fonte: Valor Econômico.
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Lei e ética
30-05-2011
Severino Almeida
Presidente do
Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante - Sindmar
Há algum tempo as companhias de navegação,
representadas pelo Sindicato Nacional das Empresas de
Navegação Marítima (Syndarma), tentam afastar as
garantias legais do mercado de trabalho para os oficiais da Marinha
Mercante.
Em 2008, alertaram para a iminência de um “apagão
marítimo” em 2010, numa profecia que não se concretizou.
Agora, usando o pré-sal, voltam a propagar um cenário de
falta de oficiais mercantes para o apoio às plataformas.
O verdadeiro intuito do Syndarma, com o apoio da
Associação Brasileira das Empresas de Apoio
Marítimo (Abeam), é abrir o mercado de trabalho a
estrangeiros. Para tanto pretendem que o governo “suspenda”
dispositivos das Resoluções Normativas 72 e 80, que
regulam o trabalho de estrangeiros.
Com a manobra, poderiam contratar mão de obra mais barata e
menos qualificada.
É sabido que marítimos de países de escassa
proteção ao trabalho, como Filipinas, e de baixa
qualificação, submetem-se a salários inferiores
aos praticados no Brasil, sem apresentar, contudo, o mesmo desempenho.
Eis por que Syndarma e Abeam projetam outro “apagão”, com
infundada previsão de déficit de 1.300 oficiais mercantes
até 2016. Sintomaticamente, nada comentam sobre o
“apagão” de 2010, que não aconteceu.
É mais grave se considerarmos que a Abeam é uma entidade
em que a maioria dos filiados é de estrangeiros. Se o intuito
prosperar, explorarão negócios do petróleo sem
gerar empregos e renda para brasileiros.
A nova previsão de déficit do Syndarma parte do
pressuposto irreal de que 250 novos navios entrarão em
operação nos próximos três anos.
Nem metade dessas embarcações poderá ser entregue
nesse prazo, tendo em vista os atrasos nos financiamentos. Ressalte-se
que 80% dos financiamentos sequer foram definidos.
Além disso, o número de oficiais mercantes formados a
cada ano mais que triplicou na última década para atender
– como tem ocorrido – à demanda. A projeção do
Syndarma é, portanto, obra de ficção.
A busca pelo lucro deve ser meta de qualquer empresa, desde que
respeitando a lei e a ética.
Fonte: O Globo – 30/05/2011
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Petroleiro está 'encalhado'
há um ano
29-05-2011
Considerado marco da
retomada da indústria naval brasileira, o João Candido
nunca deixou estaleiro em Pernambuco, onde sofre reparos
Apontado há
um ano como marco da recuperação naval brasileira, o
petroleiro João Candido, lançado ao mar na
presença do então presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e da, à época, pré-candidata petista Dilma
Rousseff, jamais deixou o cais do Estaleiro Atlântico Sul (EAS),
no litoral de Pernambuco.
Fracassou a previsão do EAS e da Petrobrás Transporte
S.A. (Transpetro) de que a partir de agosto do ano passado o
João Candido estaria pronto para realizar viagens de longo
curso.
Desde a solenidade de lançamento ao mar, em 7 de maio de 2010, a
embarcação passa por reparos.
Não há ainda uma data para a entrada em
operação do petroleiro, o primeiro dos 22 encomendados ao
EAS pela Transpetro.
Em nota, o estaleiro limitou-se a informar que o início do
emprego naval da embarcação deverá ocorrer no
próximo semestre. Além de criar tensão na
Petrobrás e na Transpetro, que cobram a entrega do primeiro
navio da encomenda, o atraso gerou uma crise sem precedentes no
estaleiro, cuja construção foi simultânea ao do
João Candido.
Controlado pelas empreiteiras nacionais Camargo Corrêa e Queiroz
Galvão, pela PJMR Empreendimento e pela sul-coreana Samsung
Heavy Industries, o EAS demitiu neste ano a maior parte dos executivos
responsáveis pela construção do petroleiro.
Perderam o emprego o presidente Ângelo Alberto Bellelis; o
diretor industrial, Reiqui Abe, e seu adjunto, Domingos Edral; e o
diretor de Planejamento, Wanderley Marques. Na indústria naval,
entre o lançamento ao mar e a entrada em operação
de um navio, passam-se, em média, três meses,
período de realização de testes. Tanto que o
EAS anunciou no lançamento que em agosto de 2010 o navio estaria
apto a navegar.
O lançamento do navio foi uma festa única na cidade-sede
do estaleiro, Ipojuca (PE). Lula e a ex-ministra Dilma abraçaram
operários, distribuíram autógrafos, posaram para
fotografias - atividade comum naquela pré-campanha presidencial.
A embarcação foi batizada em homenagem ao célebre
marinheiro João Candido (1880-1969), líder da Revolta da
Chibata, em que liderou, em 1910, cerca de 2.000 marinheiros negros
rebelados contra os maus-tratos a que eram submetidos pelos comandantes
da Marinha. "Novo Ciclo".
Em discurso na cerimônia, o presidente da Petrobrás,
José Sérgio Gabrielli, anunciou que o João Candido
abria um "novo ciclo" para a indústria naval brasileira. Afinal,
a última encomenda da Petrobrás a um estaleiro do Brasil
para a construção de um navio daquele porte ocorrera em
1987. E o navio só foi entregue dez anos depois.
Especialistas e profissionais da indústria naval e da Marinha
Mercante creditam o atraso na entrega à construção
simultânea do navio e do estaleiro. Apontam ainda a precariedade
da mão de obra local como um dos fatores determinantes para o
não cumprimento dos prazos.
Embora defenda o empreendimento e sustente que a
embarcação estará apta a navegar em poucos meses,
o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante
(Sindmar), Severino Almeida, afirma que já eram esperados
problemas. "Não houve surpresas. Muita coisa no navio foi feita
de forma adaptada ao crescimento do estaleiro. Houve falta de
equipamentos no estaleiro para a montagem do navio. Isso seguramente
ocorreu. Como houve a decisão de iniciar a
construção do navio concomitantemente à
construção do estaleiro, ficou claro, para quem conhece o
setor, que haveria problemas", disse Almeida.
Um dos equipamentos a que o presidente do Sindmar se referiu são
os guindastes do tipo goliath. Os dois primeiros só chegaram,
desmontados, em julho de 2009, um ano de atraso, conforme revelou,
antes de ser demitido, o presidente Bellelis.
Os goliaths têm 100 m de altura, vão de 164 metros e
capacidade para içar 1.500 toneladas. O navio começou a
ser construído sem o auxílio vital dessas
máquinas. A questão da mão de obra foi abordada
por um experiente projetista naval, que pediu para não ter o
nome identificado.
O especialista disse que um atraso tão grande não
é comum. Na Coreia do Sul, dois meses costumam separar o
lançamento ao mar do início da operação. O
operário sul-coreano é extremamente bem treinado. Apesar
de dizer que o brasileiro também recebe bom treinamento, o
projetista argumenta que nosso profissional não tem grande
experiência, especialmente em Pernambuco, Estado sem
tradição na indústria.
A experiência dele no setor indica que, para tornar-se eficiente
e rápido, um operário naval precisa de quatro ou cinco
anos de serviços ininterruptos, o que não ocorre no
Brasil.
Fonte: O Estado de São Paulo
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Novo porto inicia operações
em Santa Catarina
29-05-2011
Itapoá
será tocado pela iniciativa privada e torna-se alternativa para
o congestionado porto de Paranaguá.
Novo terminal de cargas suscita debate sobre a eficácia do
modelo de investimento público no setor portuário.
Santa Catarina começa a operar nesta semana seu sexto porto,
forçando a concorrência com Paranaguá e Antonina,
no Paraná, e consolidando seu perfil portuário.
O porto de Itapoá, no litoral norte do Estado, é tocado
pela iniciativa privada e tem foco na exportação de
cargas em contêineres.
Por causa de sua localização (divisa entre PR e SC), deve
atrair parte das empresas paranaenses que hoje exportam e importam via
Paranaguá, que fica especialmente congestionado na época
da safra de grãos.
Itapoá terá capacidade inicial para movimentar cerca de
300 mil contêineres por ano -pouco mais da metade do que passa
pelo porto de Itajaí, o maior do Estado.
"Paranaguá evoluiu muito, mas o problema lá é o
excesso de mercadorias", afirma o presidente do Sindiavipar (Sindicato
da Indústria de Produtos Avícolas do Paraná),
Domingos Martins.
Segundo ele, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP,
também da iniciativa privada) - uma das unidades do porto de
Paranaguá- tem boa estrutura, mas sofre com o excesso de
demanda.
O TCP já se prepara para a concorrência e vai investir R$
180 milhões para ampliar em 70% a capacidade de
movimentação de contêineres. As obras dependem de
licença ambiental, mas o plano é concluí-las
até o fim de 2012.
PÚBLICO x PRIVADO
Itapoá também coloca em dúvida o modelo de
investimento público no setor portuário. "A iniciativa
privada é mais competitiva. É melhor negociar com eles",
afirma Martins, do Sindiavipar.
Para Silvio dos Santos, consultor do Laboratório de Transportes
da Universidade Federal de Santa Catarina, a diferença é
que a iniciativa privada "tem urgência".
Provocado pela expansão do Estado vizinho, o governo do
Paraná pretende estimular o investimento privado no setor
portuário, e está discutindo uma nova lei de PPPs
(parcerias público-privadas).
"O empresariado hoje tem recursos e quer investir", afirma o
secretário de infraestrutura do Paraná, José Richa
Filho. Para ele, conseguir recursos do Tesouro estadual é
difícil devido à concorrência com outras
áreas.
Fonte: Folha de São Paulo
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Ministério do Trabalho manda
interditar plataforma P-65 da Petrobras
26-05-2011
Depois de uma
vistoria que começou quarta-feira e terminou nesta quinta, na
Plataforma P-65, na Bacia de Campos,auditores fiscais do
Ministério do Trabalho interditaram a plataforma, segundo
informações do Sindicato dos Petroleiros do Norte
Fluminense.
O documento de interdição já foi entregue à
Petrobras, mas passará a valer de fato, após a
comunicação à Superitendência Regional do
Ministério do Trabalho e Emprego do Rio e
publicação por edital. O Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) confirmou a interdição da plataforma P-65.
Segundo o ministério, a plataforma "foi interditada por
apresentar risco iminente à saúde do trabalhador.
Detalhes da interdição dependem da
apresentação do relatório à Secretaria de
Inspeção do Trabalho do MTE, que deve ocorrer nesta
sexta-feira". O sindicato fez denúncia, apontando 34 itens
irregulares na plataforma. A P-65 é a antiga S-06, primeira
plataforma a operar no Campo de Enchova na década de 70.
Atualmente, a plataforma trata o petróleo produzido na
área sul da Bacia de Campos, nas Plataformas P-07, P-08, P-12,
P-15 e PCE1.
Ela separa a água do óleo, reenvia para PCE1, que manda
para o Terminal de Cabiúnas. Pelo documento estão
interditados setores de serviços realizados com vasos de
pressão em espaços confinados e do acendimento manual do
queimador de gases descartados do processo industrial.
Interdição não terá impacto sobre
produção de petróleo, diz Petrobras
A Petrobras informou que a plataforma P-65 já estava parada para
manutenção desde segunda-feira, dia 23.
A estatal explicou que a P-65 não é produtora de
petróleo, apenas auxilia no tratamento do óleo de outras
unidades, em processo complementar ao da plataforma PCE-1. Segundo a
Petrobras, a plataforma foi adquirida em 2009, e apesar do projeto do
antigo operador da plataforma atender a todos os requisitos da
legislação brasileira, "a P-65 desde então vem
recebendo pequenas modificações para seguir o
padrão de projeto das demais plataformas da Petrobras." A
Petrobras afirma em nota que as não conformidades apontadas pela
vistoria da STRE/RJ já haviam sido identificadas anteriormente
pela companhia "e encontra-se em fase de conclusão pela equipe
técnica.
Outras estão sendo antecipadas visando cumprir as
determinações da Superintendência." A companhia
destacou os profissionais que atuam na P-65 são qualificados. A
não conformidade apontada pela SRTE/RJ, segundo a estatal, se
refere apenas à manutenção de cópia
física dos certificados de treinamento a bordo da plataforma. A
parada programada para manutenção da plataforma que
está sendo feita, não tem impacto sobre a
produção de petróleo, garantiu a Petrobras.
E conclui: "A Petrobras adotará todas as exigências da
Superintendência, mas reafirma que suas plataformas operam dentro
dos mais rigorosos padrões de segurança da
indústria do petróleo."
Fonte: O Globo
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Aberta seleção pública
para emprego com salários que podem chegar a R$ 100 mil
Começa
hoje (25) o prazo de inscrições para o concurso
público que vai selecionar 81 pessoas para um dos empregos mais
bem remunerados do país, o de prático, profissional
encarregado de orientar os comandantes dos navios que chegam ou saem de
um porto ou navegam por determinados rios e cujo rendimento mensal pode
chegar a R$ 100 mil, dependendo da movimentação do porto.
Além de dominar as técnicas de navegação,
os práticos, ou “homens-guia”, como já foram conhecidos,
devem conhecer muito bem a área onde trabalham, pois são
eles que orientam as embarcações de grande porte
através de trechos da costa, baías, estuários,
lagos, rios, terminais ou canais portuários, locais que mudam de
acordo com a ação dos ventos, correntezas, marés e
assoreamento do fundo, o que reduz o calado.
Para concorrer a uma vaga o candidato deve ter formação
superior completa (em qualquer área) e possuir, até o fim
do prazo de inscrições (13 de junho deste ano),
habilitação para navegar com embarcações de
esporte ou lazer (mestre amador).
A prova, contudo, é considerada extremamente difícil. Em
geral, o profissional não recebe nada além de uma ajuda
de custo até concluir o programa de treinamento e ser aprovado
no exame de habilitação final.
As inscrições custam R$ 200. Todas as
informações sobre o processo seletivo e a ficha de
inscrição estão disponíveis no site www.dpc.mar.mil.br
Apesar de admitidos por meio da seleção organizada pela
Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha, os práticos
não são servidores públicos nem militares.
Após passar por todo o processo seletivo, que dura no
mínimo 12 meses e no máximo 20 meses, o profissional se
torna sócio de uma das várias associações
de praticagem do país. As associações são
geridas como empresas e é justamente a condição de
sócio, com participação nos lucros, que garante
aos práticos, além de um rendimento mínimo mensal,
os atraentes ganhos extras que tornam a profissão tão
cobiçada.
Em Santos (SP), onde funciona o maior porto da América Latina e
trabalham 41 práticos, o ganho mínimo mensal é R$
16 mil. O Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), contudo, destaca
que como os ganhos provêm das taxas de serviço pagas pelas
empresas proprietárias dos navios, os ganhos da categoria variam
conforme a movimentação de cada porto.
A assessoria do DPC informou que compete ao departamento organizar o
processo seletivo porque a função está subordinada
à Lei de Segurança Aquaviária e atende às
normas estipuladas pela Marinha do Brasil e pela
Organização Marítima Internacional.
Fonte: Economia & Negócios.
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'Bandeira de conveniência' e
ações navais criminosas
24-05-2011
Prática de usar os 'registros
abertos', que não vinculam o navio ao país de origem,
é adotada por 60% dos expedidores marítimos
Quatro iatistas
americanos mortos; uma família dinamarquesa de cinco e dois
membros da tripulação sequestrados: esses eventos no
espaço de uma semana no início deste ano poderiam, enfim,
provocar um consenso de que alguma coisa precisava ser feita sobre a
pirataria no Oceano Índico e no Golfo de Áden. E alguma
devia ser feita: além dos iatistas, quase 700 marinheiros, na
maioria filipinos, bengalis e russos, estão sendo mantidos
reféns. Obrigados com frequência a operar seus navios
capturados sob a mira de armas, com pouca comida ou água, alguns
deles são prisioneiros há meses.
Mas a ilegalidade
marítima não se resume aos piratas. Graças a um
sistema de registro de navios conhecido como "bandeiras de
conveniência", é muito fácil donos de navios
inescrupulosos livrarem-se de comportamentos criminosos. Eles se livram
de acusações por danos ambientais como vazamentos de
petróleo, e também de impor condições de
trabalho precárias quando obrigam tripulações a
trabalhar como escravos sem pagamento ou descanso adequado. Mas,
diferentemente da pirataria, que parece intratável, as
condições estarrecedoras de alguns navios mercantes podem
ser evitadas.
Proteção.
Antigamente, os navios costumavam representar seu país. Eles
eram pedaços flutuantes de seu país natal em mares
ingovernáveis, com todas as vantagens e desvantagens da
supervisão governamental: se as coisas dessem errado, os marujos
eram protegidos por seus governos. Se agissem mal, podiam ser punidos.
Mas, no início
do século 20, isso começou a mudar. O Panamá,
procurando atrair navios americanos que evitavam as leis da
Proibição, permitiu que não panamenhos usassem a
sua bandeira por um preço. A Libéria e outros
países seguiram o exemplo. Hoje, esses "escritórios de
registro abertos" são usados por cerca de 60% dos expedidores
marítimos, ante 4% nos anos 50.
No sistema das
bandeiras de conveniência, os registros foram divorciados da
fiscalização governamental. A Coreia do Norte tem um
próspero registro, assim como a Mongólia, que não
tem saída para o mar.
O registro da
Libéria, o segundo maior do mundo, prosperou mesmo durante uma
dezena de anos de guerra civil. Alguns registros permitem que os donos
de navios mudem as bandeiras que registraram num prazo de 48 horas;
alguns exigem pouco mais que uma assinatura ou o preenchimento de um
formulário online pelo proprietário. Muitos nem sequer
pedem que os donos revelem suas identidades.
Esse anonimato
fácil é perigoso Em 1999, um petroleiro de nome Erika
encalhou na costa da Bretanha e poluiu 400 quilômetros do litoral
da França. O governo francês não conseguiu penetrar
numa rede de empresas de fachada em sete países que se erguia
entre o navio e seu dono. O dono acabou se apresentando voluntariamente
e, quando questionado pela BBC sobre os complexos acordos de
propriedade, disse: "Essa é a prática padrão no
transporte marítimo". Não deveria ser.
Muitos registros
estatais não têm a capacidade ou a vontade de monitorar a
segurança e as condições de trabalhos em navios,
ou de investigar acidentes.
Ao contrário,
os certificados de segurança de navios são concedidos por
sociedades de classificação privadas. Os
proprietários podem escolher a sociedade que quiserem - e os
piores, previsivelmente, escolhem as menos exigentes. Esse
autopoliciamento foi comparado a registrar um carro em Bali para
dirigi-lo na Austrália com freios defeituosos.
Abusos. O custo
humano desse sistema é inaceitavelmente alto. Longas horas e
cronogramas portuários extenuantes raramente permitem que os
marinheiros tenham tempo suficiente para descansar; alguns regulamentos
internacionais permitem jornadas semanais de 98 horas.
Os salários,
com frequência, não são pagos: a International
Transport Workers Federation, que representa os marinheiros, recuperou
US$ 30 milhões em salários não pagos no ano
passado. Quando o Most Sky, um navio turco registrado no Panamá,
atracou num porto britânico em novembro, sua
tripulação não recebia pagamento havia meses.
Eles tiveram de fazer
uma "vaquinha" para comprar pão e não havia luz nem
aquecimento em suas cabines.
Há muitos
navios administrados por proprietários decentes. Mas a
delinquência é fácil demais com os registros
abertos, quando os donos podem sair impunes e sem nenhuma a
responsabilidade. O mundo da marinha mercante é inegavelmente
complexo. Quase a metade de todas as tripulações é
formada atualmente por quatro ou mais nacionalidades. Em um navio de
contêineres no qual naveguei por cinco semanas no último
verão, me sentei no refeitório dos oficiais ao lado de um
engenheiro birmanês, na frente de um romeno e um moldavo. Os
homens na mesa atrás da nossa eram chineses, filipinos e
escoceses. O refeitório da tripulação na porta ao
lado só abrigava filipinos. Tínhamos um retrato da rainha
Elizabeth II na parede.
Mas a
globalização não é uma razão para
países não assumirem a responsabilidade pelos navios que
registram. No papel, a Convenção das Nações
Unidas sobre a Lei do Mar especifica que deve haver um "vínculo
genuíno" entre o navio e sua bandeira. Mas o debate prossegue
sobre qual deve ser esse vínculo. No mínimo, ele deveria
envolver a possibilidade de o país fazer inspeções
e monitoramentos efetivos de seus navios, em vez de tolerar os
formulários de pedido online e a política de não
fazer perguntas. Mas, mesmo que a ONU definisse um vínculo,
não está claro se seus membros estariam dispostos ou
seriam capazes de aplicá-lo quando bandeiras de
conveniência são tão lucrativas tanto para os
países quanto para os donos de navios, que com isso podem
economizar milhões de dólares anuais em salários e
impostos.
Uma
solução mais imediata, embora parcial, seria as
autoridades portuárias, que têm o poder de reter navios
inseguros ou infratores, dar uma atenção extra a navios
registrados sob países notoriamente complacentes. Para evitar
esse escrutínio extra e a possibilidade de taxas de
detenção, os navios poderiam pressionar os registros a
elevar seus padrões.
Por fim, o
escrutínio público não faria mal. Nós
boicotamos alimentos produzidos por companhias que maltratam seus
trabalhadores, mas sabemos pouco sobre as condições por
vezes atrozes sobre os navios que carregam os alimentos. Uma campanha
chamada Salvem Nossos Marinheiros, organizada por sindicatos e
expedidores para aumentar a consciência sobre pirataria,
também poderá lançar luz sobre as mazelas do
próprio setor.
Mas os membros da
tripulação de meu navio, que vivem em padrões
superiores em comparação com muitos, não estavam
muito esperançosos.
"Ninguém liga
para a marinha mercante", disse o capitão. "Somos a
escória da terra, Sempre fomos, sempre seremos."
Fonte:
Rose George, do The International
Herald Tribune - O Estado de S.Paulo (Tradução)
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Amazônia
Ribeirinha
21-05-2011
Onde os rios levam
vidas em percurso Canoas, avistadas ao longe, se aproximam.
Proliferam-se com rapidez.
Mulheres remam para alcançar o navio. Junto delas,
crianças.
Num implorar amazônico, os curumins soltam gritos agudos e
balançam os bracinhos como se fossem asas.
Dá-se início a um ritual de solidariedade feito sem
palavras.
Passageiros e tripulantes arremessam sacos plásticos com roupas
usadas.
Os sacos caem no rio e logo vão para as mãos de novos
donos.
A velha roupa de uns, vira roupa nova para outros.
Fonte: O Estado de Tapajós / Guilherme Guerreiro Neto
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OS NAVIOS DA VALE E O FIM DA HISTÓRIA
05/05/2011
A Vale recebeu este
mês o VALE BRASIL, primeiro de sete super-navios encomendados ao
estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co, da
Coréia do Sul. Com 362 metros de comprimento e 65 metros de
largura, a embarcação tem capacidade para 400 mil
toneladas e é o maior do mundo em sua categoria. Dinheiro que
poderia ficar aqui se a Vale tivesse decidido – a exemplo da Petrobras
- construir grandes navios no Brasil, contribuindo decisivamente para a
recuperação da indústria naval e a
geração de empregos em solo brasileiro.
Pode-se alegar que as
siderúrgicas da Coréia do Sul – e por extensão,
seus estaleiros - são clientes da Vale na compra de
minério de ferro. Mas com certeza não foi mandando
construir seus navios no Brasil que os sul-coreanos se transformaram em
um dos países mais industrializados do mundo ao longo dos
últimos 25 anos. Os Tigres Asiáticos, começando
pelo Japão, ainda no final do Século XIX, e assim como
está acontecendo com a China hoje, só cresceram por causa
da decisão política de estabelecer uma
indissolúvel e permanente aliança estratégica
entre governo e iniciativa privada de capital nacional, para a
competente substituição de importações e a
conquista de mercados externos, agregando continuamente valor aos seus
produtos e exportações. Lá fora, essa é a
regra. Aqui, quando o governo tenta fazer a mesma coisa, todo mundo cai
de pau no “perigo de reestatização” e no “nacionalismo
anacrônico”, como se algum grande país do mundo – como o
próprio Japão, os Estados Unidos, a Alemanha, a China –
tivesse chegado a algum lugar sem zelar por seus interesses e sem uma
postura nacionalista clara por parte da sua população.
Só pode ser
ingênuo – ou canalha - quem anuncia que o nacionalismo acabou em
um mundo em que os países mais fortes se impõem aos mais
fracos pela força das armas. Ou em que, como acontece na Europa,
o nacionalismo é tão exacerbado que já se
transformou em racismo – pergunte-se aos brasileiros que são
rotineiramente revistados, humilhados e enviados de volta ao Brasil dos
aeroportos espanhóis, por exemplo, – ou, ainda, no qual, como
está acontecendo agora nos Estados Unidos, milhões de
pessoas saem para as ruas carregando bandeiras e gritando USA ! USA !
USA ! para comemorar, como se fosse carnaval, a morte de um
único homem. O nacionalismo não morreu, como não
morreu a História. Ao contrário do que escreveu Francis
Fukuyama depois da queda da União Soviética, essa velha
senhora está vivíssima - e de vez em quando explode
violentamente, como uma bofetada, na cara de quem defende a “pax
americana”, a “governança global” e o fim das fronteiras - como
aconteceu naquele fatídico 11 de setembro, quando o primeiro
avião carregado de passageiros atingiu a Torre Sul do World
Trade Center.
Postado por Mauro
Santayana

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01-04-2011
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As empresas
de navegação que operam no Brasil estão
preocupadas com a possibilidade de um "apagão" de mão de
obra. Como medida de emergência, querem que navios e
plataformas de bandeira estrangeira possam operar no país, de
forma provisória, sem a necessidade de ter parte da
tripulação brasileira, como determina
resolução do Ministério do Trabalho. Os armadores,
representados pelo Sindicato Nacional das Empresas de
Navegação Marítima (Syndarma), pretendem
aprofundar essa discussão com o governo federal a partir deste
mês.
O tema é
polêmico e enfrenta resistência dos
trabalhadores, reunidos no Sindicato Nacional dos Oficiais de Marinha
Mercante (Sindmar). As duas entidades discordaram publicamente sobre o
assunto quando, em 2008, o Syndarma publicou estudo que apontou risco
de déficit no número de oficiais para atender à
expansão da frota até 2013. Em contrapartida, o Sindmar
encomendou outro trabalho que indicou que iriam sobrar oficiais de
marinha mercante, profissionais de nível superior formados nas
duas escolas da Marinha: uma no Rio e outra no Pará.
Não
satisfeito, o Syndarma reviu o estudo de 2008. A
revisão considerou o crescimento da frota, iniciativa
sustentada pelas encomendas de navios e plataformas do sistema
Petrobras - Transpetro. O novo trabalho, válido para 2010-2020,
indica que a falta de profissionais tende a se agravar de forma gradual
até atingir o pico em 2014, quando faltariam 1.339
oficiais de marinha mercante para atender a demanda.
O Syndarma considera o estudo conservador uma
vez que o trabalho
não inclui projeções relacionadas ao aumento de
demanda de profissionais como resultado da exploração e
produção na camada pré-sal.
Ronaldo Lima,
vice-presidente do Syndarma, diz que a proposta da
entidade é flexibilizar o artigo 3º da
resolução normativa nº 72, de 2006, do Conselho
Nacional de Imigração, do Ministério do Trabalho.
Segundo o artigo, quando embarcações ou plataformas
estrangeiras operarem em águas jurisdicionais brasileiras por
prazo superior a 90 dias deverão ser admitidos marítimos
e
outros profissionais brasileiros, observadas uma série de
condições. Na prática, se adotada, a proposta
faria com que navios estrangeiros ficassem desobrigados,
temporariamente, a chamar oficiais brasileiros.
A mudança
permitiria, na visão do Syndarma, melhorar o
equilíbrio entre oferta e demanda de oficiais. Os armadores
também têm interesse em discutir o artigo 1º da
resolução nº 80, de 2008, do Conselho Nacional de
Imigração, segundo a qual o Ministério do Trabalho
pode conceder autorização para obtenção de
visto temporário ao estrangeiro que venha ao Brasil com
vínculo empregatício, "respeitado o interesse do
trabalhador brasileiro". A ideia seria eliminar temporariamente a
obrigação de que o Ministério do Trabalho tivesse
que ouvir os sindicatos antes de conceder visto de trabalho para
oficial estrangeiro.
O Syndarma vai
enviar correspondências sobre a questão da
mão de obra na marinha mercante para os ministérios do
Trabalho, Transportes, Minas e Energia, Educação e
Defesa. Também começa a pedir audiências com alguns
ministros. Severino Almeida, presidente do Sindmar, criticou a proposta
dos armadores. Disse que as empresas não olham o Brasil com
visão de empresas brasileiras de navegação:
"Querem praticar uma abertura que seja vantajosa para elas", afirmou.
Segundo ele, não é preciso mexer na
resolução normativa 72 uma vez que o artigo 3º
oferece flexibilidade para deixar de contratar brasileiros quando a
medida for necessária.
O estudo do Syndarma prevê a entrada em
operação de
488 novas embarcações até 2020, incluindo
navios-tanques, graneleiros, porta-contêineres, barcos de apoio
às atividades de petróleo e plataformas. Para atender
essa
frota, serão necessários no período 5.437
oficiais, uma média de cerca de 11 profissionais por navio
(cada embarcação divide os trabalhadores em equipes que
se
revezam a bordo).
O Conselho
Nacional de Imigração não quis se
pronunciar sobre a proposta do Syndarma pois ainda não a
recebeu. Dados do Ministério do trabalho mostram que, em 2010,
foram concedidas 3.715 autorizações para profissionais
estrangeiros trabalharem em navios de outras bandeiras no Brasil,
aumento de 54% em relação ao ano anterior.
A Transpetro,
dona da maior carteira de navios de bandeira brasileira
hoje em construção no país, também
não quis comentar o assunto. A Transpetro disse, em nota, que
acredita que ações conjuntas com a Marinha vão
garantir a formação de tripulantes brasileiros para as
embarcações da empresa. A Transpetro citou o
esforço de todos os elos da marinha mercante para ampliar e
melhorar os dois centros de formação de oficiais no
país. A Transpetro tem hoje 2.232 marítimos e
prevê contratar outros 1.700 até 2013. Em 2011, a empresa
abriu concurso com 728 vagas para contratar oficiais, suboficiais e
guarnição de marinha mercante.
Roberto Galli,
vice-presidente executivo do Syndarma, disse que uma das
contribuições do estudo revisado foi o conceito usado
para medir a evasão profissional, um dos grandes problemas do
setor. Galli disse que o trabalho considerou que existe uma curva de
evasão ao longo da carreira do oficial. De acordo com esse
critério, o estudo considerou que um ano depois de formados,
11% dos oficiais abandonam a carreira. Como é um curso superior,
muitos oficiais optam por fazer concursos públicos em vez de
trabalhar embarcados, longe da família.
O percentual de
evasão cai nos anos seguintes até chegar
a 2% no sexto ano, mas volta a crescer e no 11º ano depois da
formatura a evasão atinge 10%. O estudo original considerava
uma taxa de evasão fixa de 65% ao longo de toda a carreira do
oficial. Ainda de acordo com o estudo, as escolas da Marinha devem
formar 825 oficiais em 2011. Se for considerada a taxa de evasão
de 11%, significa que em 2012 continuariam na profissão 735 dos
825 oficiais que se formaram um ano antes.
Fonte: Valor
Econômico/Francisco Góes | Do Rio

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Cai diretor da Vale
O governo venceu, depois de quase dois anos e
meio de campanha contra o
presidente da Vale, maior empresa privada do Brasil, segunda maior
mineradora do mundo e líder mundial na extração de
minério de ferro.
Roger Agnelli
deixará o posto, afinal, porque o Bradesco
desistiu de enfrentar a pressão do Palácio do Planalto.
Sem a rendição do banco, o governo federal não
teria os votos necessários para forçar a mudança
na
cúpula da empresa. O acordo foi concluído em
reunião do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com o presidente
do conselho de administração do Bradesco, Lázaro
Brandão, na sexta-feira. O resultado já era dado como
certo por fontes do governo e, portanto, não surpreendeu. Mas a
disputa em torno da presidência da mineradora foi muito mais que
um embate entre dois grandes acionistas. Este é o ponto mais
importante, não só para os diretamente envolvidos nesse
confronto, mas, principalmente, para o País.
Se houve algo
surpreendente, não foi a rendição do
Bradesco, na semana passada, mas sua longa resistência. Há
uma enorme desproporção de forças entre o governo
federal e uma instituição financeira privada, mesmo
grande. Os dirigentes do banco acabaram levando em conta seus
interesses
empresariais e os possíveis custos de um longo confronto com as
autoridades. A pressão exercida a partir do Palácio do
Planalto foi "massacrante", segundo uma fonte do banco citada pelo
jornal O Globo.
Ao insistir no
afastamento de Roger Agnelli, a presidente Dilma
Rousseff seguiu no caminho aberto por seu antecessor. Derrubar o
presidente da Vale foi um dos grandes objetivos do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
Desde o agravamento da
crise internacional, em 2008, quando a Vale
anunciou a demissão de cerca de 1.300 funcionários, as
pressões contra os dirigentes da empresa foram abertas.
Além de se opor às dispensas, o presidente da
República passou a exigir da Vale maiores investimentos em
siderurgia.
Seria preciso, segundo
ele, dar menos ênfase à
exportação de minério e realizar um maior
esforço de venda de produtos processados. Em sua simplicidade, o
presidente Lula nem sequer levou em conta a enorme capacidade excedente
da indústria siderúrgica, não só no Brasil,
mas em escala mundial.
Mas nem é o
caso de examinar o mérito das
ações defendidas pelo presidente da República e
por
seus estrategistas. Se essa discussão valesse a pena, os
argumentos teriam ocupado espaço na imprensa e os principais
dirigentes da Vale com certeza os teriam examinado, com a mesma
competência demonstrada ao promover o crescimento da empresa
desde
sua privatização. O ponto importante é outro.
O presidente Lula agiu
como se fosse atribuição de seu
gabinete administrar tanto as estatais quanto as grandes companhias
privadas. Deu ordens a diretores da Petrobrás e censurou-os
publicamente. A imprudente associação da Petrobrás
com a PDVSA para construir a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
é fruto do cumprimento de uma dessas ordens. Aliás, nem
sempre os dirigentes da estatal conseguiram seguir as
determinações de Lula - a preferência a
fornecedores
nacionais, por exemplo - porque isso comprometeria seu trabalho.
Um presidente sensato
não se meteria sequer na
administração de uma estatal grande e complexa. Muito
menos se atreveria a ditar políticas para empresas privadas
também grandes, complexas e bem-sucedidas como a Vale e a
Embraer, mas a autocrítica e o sentido de
proporção
nunca foram grandes atributos do presidente Lula. Além do mais,
sentimentos como esses acabariam facilmente sufocados pelo objetivo
maior: comandar de seu gabinete várias da maiores empresas
brasileiras. Se bancos federais se meteram onde não deveriam,
comprando, por exemplo, participação no Banco
Panamericano, foi para atender a essa concepção de poder.
A presidente Dilma
Rousseff já mostrou, em mais de uma
ocasião, diferenças importantes em relação
a
seu antecessor e grande eleitor. Neste caso, no entanto, quando se
trata
da fome de poder e da ambição centralizadora, a
continuidade da política anterior parece garantida.
Pena.
Fonte: O Estado de
São Paulo – 29/03/2011

07-10-2010
Os
supernavios de guerra da Vale.
Na
disputa contra os
australianos pelo mercado chinês, a mineradora brasileira monta
uma frota com 35 dos maiores navios do mundo.
O maior navio de guerra do mundo é um
porta-aviões americano chamado Enterprise, que mede 342 metros
de
uma ponta a outra e pode carregar 85 caças. Os dois maiores
transatlânticos em atividade no mundo, da Royal Caribbean,
têm 360 metros de comprimento e transportam mais de 5 mil pessoas
cada. Em breve, uma empresa brasileira vai estrear nesse clube:
é
a mineradora Vale, maior companhia privada do País, que
está construindo sua própria frota de supernavios.
São 35 navios que, uma vez prontos,
serão os maiores em operação no mundo. Iguais a
eles, só haverá os outros dois da Royal Caribbean. Eles
vão custar US$ 4 bilhões. Com 360 metros de comprimento,
cada navio terá capacidade para 400 mil toneladas, o equivalente
ao peso de 470 mil carros Fiat Uno. Um cargueiro comum não chega
à metade disso. No passado, até havia algumas
embarcações maiores, mas foram desativadas e viraram
sucata ou tanques para estocar petróleo em alto mar.
A frota da Vale está sendo montada para
brigar com as mineradoras australianas na Ásia, principalmente
no
mercado chinês. A Vale deve vender este ano 140 milhões de
toneladas de minério de ferro para a China, quase metade da
produção total da empresa, mas quer ampliar esse volume.
Para isso, os brasileiros precisam anular a vantagem geográfica
dos australianos, que estão bem mais perto da Ásia.
O minério brasileiro demora 45 dias para
chegar à China, enquanto os australianos precisam de apenas 15
dias de navegação. "Cada tonelada que mandamos para a
China paga 30 dias de frete a mais do que o minério da
Austrália. Os novos navios farão nosso produto chegar
mais
barato", afirma José Carlos Martins, diretor executivo de
Marketing, Vendas e Estratégia da Vale.
Dependência. A missão da frota gigante
será entregar grandes quantidades de minério com maior
rapidez e, principalmente, acabar com a dependência dos armadores
internacionais. A Vale está construindo seus navios na China e
na
Coreia do Sul. Os primeiros ficam prontos no ano que vem e os outros
serão entregues aos poucos até o fim de 2014.
Nem todos serão propriedade da mineradora.
Das 35 embarcações, 19 foram encomendadas diretamente
pela
Vale e as demais por armadores que irão trabalhar com
exclusividade para ela durante 25 anos - a vida útil desses
navios.
Eles são tão grandes que só
conseguem atracar nos portos da própria Vale, no Maranhão
e no Espírito Santo, e nos principais portos da China. O detalhe
é que a empresa tem projetos prontos para fazer navios ainda
maiores, com capacidade para 500 mil e 600 mil toneladas, mas desistiu
de fazê-los agora porque não haveria portos com capacidade
de recebê-los. "Seria preciso investir muito em dragagem e em
equipamentos. Mas no futuro eles serão feitos", afirma Martins,
da Vale.
Os supercargueiros chamam a atenção,
mas eles são parte de uma empreitada mais ambiciosa. Desde o ano
passado, a Vale vem montando, discretamente, uma das maiores frotas
privadas do mundo. Entre navios novos, usados e petroleiros convertidos
para graneleiros, o mercado estima que a mineradora brasileira tenha
comprado cerca de 100 embarcações de 2009 para cá.
A Vale não confirma esse número. Mesmo no caso dos
supernavios, até agora a companhia só tinha falado das
primeiras 12 encomendas. Os outros 23 só estão aparecendo
agora.
Espionagem. Dois motivos levam a empresa a ser
discreta. O primeiro é a concorrência. A Vale atua num
mercado de poucas empresas, que fica mais concorrido a cada ano. Maior
mineradora de ferro do mundo, a Vale e suas rivais ficam se espionando
o
tempo todo, uma tentando atrapalhar o caminho da outra.
Por isso, a companhia não quer que os concorrentes
conheçam todos os seus passos. "A Vale já tem o melhor
produto do mundo (o minério de Carajás, no Pará)",
diz o consultor Sérgio Alves, que trabalha para mineradoras
asiáticas no Brasil."Quando ela passa a controlar também
o
transporte marítimo, ganha enorme competitividade, já que
o frete é tão importante quanto o preço do
minério. Os australianos devem estar preocupados." De acordo com
a mineradora, só com os navios já comprados houve uma
economia de US$ 3 bilhões em relação ao que teria
sido pago em fretes a terceiros.
O outro motivo é político. O governo e
os fabricantes nacionais de navios e equipamentos fizeram
pressão
para que a Vale construísse seus navios no Brasil. Antes de
fazer
as encomendas, a mineradora fez uma tomada de preços junto aos
estaleiros locais.
A maioria já estava comprometida com
encomendas para a Petrobrás, além de
embarcações menores para a própria Vale. Os
únicos dois estaleiros com agenda disponível para atender
ao pedido cobravam, segundo a mineradora, quase o dobro do preço
dos fabricantes da Ásia. "Seria interessante fazer esses navios
no Brasil, mas não havia como", diz o consultor Sérgio
Alves. "Além disso, não tinham preço competitivo.
Não era uma questão de querer ou não."
Fonte: O Estado de S.Paulo

26/09/2010
Oficial de marinha mercante torna-se
profissão cada vez mais atraente
Salário atraente, possibilidade de conhecer
muitos países, intercâmbio com outras pessoas e culturas,
sensação de contribuir com seu trabalho para o
comércio exterior e o desenvolvimento econômico,
além de um dia a dia que envolve o contato com equipamentos e
tecnologias de ponta são alguns dos principais atrativos da
carreira de oficial de marinha mercante.
A área, aquecida pelo grande aumento no
volume de cargas transportadas por via marítima nas
últimas duas décadas, no bojo do processo de
globalização, tem estado cada vez mais aquecida.
No Brasil, em particular, esse mercado de trabalho
está em faze de crescimento, em função dos
projetos
de ampliação da frota nacional de cargueiros e
petroleiros
para fazer face ao aumento da demanda por transportes - lembrando que
90% das exportações e importações
brasileiras são feitas pelo mar.
O mercado também está em
expansão por força do desenvolvimento do setor de
petróleo offshore, devendo ganhar a partir de agora um grande
impulso em função da prospecção de
petróleo na camada do pré-sal. O segmento offshore
já vem crescendo a uma taxa anual média de 10% nos
últimos anos, mesmo sem a entrada em operação dos
poços do pré-sal.
Assim como os grandes cargueiros
portacontêineres, os graneleiros, as embarcações de
carga geral e os petroleiros, os navios de apoio às plataformas
de petróleo são tripulados por oficiais de marinha
mercante. De acordo com o Sindicato Nacional dos Oficiais de Marinha
Mercante (Sindmar), entidade que reúne cerca de 7 mil associados
em todo o País, o mercado de trabalho tem capacidade para
empregar cerca de 300 novos profissionais a cada ano, sem risco de
déficit ou gargalo.
E as perspectivas tendem a melhorar. A Transpetro,
maior armadora nacional, tem em encomenda cerca de 26 petroleiros,
navios que demandarão novos tripulantes. A cabotagem –
navegação entre portos nacionais – e o longo curso
também apresentam perspectivas de crescimento, já que a
crise global iniciada em 2008 começa a ser superada.
Perfil e rotina
Os oficiais de marinha mercante são formados
por dois centros/escolas mantidos pela Marinha: o Centro de
Instrução Almirante Graça Aranha - Ciaga (Rio de
Janeiro) e Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar –
Ciaba (Belém/Pará). O ingresso é feito por meio de
concurso público seletivo que obedece ao preceito constitucional
de igualdade de sexos. O percentual de mulheres vem aumentando desde
2000, ano da primeira turma feminina, e hoje elas já representam
40% dos alunos.
O curso tem duração de quatro anos e o
oficial mercante formado recebe o título de bacharel em
Ciências Náuticas. Esses profissionais, depois de
formados,
também passam a integrar a Reserva da Marinha de Guerra. O
vencimento básico inicial (segundo oficial, que é a
primeira patente) é de cerca de R$ 3 mil. A ascensão ao
posto máximo de comandante leva cerca de 10/12 anos, com
vencimentos que chegam a R$ 12 mil.
O regime de trabalho em geral é de três
meses embarcado para um de repouso nos navios petroleiros (e
também nos gaseiros e quimiqueiros); e de até cinco meses
de embarque e um de folga nos navios de granéis e
portaconteineres. Já no segmento off shore, onde a rotina
operacional é mais intensa, os tripulantes permanecem até
43 dias embarcados para um mês de descanso em terra. As jornadas
duram de 8 horas (granéis, petroleiros, portacontêineres)
a
12 horas (off shore). O Sindmar, que tem índice de
sindicalização de 90% entre a categoria, mantém
acordos coletivos com mais de 40 empresas de navegação,
contribuindo para a melhoria das condições de trabalho.
Para driblar a saudade de casa, os navios mercantes
oferecem aos tripulantes hoje uma gama de atividades que vão
desde o acesso à internet e salas de jogos até a
improvisação de jogos de futebol e vôlei a bordo.
Assim, a rotina inclui a criatividade brasileira, mesmo em águas
internacionais e portos distantes da costa brasileira.
Fonte: A Tribuna on-line.
05/09/2010
Cinco
mil contêineres bloqueiam portos.
Produtos não liberados pela Receita ou
abandonados por importadores se acumulam em 5 mil contêineres e
congestionam terminais do País
O volume de cargas apreendidas pela Receita Federal
ou abandonadas pelos importadores provocou um congestionamento de 5 mil
contêineres encalhados nos portos brasileiros. Se fossem
colocados
um atrás do outro, formariam uma fila de 50 quilômetros de
extensão - quase a mesma distância entre São Paulo
e
a cidade de Jundiaí, no interior do Estado.
Os equipamentos estão espalhados pelos
principais terminais do País à espera de uma
destinação por parte da alfândega, que não
tem conseguido atender ao forte aumento do comércio exterior.
Além dos prejuízos aos donos dos contêineres, o
acúmulo das chamadas "cargas em perdimento" (apreendidas ou
abandonadas) compromete a capacidade de armazenagem dos portos, que
sofrem há muito tempo com a falta de espaço em seus
pátios e armazéns.
"Esse problema virou um grande entrave para o
sistema portuário brasileiro", afirma Elias Gedeon, presidente
do
Centro Nacional de Navegação (Centronave),
responsável pelo levantamento do número de
contêineres parados nos terminais. Ele explica que o
avanço
das cargas em perdimento é decorrente de fatores interligados.
Um
deles é o aumento das importações, que
avançaram quase 50% no primeiro trimestre deste ano. O segundo
ponto é mais estrutural e está ligado à falta de
capacidade da Receita Federal para atender à demanda crescente.
Os empresários do setor avaliam que a Receita
não tem mão de obra suficiente para todas as
intervenções necessárias e ainda encontrar uma
destinação para as mercadorias apreendidas. De acordo com
a legislação, toda carga não liberada ou retirada
do porto dentro de 90 dias é declarada "em perdimento".
A partir daí, a Receita Federal fica
autorizada a dar um destino para as mercadorias. Elas podem ser
leiloadas, doadas, incorporadas por empresas públicas ou
destruídas. "Mas esses processos não têm tido a
agilidade que o momento exige", afirma Gedeon. Ele destaca que algumas
mercadorias levam mais de um ano para serem liberadas.
Foi o que ocorreu com cerca de 20 contêineres
carregados de pneus usados, no Porto do Rio de Janeiro, afirma o
secretário-geral da Câmara Brasileira de Contêineres
(CBC), Alex Rotmeister. O executivo conta que a Receita demorou um ano
para decidir o destino das mercadorias, que agora estão sendo
usadas na produção de asfalto. "Há casos absurdos
de uma carga esperar cinco anos para ser liberada."
Durante todo esse tempo, completa Rotmeister, os
contêineres ficam inutilizados, causando prejuízos aos
seus
donos. Isso quando não precisam ser destruídos por causa
da carga que está dentro, como ocorre no caso de mercadorias
perecíveis. Cada equipamento frigorificado custa, em
média, US$ 35 mil.
A lista de cargas apreendidas ou abandonadas nos
pátios dos terminais é extensa. Pode ser um produto
pirateado, como tênis, celulares, óculos, cigarros e
roupas, e até objetos de desejo da maioria da
população, como veículos de luxo (Ferrari, Mustang
e Porsche) e jet ski.
No caso dos pirateados, a maioria das mercadorias
é destruída. Já no segundo caso, boa parte vai a
leilão.
Os equipamentos eletrônicos muitas vezes
são doados ou incorporados por empresas, explica o
superintendente-adjunto da Receita Federal em São Paulo, Marcos
Fernando Prado de Siqueira.
Mas há também cargas inusitadas. O
presidente da Associação Brasileira de Terminais
Portuários (ABTP), Wilen Manteli, lembra que alguns
caminhões de bombeiros ficaram anos sem definição
e
mais tarde foram doados. Segundo ele, o acúmulo de
contêineres com cargas apreendidas ou abandonadas é mais
um
item do chamado custo Brasil - considerado um dos maiores do mundo. "Em
alguns terminais do Rio, por exemplo, esse tipo de mercadoria chega a
comprometer 30% da área disponível para
movimentação."
Por ser o maior da América Latina, Santos
é o porto com maior volume de contêineres com cargas em
perdimento. Apenas um terminal chega a acumular mais de 200
equipamentos
parados. Em todo o porto, há pelo menos cinco áreas
destinadas à movimentação de contêineres.
O superintendente da Receita em São Paulo
conta que o volume de apreensões no primeiro semestre deste ano
cresceu 18,92% em relação a igual período do ano
passado, especialmente por causa do aumento do comércio
exterior.
Junta-se a isso o fato de algumas empresas terem abandonado mercadorias
no porto por causa de problemas financeiros, especialmente depois da
crise de 2008.
Com isso, o volume de contêineres aumentou
bastante e exigiu uma atuação mais firme da Receita na
realização de leilões e outras
destinações dos produtos.
Até o mês de agosto, foram realizados
sete leilões em Santos, que arrecadaram cerca de R$ 60
milhões. Apesar disso, os representantes do setor avaliam que o
reforço não tem sido suficiente para aliviar os terminais
portuários e reivindicam mais mudanças.
Há movimentos favoráveis à
transferência da realização dos leilões para
a iniciativa privada. "A Receita não pode concentrar todos os
serviços. Ela tem de se concentrar na sua atividade-fim, que
é fiscalizar as operações", afirma Gedeon. O
diretor do comitê de assuntos jurídicos da Câmara
Brasil-China, Fábio Gentil, especialista em direito
marítimo, acredita que a "presunção de abandono de
uma carga" deva ser reduzida de 90 para algo em torno de 45 dias, o que
daria mais agilidade ao fluxo das importações e
fôlego aos terminais.
Ao mesmo tempo, destaca ele, o processo de
destinação das mercadorias (leilões,
doações, destruição) também deve ser
reformulado, já que hoje é considerado moroso e
incompatível com a demanda. Em algumas localidades, afirma o
advogado, a Receita realiza apenas um leilão por ano.
Ele critica também o custo das
operações para a retomada de uma mercadoria. Quando uma
empresa deixa uma carga no porto porque não tem dinheiro para
retirá-la, diz Gentil, é muito difícil voltar
atrás, mesmo dentro de 90 dias, que é o prazo para a
carga
não entrar em perdimento.
"Isso porque os custos chegam a 110% do valor da
carga. Tenho recebido semanalmente uma série de empresas que
fizeram importações legais, mas cuja carga entrou em
perdimento. Os custos são elevadíssimos", destaca ele.
GLOSSÁRIO
*Cargas em perdimento
São declaradas em perdimento todas as cargas não
liberadas e não retiradas dos portos dentro do prazo de 90 dias.
A partir daí, a Receita Federal fica autorizada a encontrar uma
destinação para as mercadorias, que normalmente
são
apreendidas ou abandonadas por importadores.
*Destinação
As cargas têm quatro destinações possíveis.
Elas podem ser leiloadas, doadas, destruídas ou incorporadas por
alguma empresa, normalmente pública. As mercadorias
destruídas são aquelas pirateadas ou que representam
algum
risco ao consumidor brasileiro.
Leilões
Os produtos que mais vão a leilão são os objetos
de luxo, como Ferraris, Mustangs e Porsches, além de jet-skis e
lanchas.
Fonte: O Estado de S. Paulo.
Autor: Renée Pereira

17-08-2010
Petrobras vai
abrir três portos e três aeroportos até 2016
Novas
inaugurações em vários Estados estão sendo
programadas para dar suporte às operações do
pré-sal
Para dar suporte às operações
do pré-sal, a Petrobrás pretende inaugurar três
novos portos e três aeroportos entre 2014 e 2016, disse o gerente
geral de Exploração e Produção da
companhia,
Ricardo Albuquerque Araújo, em palestra na Rio Oil & Gas.
Pelo cronograma da companhia, em 2014 serão
inaugurados o aeroporto New São Tomé (RJ) e o porto de
Ubu
(ES). Em 2015, a expectativa é de que entrem em
operação um aeroporto e um porto em Santos (SP). E, em
2016, deverão ser inaugurados um aeroporto em Itaguaí
(RJ)
e um porto em Itajaí (SC).
"A perspectiva de crescimento da logística da
Petrobrás nos próximos cinco anos é de 100%",
afirmou, destacando que a logística tem de acompanhar o ritmo de
crescimento da produção, que vai passar dos atuais 2,7
milhões de barris por dia para 5,3 milhões em 2020, um
aumento de 7,1% a cada ano.
Araújo comentou ainda que para deslocar
funcionários e equipamentos para as operações no
pré-sal da Bacia de Santos - que está a 300
quilômetros da costa - a companhia vai apostar no uso de hubs
logísticos, que funcionam como centros de
distribuição.
Segundo ele, o número de passageiros
transportados anualmente pela companhia vai passar de 800 mil para 1
milhão, até 2016, e o volume de carga vai subir de 400
mil
toneladas por ano para 1 milhão até 2020.
Fonte: O Estado de S.Paulo/Kelly Lima/RIO

06-09-2010
Comissão mista será criada
para definir preço do
prático
O
governo federal prepara um decreto para ser
publicado ainda neste ano que criará uma comissão
multissetorial para "deliberar sobre os preços de praticagem",
informou o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito. O
serviço de praticagem consiste na manobra dos navios na entrada
e
saída dos portos e, por questão de segurança,
é obrigatório por lei. Sem a subida do prático a
bordo, o comandante da embarcação fica impedido de
atracar
ou desatracar o navio do porto.
Hoje, os valores das manobras são definidos
em negociações livres entre o prestador e o tomador do
serviço - os práticos (profissionais concursados
habilitados pela Marinha) e os armadores, respectivamente. Quando
não há consenso entre as partes, a autoridade
marítima arbitra os preços.
As companhias de navegação
representadas prioritariamente pelo Centro Nacional de
Navegação (Centronave, que reúne 29 armadores
responsáveis por movimentar 98% do comércio exterior
brasileiro) alegam que os valores são altos demais e chegam a
responder por até 50% de seus custos numa
atracação. Daí que reivindicam mais
transparência na formação dos preços, com a
abertura das planilhas de custos das associações de
práticos - pela lei, os valores devem remunerar o
prático,
a lancha (que leva o profissional até a
embarcação)
e a atalaia (base de operações em terra).
O assunto é controverso e vem sendo debatido
há mais de dois anos no governo, que, por meio do decreto,
tentará uma saída consensual: flexibilizar a
formação dos preços sem retirar da Marinha a
prerrogativa do treinamento e segurança da atividade.
Segundo o ministro Pedro Brito, teriam assento no
comitê para definir os preços a própria Marinha, a
Casa Civil, o Ministério da Fazenda, as praticagens, agentes e
armadores. "Essa comissão, entre outras
atribuições, teria o poder de deliberar sobre os
preços e abrir as planilhas que, na verdade, são o
principal motivo da discussão, porque não há
crítica em relação à qualidade e
segurança do serviço."
O diretor do Conselho Nacional de Praticagem
(Conapra), Otávio Fragoso, afirma que a discussão
é
perfeitamente legítima. "Está dentro de interesse do
Estado brasileiro tentar melhorar ainda mais o serviço de
praticagem que existe". Para ele, porém, a fixação
dos preços - em não havendo acordo entre armadores e
práticos - deve permanecer com a Marinha.
"A questão é: qual o preço que
pode custar de forma que remunere adequadamente o serviço dentro
dos parâmetros internacionais e que não seja excessivo de
forma que prejudique a competitividade do Brasil?", questiona.
Um dos métodos mais utilizados no mundo,
destaca Fragoso, é o "benchmarking", por meio da
comparação de amostras de portos com
características semelhantes às dos complexos brasileiros.
Os valores seriam ancorados num "price cap", sustenta ele, um
preço limite.
Sobre a argumentação de armadores de
que os preços de praticagens no Brasil são altos demais,
ele afirma que existem preços "muito abaixo dessa lógica
e
alguns, acima". Tanto um lado como outro já contrataram estudos
para provar suas teses, mas a Marinha disse em entrevista ao Valor que
nenhum deles é conclusivo.
Na semana passada, a Diretoria de Portos e Costas
(DPC, órgão ligado à Marinha) publicou a Portaria
nº 184 no Diário Oficial da União fixando novos
valores a serem cobrados por associações de
práticos do Rio de Janeiro para manobrar os navios de alguns
armadores associados ao Centronave, por falta de acordo. No mês
passado, pela mesma razão, a DPC reajustou os preços do
serviço da Praticagem de Santos para operar as
embarcações das companhias de navegação
ligadas à mesma entidade de classe.
Fonte: Valor Econômico

23-08-2010
Navegação:
Armadores filiados ao Centronave dizem que vão recorrer do
índice de aumento em Santos
Reajuste de 21,25%
na tarifa reacende debate sobre custo do prático
A
Marinha do Brasil fixou aumento de 21,25% nos
valores do serviço da Praticagem do Porto de Santos prestado aos
32 armadores associados ao Centro Nacional de Navegação
(Centronave). O prático é um profissional concursado e
vinculado à marinha mercante que tem por lei a prerrogativa de
subir a bordo e assessorar o comandante na condução do
navio em águas restritas, basicamente na entrada e saída
do porto. A contratação do serviço é
obrigatória e existe em todos os portos do mundo. Com o aumento,
a manobra de uma embarcação com capacidade para
transportar 3,5 mil contêineres saiu de R$ 7.315 para R$
8.869,28,
por exemplo.
O reajuste recém-anunciado corresponde ao
IGP-M entre janeiro de 2007 e o fim de julho deste ano e tem como base
o
último acordo firmado entre o Centronave e a Praticagem de
Santos
naquele ano, informou ao Valor a Diretoria de Portos e Costas (DPC),
órgão da Marinha.
Assinado em 2007, o acordo previa
atualizações anuais no mês de janeiro, mas
argumentando perdas inéditas em razão da crise mundial,
os
armadores pleitearam, no fim de 2008, o congelamento dos preços
por seis meses. A Praticagem concordou e estendeu a medida durante todo
o exercício passado. Em janeiro deste ano haveria a nova
atualização, que só veio a ser aplicada em abril:
13%, considerando a variação do IGP-M e do IPCA de
janeiro
de 2008 até março deste ano.
"Os armadores pediram que segurássemos por
seis meses, mas entendendo que a crise era um fato, decidimos postergar
o reajuste por 13 meses. Só em abril deste ano a Praticagem
aplicou a atualização de 13% prevista no acordo que, no
nosso entender estava vigente. No entender do Centronave, não",
disse o assessor da diretoria da Praticagem de Santos, Marcos Jorge
Matusevicius.
O Centronave não concordou com a
revisão de 13%, razão pela qual entrou na Justiça
e
solicitou a arbitragem da DPC, publicada na semana passada. A
intervenção da autoridade marítima ocorre quando
não há consenso na negociação de
preços entre o tomador do serviço (os armadores) e o
prestador (o prático). Mas a associação de
empresas
de navegação esperava que a decisão da DPC fosse
pela redução e não aumento no que considera
preços abusivos e se disse surpresa com o resultado final e vai
recorrer da decisão.
"Não ficamos satisfeitos porque não
está justificado como se chegou a estes valores", destaca o
diretor-executivo do Centronave, Elias Gedeon. De fato, a Portaria
nº 167, publicada no Diário Oficial da União (DOU)
no
dia 16, não especifica os critérios que levaram ao
aumento
de 21,25%.
Segundo Gedeon, o cerne da questão é
que o armador é obrigado por lei a contratar o serviço
mas
não sabe exatamente pelo que está pagando. "Nosso
propósito é que a DPC abra os custos da praticagem para
que tenhamos uma visão clara do que estamos pagando e possamos
fazer uma reavaliação dos preços. Apesar de
lutarmos pela redução dos valores, o mais importante
é promover um relacionamento justo e isso só
acontecerá quando os custos forem abertos, quando se sair desse
subjetivismo", afirma.
"A lei fala que os preços de praticagem
estão fixados para remunerar o prático, a lancha (que
leva
o profissional até a embarcação) e a atalaia
(centro de operações). Então é preciso que
esses custos sejam abertos", defende Gedeon. Ele afirma que, se ao
final
se chegar à conclusão de que o percentual para remunerar
o
prático deve ser até maior, "paciência". Hoje, os
serviços de manobra dos navios representam quase 50% das
despesas
dos armadores numa escala no porto de Santos, segundo o executivo.
Matusevicius rebate dizendo que, em qualquer porto,
os maiores custos na operação portuária residem na
atividade de rebocagem e dos práticos, e que, portanto, tal
indicador não serve de parâmetro para mensurar se os
valores são altos ou não. Segundo ele, a
quantificação dos preços cobrados depende dos
riscos gerenciados.
"Existe uma parte do custo dos serviços de
praticagem que é comum: a lancha, o centro de
operações, a parte administrativa - esse eu diria que
não muda de porto para porto, independentemente das dificuldades
do canal de navegação. Já a parte
específica
do prático vai do conhecimento necessário para gerenciar
os riscos de cada manobra naquele local", afirma o representante dos
práticos. "Então, via de regra, num porto cujo
tráfego é mais fácil e que tem mais recursos de
manobra, normalmente o preço de praticagem será menor",
afirma Matusevicius.
Ele compara a forma como os práticos chegam
aos seus eventuais preços à maneira como advogados
definem
seus honorários. "Os custos de dois advogados são mais ou
menos os mesmos, e por que um cobra um valor e outro cobra menos?
Porque
o conhecimento de um naquele assunto é diferenciado. Existe uma
parte do serviço que depende do conhecimento, do feeling, da
expertise daquele profissional que está embarcado naquele
momento".
Os armadores do Centronave representaram 5,34% das
599 companhias ou operadores de navegação presentes no
porto de Santos em 2009. Mas os associados à entidade têm,
juntos, mais de US$ 40 bilhões de ativos (entre navios e
equipamentos) no país e respondem por 80% do comércio
exterior brasileiro - levando em conta apenas as cargas em
contêineres, o percentual sobe para 98%. Essas empresas atuam com
cerca de 400 porta-contêineres escalando portos brasileiros.
A portaria da Marinha não se aplica às
demais empresas de navegação, que fecharam acordo com os
práticos nos termos do reajuste de 13% em vigor desde abril.
Fonte: Valor Econômico
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Setembro
- 2009
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Petro-sal terá poder para vetar
decisões de consórcios privados
O país terá uma nova empresa estatal
para cuidar dos interesses da União, nas áreas do
petróleo encontrado depois das camadas de sal, com poderes
até para vetar decisões dos consórcios privados
formados para explorar essas reservas. A Empresa Brasileira de
Administração de Petróleo e Gás Natural S.A
(Petro-sal), inspirada na estatal Petoro, da Noruega, terá
até 130 funcionários, e seus dirigentes serão
nomeados pelo presidente da República. Sua principal
função será gerir os contratos de partilha para
exploração do petróleo.
A estatal, que será constituída assim
que tiver sua criação aprovada pelo Congresso Nacional,
terá bem mais poder que a norueguesa que a inspirou, já
que terá 50% de todos os comitês operacionais a serem
criados para a gestão dos poços de
exploração em regime de partilha. Cinco
ministérios
terão representantes em seu conselho de
administração, que será presidido por
alguém
indicado pelo Ministério de Minas e Energia. O ministério
também indicará os dirigentes da empresa. Ela
poderá participar, como sócia, nos contratos de partilha
a
serem celebrados com a Petrobras e empresas petrolíferas
estatais
e privadas.
A Petro-sal terá o "capital mínimo"
necessário para sua operação, segundo o ministro
de
Minas e Energia, Edison Lobão. Ela será remunerada para
gerenciar, pela União, os contratos de partilha e a
comercialização de gás e petróleo, e
poderá ter um percentual do bônus de assinatura devido
pelas empresas ao governo (o bônus é uma espécie de
adiantamento a ser pago pelas empresas, a ser abatido dos pagamentos
devidos pelo contrato). A estatal, segundo Lobão, poderá
ter menos funcionários que os 130 previstos. A escolha
será por concurso, e a empresa também poderá
contratar funcionários temporariamente, por, no máximo
quatro anos, mas esses temporários não poderão
exercer cargos de confiança.
Embora deva atuar em todos os blocos de
exploração, em contratos de partilha com as empresas
petrolíferas, a Petro-sal não será uma empresa
operadora, mas gerenciadora dos interesses da União, inclusive a
fiscalização das exigências de conteúdo
local. "Passou a época em que achávamos ótimo,
maravilhoso, comprar plataformas e navios no exterior", comentou a
ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que se disse preocupada com a
necessidade de desenvolver capacidade industrial no país para
atender às necessidades de exploração das camadas
do pré-sal.
A Petro-sal fará, ainda, a
avaliação técnica e econômica dos planos de
exploração, avaliação de reservas e
produção do petróleo e gás, e
representará os interesses da União também nos
casos em que for necessária a individualização d a
produção, em reservas que se estendam para blocos ainda
não licitados ou explorados em regime diferente do regime de
partilha.
A semelhança com a estatal norueguesa
é tal que, ontem, em entrevista à imprensa, o ministro
das
Minas e Energia chamou a estatal brasileira, por engano de Petoro, logo
depois de ouvir Dilma garantir que as duas estatais são muito
diferentes. "A Petoro é do rei (da Noruega)", repreendeu Dilma,
em tom de brincadeira. "Temos o Gabrielli, que é um
príncipe", respondeu Lobão, mencionando o presidente da
Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Como na Noruega, o principal propósito da
Petro-sal é "diminuir a assimetria de informações"
que haveria entre o governo e as empresas operadoras, caso o Estado
não tivesse um representante direto nos consórcios e nos
comitês operacionais.
Como explicou a ministra, em um contrato de
petróleo, os custos de exploração são
decisivos para determinar a lucratividade da extração do
óleo; a Petro-sal se encarregará de evitar gastos
excessivos, investimentos indevidos, ou decisões que possam
afetar a parcela de direito da União. Essa tarefa é
semelhante à executada pela Petoro norueguesa.
Dilma garantiu que, como em casos semelhantes no
exterior, o poder de veto da Petro-sal sobre decisões dos
comitês operacionais é definido já no contrato de
partilha. Essa norma deve ser seguida no Brasil.
(Fonte: Valor Econômico/Sergio Leo, de Brasília
Sinaval: estaleiros estão prontos
para o pré-sal
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da
Construção e Reparação Naval e Offshore
(Sinaval), Ariovaldo Rocha, garantiu que os estaleiros brasileiros
têm condições de atender a demanda que a
exploração de petróleo na camada pré-sal
deve gerar por embarcações e equipamentos. Rocha
acompanhou ontem o anúncio do marco regulatório do setor,
feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de
Minas e Energia, Edson Lobão. O projeto será enviado para
votação no Congresso Nacional.
"Os estaleiros brasileiros estão preparados
para o desafio de produzir navios-sonda, plataformas de
produção, navios de apoio marítimo, petroleiros e
todos os equipamentos necessários para essa nova fase do Brasil
na produção de petróleo nas camadas profundas do
subsolo marinho, conhecidas como o pré-sal", afirmou o
presidente
do Sinaval.
Ariovaldo lembrou que novos estaleiros estão
sendo construídos e outros estão investindo em
ampliação, destacou a geração de mais de 45
mil empregos nestas unidades e a capacidade da indústria naval
brasileira de realizar acordos com fornecedores internacionais que
incluem a transferência de tecnologia.
"A Construção Naval brasileira
trabalha com uma carteira de encomendas de três milhões de
Tpb, praticamente duplicando a frota brasileira de navios. É o
momento da construção no Brasil de navios de grande porte
(petroleiros de157 mil tpb), levando o setor a um novo patamar
industrial e tecnológico. Além dos navios, os 28
estaleiros atuais e quatro novos estaleiros em instalação
irão construir oito cascos de navios-plataforma de
produção de petróleo e 28 navios-sonda de
perfuração", disse.
Prefeito corta isenção da
Portonave.
Um decreto publicado ontem pela prefeitura de Navegantes confirmou o
cancelamento das isenções municipais ao Porto de
Navegantes, administrado pela Portonave, garantidos em 2005 por uma lei
municipal.
A partir de agora, o empreendimento terá de
contribuir com encargos dos quais estava isento, entre eles Imposto
sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), Imposto Predial e
Territorial Urbano (IPTU), Taxa de Contribuição de
Melhoria, Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (TBI)
e Taxa de Licença para Locação e
Verificação de Funcionamento Regular de Estabelecimento.
A Procuradoria do Município alega que o texto
da Lei Municipal n° 1.942/05, aprovado há quatro anos, fere
pelo menos sete artigos da Constituição Federal. Como a
lei beneficiava também empresas contratadas pela Portonave desde
a construção do porto, a procuradoria estima que a
renúncia de receita para Navegantes tenha ultrapassado R$ 10
milhões.
De acordo com a procuradora Adjunta, Ana Caroline
Serafim, a arrecadação de ISSQN do Porto de Navegantes
corresponde a cerca de R$ 170 mil por mês.
Lei afrontaria o princípio da isonomia tributária
? A lei afronta o princípio da isonomia tributária, o
limite mínimo de 2% de ISSQN e há desrespeito à
Lei
de Responsabilidade Fiscal, já que a renúncia não
foi considerada nas leis orçamentárias do
município
ao longo dos anos ? declarou a procuradora.
De acordo com Ana Caroline, um parecer
jurídico elaborado pela procuradoria ajuda a embasar o decreto
recém-publicado. Segundo a procuradora, para conquistar novos
incentivos fiscais, a Portonave pode apresentar um projeto ao
município. No entanto, a solicitação deve estar em
acordo com a Lei Municipal nº 1185/97, que regulamenta a
concessão de benefícios fiscais para todas as empresas em
Navegantes. A Portonave encaminhou cópia do decreto ao
departamento jurídico da empresa para a
verificação
da legalidade da anulação.
Fonte: Diário Catarinense)
Guarita finaliza nova
embarcação
Navio custou aproximadamente R$ 32 milhões e é destinado
ao transporte de derivados de petróleo
A Navegação Guarita está
prestes a concluir seu mais novo navio: o Guapuruvu. A
embarcação, que será destinada ao transporte de
líquidos derivados do petróleo, absorverá um
investimento de cerca de R$ 32 milhões. Parte desse montante,
cerca de R$ 25 milhões, conta com o financiamento do Banco
Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e da
CaixaRS.
O diretor-executivo da Navegação
Guarita, Werner Barreiro, informa que o navio deverá descer da
carreira (onde se faz a montagem) amanhã e, depois de realizados
alguns acabamentos, deverá ser batizado no dia 13 de outubro.
O processo de construção da
embarcação foi dividido. Em Canoas, eram feitos, pela
Cooperativa dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas (CTMC), os
blocos que comporiam o navio. Já no estaleiro da Guarita, em
Triunfo, a empresa Intecnial realizava a integração dos
módulos.
Barreiro relata que o tempo de
implantação do empreendimento foi de cerca de 20 meses. O
navio terá capacidade para transportar até 4,3 mil
toneladas e atingir até 10 nós de velocidade. A
embarcação terá cerca de 100 metros de comprimento
e uma boca (largura máxima) de 16 metros.
O valor do investimento no Guapuruvu é
elevado para uma embarcação que fará a
navegação fluvial. Porém, Barreiro explica que
isso
se deve aos cuidados tomados para o transporte de uma carga perigosa
como é o caso de derivados de petróleo. O navio possui,
por exemplo, casco duplo. ?É uma plataforma de
petroquímicos que flutua?, compara o dirigente.
Ele enfatiza que a embarcação
atenderia às condições para realizar o transporte
de derivados de petróleo em qualquer via fluvial do planeta. A
perspectiva é de que o Guapuruvu realize o trajeto entre o porto
do Rio Grande e a Região Metropolitana da Capital gaúcha.
Ainda não estão definidas quais
serão as companhias que usarão os serviços da nova
embarcação. No entanto, possíveis contratantes
são a Braskem e a refinaria Alberto Pasqualini (Refap), que
já são clientes da Guarita. O Guapuruvu será o
décimo oitavo navio da empresa, entre próprios e
afretados.
(Fonte: Jornal do Commercio/RS/Jefferson Klein)
Libra negocia implantação de
megaterminal de contêineres.
A Libra Terminais S.A. negocia com as autoridades do setor
portuário a unificação de suas áreas para
construção de um megaterminal especializado na
movimentação de contêineres no Porto de Santos
¬
o projeto Libra-Santos. Essa nova configuração
permitirá à empresa duplicar sua capacidade operacional,
podendo escoar 2,1 milhões de TEUs (unidade equivalente a um
contêiner de 20 pés) por ano. O desafio da Libra, no
momento, é convencer os intervenientes do processo de
concessão de que o empreendimento é bom para o Porto e
para o País.
Uma vez concluídas as
negociações para a junção de seus
terminais,
a firma estima concluir as obras em até 18 meses.
O primeiro passo foi dado no último dia 30 de
julho, com a compra do Terminal 33, anteriormente administrado pelo
Terminal de Exportação de Açúcar do
Guarujá (Teag). Uma área de 33mil
metrosquadrados, 220 metros de cais e dois armazéns dedicados a
carga geral com 9 mil metros quadradoscadapassaram aser controlados
pela
Libra, que pagou R$ 65,37 milhões na negociação. O
valor não é confirmado pela empresa, mas consta no ato de
concentração aprovado peloMinistério da Fazenda,
documento de domínio público.
A negociação envolveu a compra
não só da superestrutura, mas também dos direitos
do contrato de arrendamento assinado em 2000, com vigência de 20
anos. O documento permite a movimentação de carga geral
¬ seu objetivo inicial, uma vez que a especialização
em açúcar ensacado ocorreu ao longo dos anos, por
influência de uma demanda de mercado atendida pelo Teag. A Libra
planeja operar também cargas de projeto ¬ como grandes
motores, transformadores e materiais para a atividade offshore.
A área do Terminal 33 fica ao lado dos
terminais 35 e 37, controladospela empresa. No total, são 105
mil
metros quadrados deárea já à
disposição da operadora portuária. Dopontodevista
prático, a empresa possui atualmente três terminais na
mesmaregião, mas segregados.
"Hoje operamos com seis gates (portões de
entrada). A carga sai de um terminal e entra em outro, sai de outro e
entra em um. Esses procedimentos operacionais, necessários
devido
à separação física, desaparecem (com a
unificação) e nós passamos a ter um terreno mais
adequado", detalhou o presidente da Libra Terminais, Gustavo Pecly.
O executivo afirmou que os momentos de crise
não costumam ser impeditivos aos investimentos em
infraestrutura,
porque este é um setor que exige melhoria
contínua."Estaaçãode comprar o T-33 e estruturar
um
terminal com maior capacidade visa ao futuro. Do jeito que está,
na crise em que estamos, de repente ficaria normal permanecermos no
tamanho atual".
O presidente da Libra acredita que a
turbulência financeira não terá vida longa. "A
crise
vai passar, seja em 2009, 2010 ou 2011. Vem o crescimento na
sequência e nós não podemos ficar parados esperando
a carga chegar para investir".
CAIS LINEAR
O desejo de unificação dos terminais
é antigo, mas pela primeira vez a empresa vai a público
defender a construção de um cais linear ligando suas
áreas. Se aprovada a junção ¬ que consiste,
basicamente, no aterramento de todo o trecho do Canal do
Estuário
que separa os terminais 35 e 37, na Ponta da Praia ¬, a área
controlada pela Libra pularia para cerca de 140 mil metros quadrados,
com um cais de 1.700 metros. A via interna, construída em
paralelepípedo e atualmente utilizada para o acesso de carretas
ao pátio de contêineres, se incorporaria ao projeto.
Já a malha ferroviária que corta a mesma via seria
deslocada para fora do terminal e passaria a acompanhar a Avenida
Mário Covas Júnior (Portuária).
A concretização do plano depende do
aval da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e da
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Também precisam consentir a Polícia Federal, que
mantém no local a Delegacia de Polícia Marítima de
Santos (Depom), e a empresa Fabiana Transportes, que oferece
serviços de travessia do Estuário de Santos e está
instalada na área.
Na defesa do projeto, Pecly diz esperar "que
autorizem o mais rápido possível". "É a chance que
temos de, numa reversão do mercado, apresentarmos um porto menos
congestionado e menos traumatizado que vimos em 2008".
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)
Libra inicia operação no
Terminal 33
O Terminal 33 do Porto de Santos iniciou, na manhã de ontem, sua
primeira operação com cargas sob a
administração da Libra Terminais S.A., empresa que, em 30
de julho passado, comprou os direitos contratuais de
exploração da área do Terminal de
Exportação de Açúcar do Guarujá.
O cargueiro norte-coreano Zang Za San Chong Nyon Ho
atracou no cais da instalação para embarcar 4 mil
toneladas de açúcar, em uma operação que,
segundo a Libra, deve ser concluída amanhã ou sexta-feira.
De acordo com o presidente da companhia, Gustavo
Pecly, até o final do ano, serão realizados apenas
carregamentos de açúcar pelo terminal. As
operações com cargas gerais devem começar no ano
que vem. Conforme a Libra, nos últimos 30 dias foram recrutados
85 colaboradores para a operação. Sob a
administração do Teag, a instalação
empregava cerca de 150 funcionários.
A aquisição do T-33 faz parte do plano
da Libra de construir um superterminal para movimentação
de contêineres na Margem Direita. Este projeto inclui a
junção dos terminais 35 e 37 (vizinhos ao 33), atualmente
segregados.
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)
Vale e Bunge exportarão etanol pelo
Maranhão
Uma parceria entre Vale e Bunge vai inaugurar uma nova rota para
exportação de etanol, pelo porto de Itaqui, em São
Luis, no Maranhão. A informação é do
gerente
de combustíveis da Vale, Ney Fontes Filho. Segundo ele,
através da ferrovia Norte-Sul, a Vale irá exportar etanol
produzido em Tocantins a partir do segundo semestre de 2010.
"Serão 100 milhões de litros no primeiro ano, devendo
expandir para 300 milhões de litros até 2012", disse
Fontes Filho.
Esse etanol será produzido por usinas da
Bunge que no momento estão sendo construídas em
Tocantins.
A Bunge tem projeto de construir três usinas na cidade de Pedro
Afonso. A primeira deve entrar em operação em 2010 e moer
1,4 milhão de toneladas de cana, com investimentos estimados em
US$ 350 milhões.
Fontes Filho diz também que o embarque
será feito no pátio da empresa em Guaraí, no
Estado
de Tocantins, onde os cliente da Vale terão tanques. "De
Guaraí, o etanol será escoado através de 25
vagões de 100 mil litros cada até o porto de Itaqui pela
ferrovia Norte-Sul", disse. A Vale não será
responsável pelo armazenamento nem embarque do produto em
Itaqui.
Segundo gerente de combustíveis da empresa, a armazenagem
ficará a cargo da Granel Química.
O trecho da Norte-Sul entre São Luis e
Guaraí já está pronto. Um outro trecho, entre
Guaraí e Palmas, deve ser entregue até março de
2010 pela Valek, empresa responsável pela
construção da ferrovia. A Vale tem a concessão da
via.
Segundo Fontes, quando o novo trecho ficar pronto, a
produção de outras usinas poderá ser exportada por
esta rota. "Estimamos que por volta de 2014 estaremos exportando entre
800 milhões a 1 bilhão de litros por Itaqui", disse.
Fontes afirma que a rota torna-se competitiva
à medida que os custos de frete caem de forma expressiva,
principalmente os marítimos. "Itaqui é muito mais
próximo da Europa do que os portos de Santos e Paranaguá
e
também tem acesso aos mercados do Caribe e mesmo do
Pacífico, mais facilmente via Canal do Panamá", disse.
Além disso, o executivo explica que a Vale
também poderá levar o etanol de Tocantins até
São Luis e de lá, por uma conexão com a ferrovia
Transnordestina, levar este etanol para abastecer o Nordeste.
Atualmente, a Vale não tem nenhuma operação de
logística para exportar etanol. "Embora estejamos aparelhados
para exportar via porto de Santos e de Vitória, temos nos
concentrado no mercado interno", disse Fontes Filho. A Vale deve
transportar 350 milhões de litros de etanol em 2009, um volume
118% superior ao registrado em igual período do ano anterior.
(Fonte: Jornal do Commercio/RJ/Eduardo Magossi/Da Agência estado)
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Petrobras prevê dez novas plataformas
para o pré-sal até 2016
Para agilizar os trabalhos de produção
da maior província petrolífera já descoberta no
país, a Petrobras está contratando dez novas unidades de
plataformas flutuantes que produzem, estocam e escoam petróleo
para as áreas do pré-sal na Bacia de Santos.
Segundo a estatal, as duas primeiras plataformas
serão fretadas, terão alto índice de
conteúdo nacional e serão destinadas aos projetos-piloto
de desenvolvimento. ?A capacidade de produção
diária de cada unidade será de 100 mil barris de
petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de
gás natural, e elas serão instaladas em 2013 e 2014, em
locações ainda por definir, na área do
pré-sal?, informou a empresa. As outras oito unidades de
produção serão de propriedade da Petrobras e
terão capacidade de produção diária de 120
mil barris de petróleo e 5 milhões de metros
cúbicos de gás natural e serão instaladas entre
2015 e 2016.
As plataformas, segundo a Petrobras, serão
fabricadas em série, começando com a
construção dos cascos no dique-seco do Estaleiro Rio
Grande, no Rio Grande do Sul, já alugado pela estatal pelo
período de dez anos. ?Os módulos de
produção
a serem instalados sobre os cascos serão definidos futuramente,
após a implantação dos projetos-piloto e do teste
de longa duração?, explicou a companhia.
As dez plataformas vão operar em águas
ultraprofundas, entre 2.400 e 3.000 metros, e se destinam ao
início da implantação do sistema de
produção definitivo na área do pré-sal da
Bacia de Santos. Para o segundo semestre de 2010, está prevista
a
instalação do segundo projeto na Bacia de Santos, que
será um piloto de produção para 100 mil barris por
dia, também na área de Tupi. Para esse projeto, já
foi contratado o frete de um navio-plataforma, também do tipo
que
produz, estoca e escoa o petróleo.
O navio será convertido no Estaleiro Cosco,
na China, e levará o nome de FPSO Cidade de Angra dos Reis. A
embarcação será convertida a partir do
navio-tanque
de grande porte denominado M/V Sunrise 4, e terá capacidade para
produzir 100 mil barris/dia de óleo e 35 milhões de
metros
cúbicos diários de gás natural. A unidade
está programada para chegar ao Brasil no quarto trimestre de
2010
e será instalada em lâmina d´água de 2.150
metros. A meta da Petrobras é iniciar o teste piloto em dezembro
de 2010.
A produção de petróleo
será escoada por navios e o gás natural por um gasoduto
de
250 quilômetros de extensão até a plataforma de
Mexilhão, que está em construção e
será instalada em 2009 na Bacia de Santos.
(Fonte: Jornal Agora/Rio Grande,RS)
Antaq quer ampliar uso de transporte
aquaviário
A Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq) defende uma melhor
distribuição
da matriz de transportes no País. Para o órgão,
há necessidade de que a participação
aquaviária seja ampliada de 7% para 29%.
A proposta foi manifestada pelo diretor-geral da
Antaq, Fernando Fialho, durante sua participação no
Santos
Export 2009 - Fórum Nacional para Expansão do Porto de
Santos, realizado na semana passada, na Cidade. O seminário foi
uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação.
Segundo Fialho, a meta terá de ser atingida
até 2024, conforme detalhado no Plano Nacional de
Logística de Transportes (PNLT).
A mudança noperfil do transporte,
essencialmente rodoviarista, depende de incentivos à cabotagem e
à migração das cargas para as hidrovias, explicou
o
diretor-geral. "Quando a carga é transferida para o modal
aquaviário, o custo da logística fica menor.
Então,
deixa mais dinheiro no campo, ficando na mão de quem produz",
comentou.
Fernando Fialho ainda avaliou que a mudança na matriz de
transportes também é benéfica do ponto de vista
ambiental. "A redução de CO2 tem que ser uma oportunidade
para os nossos portos e nosso sistema logístico. A Antaq se
propõe a instigar os setores a essas soluções".
Entraves
A manifestação de Fialho ecoou nas
palavras do presidente da Associação Brasileira de
Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, que também
participou do Santos Export. Ele defendeu uma redução nos
custos portuários para impulsionar o modal aquaviário.
Segundo Manteli, uma pesquisa realizada pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI) apontou que, entre 900 empresas,
41,5% apontaram os preços portuários e
aeroportuários como entraves às
exportações.
E 49,1% atribuíram alguma responsabilidade às autoridades
por dificuldades nas operações. "Burocracia significa
tempo improdutivo. E tempo improdutivo significa mais custos".
Para o executivo, se o País reduzir 10% dos
custos logísticos poderá aumentar em torno de 20% as suas
exportações.
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/DIOGO CAIXOTE)
Adece planeja
projeto que assegure estaleiro Ceará
O considerado "Havaí" de Fortaleza para os
praticantes de surfe da cidade poderá mudar de endereço.
A
ideia é apenas uma proposta, e será apresentada aos
moradores das proximidades do Titanzinho, praia por trás do
Mucuripe, na próxima sexta-feira pelo Governo do Estado.
Surfistas e representantes comunitários se reunirão
às 11 horas na sede da Agência de Desenvolvimento
Econômico do Ceará (Adece) para analisar como é
possível a construção de um projeto que permita a
implantação do Estaleiro Ceará na localidade e
ainda manter uma área com vocação para o surfe em
região próxima.
O Estado já possui concluso um protocolo de
intenções a ser assinado com a empresa Estaleiro
Ceará com o objetivo de garantir a infraestrutura
necessária para a viabilização da nova
indústria naval na enseada no Mucuripe. Entretanto, como a
construção no estaleiro poderá inviabilizar a
prática esportiva nos mares do Titanzinho, a alternativa de
criar
um novo polo de surfe está sendo pensada.
"O Titanzinho é um local artificial, cuja
vocação foi possível com a
construção
do paredão na área. Desta forma, temos
condições de fazer um outro quebra-mar em área
assemelhada nas proximidades, e poder, inclusive, gerar ondas grandes,
ao invés de médias. Assim, nós podemos gerar
emprego com o estaleiro e ainda preservar a vocação para
o
surfe naquela região", garante o presidente da Adece,
Antônio Balhmann.
Ainda não existe um estudo técnico
mostrando como poderá ser o projeto, mas Balhmann afirma ser uma
medida viável. Além da construção de um
novo
quebra-mar, o governo se responsabilizaria pela
implantação de uma "estrutura moderna para treinamento de
surfe".
"Na área do Titanzinho, seria criado um
complexo de formação de mão-de-obra especializada
para trabalhar no estaleiro, nos moldes do que ocorre em Pernambuco,
com
o Estaleiro Atlântico Sul. Isso seria para garantir que mais
gente
daquela área possa ser empregada no estaleiro", diz Balhmann. As
medidas a serem tomadas não estão, contudo, fechadas.
"Nós vamos começar a discutir agora.
O Estaleiro Ceará é uma empresa
virtual que concorre para a construção de 8 navios
gaseiros para a Transpetro, através do Programa de
Modernização e Expansão da Frota (Promef).
Até o fim do ano, sairá o resultado da
licitação, que possui outros 18 concorrentes. O estaleiro
só será construído no Ceará, na enseada do
Mucuripe, caso saia vencedor no processo.
Para que possa ser construído, seriam
investidos R$ 220 milhões, sendo R$ 60 milhões de
responsabilidade do Governo do Estado que seria um dos sócios da
empresa , a serem destinados a ações de infraestrutura do
local. A indústria tem potencial para gerar 1.500 empregos
diretos e outros 6 mil indiretos.
(Fonte: Diário do Nordeste/CE/SÉRGIO DE SOUSA)
Brasil desenvolve
hidrelétrica-plataforma
O Brasil está desenvolvendo um projeto
pioneiro de hidrelétricas construídas como se fossem
plataformas marítimas de exploração de
petróleo, informou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. Segundo ele, o esboço do projeto já chegou a ser
apresentado "até em Nova York". O projeto descrito por Lula fica
no Complexo do Rio Tapajós, no Pará, e está em
estudo pela Eletrobrás.
"Esse é um projeto que eu penso que
será uma revolução na construção e
produção de energia no mundo. Esse modelo me foi
apresentado pelo ministro Lobão (de Minas e Energia). Tivemos a
oportunidade de, num debate em Nova York, apresentar o primeiro
esboço desse projeto e achamos que ele vai revolucionar toda a
construção de hidrelétricas em qualquer pais do
mundo", afirmou Lula.
De acordo com o presidente, o projeto vai se chamar
hidrelétrica-plataforma e não deve gerar impactos
significativos para o meio ambiente. "Vai fazer o desmatamento apenas
para construir e depois será tudo reflorestado para não
ter ocupação. Eu penso que essa será uma novidade
que a gente vai discutir quando estiver discutindo a questão
climática", acrescentou o presidente.
As chamadas hidrelétricas-plataforma,
mencionadas pelo presidente, são a grande aposta do governo para
vencer as resistências da área ambiental à
construção de usinas nos rios amazônicos. Trata-se
de um conceito ambicioso que envolve a remoção, depois
que
a usina estiver pronta, das estradas que foram construídas para
dar acesso ao canteiro de obras. Assim, com o reflorestamento de toda a
região ao redor da barragem, a usina passaria a ficar isolada e
os poucos funcionários que vão trabalhar na
operação da hidrelétrica chegarão para
cumprir seus turnos de helicóptero, assim como acontece com as
plataformas marítimas de petróleo.
A ideia foi elaborada pelo
secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia,
Márcio Zimmermann, técnico de confiança da
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ao deixar a
hidrelétrica isolada e dentro de uma área de
preservação, a área energética espera
facilitar a obtenção de licenças ambientais para
que o imenso potencial hidrelétrico da região Norte possa
ser explorado. As primeiras usinas que deverão seguir esse novo
conceito são as do Complexo de Tapajós.
(Fonte: Jornal do Commercio/RJ/Alberto Komatsu e Leonardo Goy Da
Agência Estado)
Docas encomendará estudo sobre
ligação entre as margens do cais
A Codesp planeja iniciar nas próximas semanas
uma licitação para a contratação dos
estudos
de viabilidade do projeto de ligação seca entre as
regiões do Saboó e da Ilha Barnabé, no fundo do
Canal do Estuário, unindo as duas margens do Porto de Santos. As
análises terão de avaliar a melhor opção
para a região: um túnel submerso ou uma ponte.
O primeiro passo para a abertura da
licitação deve ser dado na próxima sexta-feira,
com
a aprovação da concorrência pública na
reunião da diretoria colegiada da estatal.
Serra destacou que as análises terão de indicar qual a
opção de engenharia que oferece o melhor
custo-benefício ao Porto de Santos. Ele garantiu que
serão
avaliados os potenciais e os custos tanto de uma ponte como de um
túnel.
"Depois de ter os estudos de viabilidade aprovados
pela diretoria, vamos trabalhar na questão técnica dos
projetos. Inúmeros fatores terão de ser levados em
consideração, desde a engenharia e a parte ambiental,
até o impacto nas operações da Base Aérea
(localizada às margens do Canal do Estuário e onde
funcionará o Aeroporto Metropolitano) para não afetar o
espaço aéreo de aterrissagem e decolagem de aeronaves",
disse Serra.
NEGOCIAÇÃO
A construção de uma
ligação seca no fundo do Canal do Estuário
interessa ao grupo Ecorodovias, que controla a Ecovias,
concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes.
O presidente da Codesp explicou que os estudos poderão ser
compartilhados com a holding e, também, com o Governo do Estado.
Este último vislumbra a implantação de uma ponte
estaiada na entrada do estuário, unindo os bairros Santa Rosa,
em
Guarujá, e Ponta da Praia, em Santos.
A Ecorodovias anunciou o desejo de elaborar um
levantamentos e até construir o empreendimento na última
edição do Santos Export 2009 ¬ Fórum Nacional
para a Expansão do Porto de Santos, seminário realizado
na
última semana, na Cidade. Uma das possibilidades levantadas pelo
presidente da Ecorodovias, Marcelino Rafart de Seras, é a
inserção da obra no contrato do SAI ou a abertura de uma
concessão específica.
O projeto idealizado pelo Estado é
polêmico. Primeiro porque a altura prevista originalmente, de 70
metros, poderá limitar a expansão do cais santista,
quando
o ideal seria a partir de 80 metros, conforme a Codesp. Em segundo
lugar, porque a Secretaria Estadual de Transportes sequer discutiu o
assunto com as autoridades do setor portuário.
Até agora não houve um contato formal
entre a Codesp e a Ecorodovias, disse Serra. Mas ele contou que as
discussões poderão ocorrer durante a
execução dos estudos. "Primeiro, temos que estar com o
nosso dever de casa feito, para depois começar a discutir a
construção", concluiu.(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/DIOGO
CAIXOTE)
Libra negocia implantação de
megaterminal de contêineres
A Libra Terminais S.A. negocia com as autoridades do
setor portuário a unificação de suas áreas
para construção de um megaterminal especializado na
movimentação de contêineres no Porto de Santos
¬
o projeto Libra-Santos. Essa nova configuração
permitirá à empresa duplicar sua capacidade operacional,
podendo escoar 2,1 milhões de TEUs (unidade equivalente a um
contêiner de 20 pés) por ano. O desafio da Libra, no
momento, é convencer os intervenientes do processo de
concessão de que o empreendimento é bom para o Porto e
para o País.
Uma vez concluídas as
negociações para a junção de seus
terminais,
a firma estima concluir as obras em até 18 meses.
O primeiro passo foi dado no último dia 30 de
julho, com a compra do Terminal 33, anteriormente administrado pelo
Terminal de Exportação de Açúcar do
Guarujá (Teag). Uma área de 33mil
metrosquadrados, 220 metros de cais e dois armazéns dedicados a
carga geral com 9 mil metros quadradoscadapassaram aser controlados
pela
Libra, que pagou R$ 65,37 milhões na negociação. O
valor não é confirmado pela empresa, mas consta no ato de
concentração aprovado peloMinistério da Fazenda,
documento de domínio público.
A negociação envolveu a compra
não só da superestrutura, mas também dos direitos
do contrato de arrendamento assinado em 2000, com vigência de 20
anos. O documento permite a movimentação de carga geral
¬ seu objetivo inicial, uma vez que a especialização
em açúcar ensacado ocorreu ao longo dos anos, por
influência de uma demanda de mercado atendida pelo Teag. A Libra
planeja operar também cargas de projeto ¬ como grandes
motores, transformadores e materiais para a atividade offshore.
A área do Terminal 33 fica ao lado dos terminais 35 e 37,
controladospela empresa. No total, são 105 mil metros quadrados
deárea já à disposição da operadora
portuária. Dopontodevista prático, a empresa possui
atualmente três terminais na mesmaregião, mas segregados.
"Hoje operamos com seis gates (portões de
entrada). A carga sai de um terminal e entra em outro, sai de outro e
entra em um. Esses procedimentos operacionais, necessários
devido
à separação física, desaparecem (com a
unificação) e nós passamos a ter um terreno mais
adequado", detalhou o presidente da Libra Terminais, Gustavo Pecly.
O executivo afirmou que os momentos de crise
não costumam ser impeditivos aos investimentos em
infraestrutura,
porque este é um setor que exige melhoria
contínua."Estaaçãode comprar o T-33 e estruturar
um
terminal com maior capacidade visa ao futuro. Do jeito que está,
na crise em que estamos, de repente ficaria normal permanecermos no
tamanho atual".
O presidente da Libra acredita que a
turbulência financeira não terá vida longa. "A
crise
vai passar, seja em 2009, 2010 ou 2011. Vem o crescimento na
sequência e nós não podemos ficar parados esperando
a carga chegar para investir".
CAIS LINEAR
O desejo de unificação dos terminais
é antigo, mas pela primeira vez a empresa vai a público
defender a construção de um cais linear ligando suas
áreas. Se aprovada a junção ¬ que consiste,
basicamente, no aterramento de todo o trecho do Canal do
Estuário
que separa os terminais 35 e 37, na Ponta da Praia ¬, a área
controlada pela Libra pularia para cerca de 140 mil metros quadrados,
com um cais de 1.700 metros. A via interna, construída em
paralelepípedo e atualmente utilizada para o acesso de carretas
ao pátio de contêineres, se incorporaria ao projeto.
Já a malha ferroviária que corta a mesma via seria
deslocada para fora do terminal e passaria a acompanhar a Avenida
Mário Covas Júnior (Portuária).
A concretização do plano depende do
aval da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e da
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Também precisam consentir a Polícia Federal, que
mantém no local a Delegacia de Polícia Marítima de
Santos (Depom), e a empresa Fabiana Transportes, que oferece
serviços de travessia do Estuário de Santos e está
instalada na área.
Na defesa do projeto, Pecly diz esperar "que
autorizem o mais rápido possível". "É a chance que
temos de, numa reversão do mercado, apresentarmos um porto menos
congestionado e menos traumatizado que vimos em 2008".
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)
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