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Imprensa
Navegando ao largo da crise  -  Jornal do Commercio / 25.5.2009
Entrevistas
Setembro - 2009
Petro-sal terá poder para vetar decisões de consórcios privados
    O país terá uma nova empresa estatal para cuidar dos interesses da União, nas áreas do petróleo encontrado depois das camadas de sal, com poderes até para vetar decisões dos consórcios privados formados para explorar essas reservas. A Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A (Petro-sal), inspirada na estatal Petoro, da Noruega, terá até 130 funcionários, e seus dirigentes serão nomeados pelo presidente da República. Sua principal função será gerir os contratos de partilha para exploração do petróleo.
    A estatal, que será constituída assim que tiver sua criação aprovada pelo Congresso Nacional, terá bem mais poder que a norueguesa que a inspirou, já que terá 50% de todos os comitês operacionais a serem criados para a gestão dos poços de exploração em regime de partilha. Cinco ministérios terão representantes em seu conselho de administração, que será presidido por alguém indicado pelo Ministério de Minas e Energia. O ministério também indicará os dirigentes da empresa. Ela poderá participar, como sócia, nos contratos de partilha a serem celebrados com a Petrobras e empresas petrolíferas estatais e privadas.
    A Petro-sal terá o "capital mínimo" necessário para sua operação, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ela será remunerada para gerenciar, pela União, os contratos de partilha e a comercialização de gás e petróleo, e poderá ter um percentual do bônus de assinatura devido pelas empresas ao governo (o bônus é uma espécie de adiantamento a ser pago pelas empresas, a ser abatido dos pagamentos devidos pelo contrato). A estatal, segundo Lobão, poderá ter menos funcionários que os 130 previstos. A escolha será por concurso, e a empresa também poderá contratar funcionários temporariamente, por, no máximo quatro anos, mas esses temporários não poderão exercer cargos de confiança.
    Embora deva atuar em todos os blocos de exploração, em contratos de partilha com as empresas petrolíferas, a Petro-sal não será uma empresa operadora, mas gerenciadora dos interesses da União, inclusive a fiscalização das exigências de conteúdo local. "Passou a época em que achávamos ótimo, maravilhoso, comprar plataformas e navios no exterior", comentou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que se disse preocupada com a necessidade de desenvolver capacidade industrial no país para atender às necessidades de exploração das camadas do pré-sal.
    A Petro-sal fará, ainda, a avaliação técnica e econômica dos planos de exploração, avaliação de reservas e produção do petróleo e gás, e representará os interesses da União também nos casos em que for necessária a individualização d a produção, em reservas que se estendam para blocos ainda não licitados ou explorados em regime diferente do regime de partilha.
    A semelhança com a estatal norueguesa é tal que, ontem, em entrevista à imprensa, o ministro das Minas e Energia chamou a estatal brasileira, por engano de Petoro, logo depois de ouvir Dilma garantir que as duas estatais são muito diferentes. "A Petoro é do rei (da Noruega)", repreendeu Dilma, em tom de brincadeira. "Temos o Gabrielli, que é um príncipe", respondeu Lobão, mencionando o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
    Como na Noruega, o principal propósito da Petro-sal é "diminuir a assimetria de informações" que haveria entre o governo e as empresas operadoras, caso o Estado não tivesse um representante direto nos consórcios e nos comitês operacionais.
    Como explicou a ministra, em um contrato de petróleo, os custos de exploração são decisivos para determinar a lucratividade da extração do óleo; a Petro-sal se encarregará de evitar gastos excessivos, investimentos indevidos, ou decisões que possam afetar a parcela de direito da União. Essa tarefa é semelhante à executada pela Petoro norueguesa.
    Dilma garantiu que, como em casos semelhantes no exterior, o poder de veto da Petro-sal sobre decisões dos comitês operacionais é definido já no contrato de partilha. Essa norma deve ser seguida no Brasil.
(Fonte: Valor Econômico/Sergio Leo, de Brasília




Sinaval: estaleiros estão prontos para o pré-sal
    O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, garantiu que os estaleiros brasileiros têm condições de atender a demanda que a exploração de petróleo na camada pré-sal deve gerar por embarcações e equipamentos. Rocha acompanhou ontem o anúncio do marco regulatório do setor, feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão. O projeto será enviado para votação no Congresso Nacional.
    "Os estaleiros brasileiros estão preparados para o desafio de produzir navios-sonda, plataformas de produção, navios de apoio marítimo, petroleiros e todos os equipamentos necessários para essa nova fase do Brasil na produção de petróleo nas camadas profundas do subsolo marinho, conhecidas como o pré-sal", afirmou o presidente do Sinaval.
    Ariovaldo lembrou que novos estaleiros estão sendo construídos e outros estão investindo em ampliação, destacou a geração de mais de 45 mil empregos nestas unidades e a capacidade da indústria naval brasileira de realizar acordos com fornecedores internacionais que incluem a transferência de tecnologia.
    "A Construção Naval brasileira trabalha com uma carteira de encomendas de três milhões de Tpb, praticamente duplicando a frota brasileira de navios. É o momento da construção no Brasil de navios de grande porte (petroleiros de157 mil tpb), levando o setor a um novo patamar industrial e tecnológico. Além dos navios, os 28 estaleiros atuais e quatro novos estaleiros em instalação irão construir oito cascos de navios-plataforma de produção de petróleo e 28 navios-sonda de perfuração", disse.




Prefeito corta isenção da Portonave.
    Um decreto publicado ontem pela prefeitura de Navegantes confirmou o cancelamento das isenções municipais ao Porto de Navegantes, administrado pela Portonave, garantidos em 2005 por uma lei municipal.
    A partir de agora, o empreendimento terá de contribuir com encargos dos quais estava isento, entre eles Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Taxa de Contribuição de Melhoria, Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (TBI) e Taxa de Licença para Locação e Verificação de Funcionamento Regular de Estabelecimento.
    A Procuradoria do Município alega que o texto da Lei Municipal n° 1.942/05, aprovado há quatro anos, fere pelo menos sete artigos da Constituição Federal. Como a lei beneficiava também empresas contratadas pela Portonave desde a construção do porto, a procuradoria estima que a renúncia de receita para Navegantes tenha ultrapassado R$ 10 milhões.
    De acordo com a procuradora Adjunta, Ana Caroline Serafim, a arrecadação de ISSQN do Porto de Navegantes corresponde a cerca de R$ 170 mil por mês.
Lei afrontaria o princípio da isonomia tributária
? A lei afronta o princípio da isonomia tributária, o limite mínimo de 2% de ISSQN e há desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, já que a renúncia não foi considerada nas leis orçamentárias do município ao longo dos anos ? declarou a procuradora.
    De acordo com Ana Caroline, um parecer jurídico elaborado pela procuradoria ajuda a embasar o decreto recém-publicado. Segundo a procuradora, para conquistar novos incentivos fiscais, a Portonave pode apresentar um projeto ao município. No entanto, a solicitação deve estar em acordo com a Lei Municipal nº 1185/97, que regulamenta a concessão de benefícios fiscais para todas as empresas em Navegantes. A Portonave encaminhou cópia do decreto ao departamento jurídico da empresa para a verificação da legalidade da anulação.
Fonte: Diário Catarinense)




Guarita finaliza nova embarcação
    Navio custou aproximadamente R$ 32 milhões e é destinado ao transporte de derivados de petróleo
    A Navegação Guarita está prestes a concluir seu mais novo navio: o Guapuruvu. A embarcação, que será destinada ao transporte de líquidos derivados do petróleo, absorverá um investimento de cerca de R$ 32 milhões. Parte desse montante, cerca de R$ 25 milhões, conta com o financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e da CaixaRS.
    O diretor-executivo da Navegação Guarita, Werner Barreiro, informa que o navio deverá descer da carreira (onde se faz a montagem) amanhã e, depois de realizados alguns acabamentos, deverá ser batizado no dia 13 de outubro.
    O processo de construção da embarcação foi dividido. Em Canoas, eram feitos, pela Cooperativa dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas (CTMC), os blocos que comporiam o navio. Já no estaleiro da Guarita, em Triunfo, a empresa Intecnial realizava a integração dos módulos.
    Barreiro relata que o tempo de implantação do empreendimento foi de cerca de 20 meses. O navio terá capacidade para transportar até 4,3 mil toneladas e atingir até 10 nós de velocidade. A embarcação terá cerca de 100 metros de comprimento e uma boca (largura máxima) de 16 metros.
    O valor do investimento no Guapuruvu é elevado para uma embarcação que fará a navegação fluvial. Porém, Barreiro explica que isso se deve aos cuidados tomados para o transporte de uma carga perigosa como é o caso de derivados de petróleo. O navio possui, por exemplo, casco duplo. ?É uma plataforma de petroquímicos que flutua?, compara o dirigente.
    Ele enfatiza que a embarcação atenderia às condições para realizar o transporte de derivados de petróleo em qualquer via fluvial do planeta. A perspectiva é de que o Guapuruvu realize o trajeto entre o porto do Rio Grande e a Região Metropolitana da Capital gaúcha.
    Ainda não estão definidas quais serão as companhias que usarão os serviços da nova embarcação. No entanto, possíveis contratantes são a Braskem e a refinaria Alberto Pasqualini (Refap), que já são clientes da Guarita. O Guapuruvu será o décimo oitavo navio da empresa, entre próprios e afretados.
(Fonte: Jornal do Commercio/RS/Jefferson Klein)



Libra negocia implantação de megaterminal de contêineres.

    A Libra Terminais S.A. negocia com as autoridades do setor portuário a unificação de suas áreas para construção de um megaterminal especializado na movimentação de contêineres no Porto de Santos ¬ o projeto Libra-Santos. Essa nova configuração permitirá à empresa duplicar sua capacidade operacional, podendo escoar 2,1 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano. O desafio da Libra, no momento, é convencer os intervenientes do processo de concessão de que o empreendimento é bom para o Porto e para o País.
    Uma vez concluídas as negociações para a junção de seus terminais, a firma estima concluir as obras em até 18 meses.
    O primeiro passo foi dado no último dia 30 de julho, com a compra do Terminal 33, anteriormente administrado pelo Terminal de Exportação de Açúcar do Guarujá (Teag).     Uma área de 33mil metrosquadrados, 220 metros de cais e dois armazéns dedicados a carga geral com 9 mil metros quadradoscadapassaram aser controlados pela Libra, que pagou R$ 65,37 milhões na negociação. O valor não é confirmado pela empresa, mas consta no ato de concentração aprovado peloMinistério da Fazenda, documento de domínio público.
    A negociação envolveu a compra não só da superestrutura, mas também dos direitos do contrato de arrendamento assinado em 2000, com vigência de 20 anos. O documento permite a movimentação de carga geral ¬ seu objetivo inicial, uma vez que a especialização em açúcar ensacado ocorreu ao longo dos anos, por influência de uma demanda de mercado atendida pelo Teag. A Libra planeja operar também cargas de projeto ¬ como grandes motores, transformadores e materiais para a atividade offshore.
    A área do Terminal 33 fica ao lado dos terminais 35 e 37, controladospela empresa. No total, são 105 mil metros quadrados deárea já à disposição da operadora portuária. Dopontodevista prático, a empresa possui atualmente três terminais na mesmaregião, mas segregados.
    "Hoje operamos com seis gates (portões de entrada). A carga sai de um terminal e entra em outro, sai de outro e entra em um. Esses procedimentos operacionais, necessários devido à separação física, desaparecem (com a unificação) e nós passamos a ter um terreno mais adequado", detalhou o presidente da Libra Terminais, Gustavo Pecly.
    O executivo afirmou que os momentos de crise não costumam ser impeditivos aos investimentos em infraestrutura, porque este é um setor que exige melhoria contínua."Estaaçãode comprar o T-33 e estruturar um terminal com maior capacidade visa ao futuro. Do jeito que está, na crise em que estamos, de repente ficaria normal permanecermos no tamanho atual".
    O presidente da Libra acredita que a turbulência financeira não terá vida longa. "A crise vai passar, seja em 2009, 2010 ou 2011. Vem o crescimento na sequência e nós não podemos ficar parados esperando a carga chegar para investir".
CAIS LINEAR
    O desejo de unificação dos terminais é antigo, mas pela primeira vez a empresa vai a público defender a construção de um cais linear ligando suas áreas. Se aprovada a junção ¬ que consiste, basicamente, no aterramento de todo o trecho do Canal do Estuário que separa os terminais 35 e 37, na Ponta da Praia ¬, a área controlada pela Libra pularia para cerca de 140 mil metros quadrados, com um cais de 1.700 metros. A via interna, construída em paralelepípedo e atualmente utilizada para o acesso de carretas ao pátio de contêineres, se incorporaria ao projeto. Já a malha ferroviária que corta a mesma via seria deslocada para fora do terminal e passaria a acompanhar a Avenida Mário Covas Júnior (Portuária).
    A concretização do plano depende do aval da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Também precisam consentir a Polícia Federal, que mantém no local a Delegacia de Polícia Marítima de Santos (Depom), e a empresa Fabiana Transportes, que oferece serviços de travessia do Estuário de Santos e está instalada na área.
    Na defesa do projeto, Pecly diz esperar "que autorizem o mais rápido possível". "É a chance que temos de, numa reversão do mercado, apresentarmos um porto menos congestionado e menos traumatizado que vimos em 2008".
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)






Libra inicia operação no Terminal 33

    O Terminal 33 do Porto de Santos iniciou, na manhã de ontem, sua primeira operação com cargas sob a administração da Libra Terminais S.A., empresa que, em 30 de julho passado, comprou os direitos contratuais de exploração da área do Terminal de Exportação de Açúcar do Guarujá.
    O cargueiro norte-coreano Zang Za San Chong Nyon Ho atracou no cais da instalação para embarcar 4 mil toneladas de açúcar, em uma operação que, segundo a Libra, deve ser concluída amanhã ou sexta-feira.
    De acordo com o presidente da companhia, Gustavo Pecly, até o final do ano, serão realizados apenas carregamentos de açúcar pelo terminal. As operações com cargas gerais devem começar no ano que vem. Conforme a Libra, nos últimos 30 dias foram recrutados 85 colaboradores para a operação. Sob a administração do Teag, a instalação empregava cerca de 150 funcionários.
    A aquisição do T-33 faz parte do plano da Libra de construir um superterminal para movimentação de contêineres na Margem Direita. Este projeto inclui a junção dos terminais 35 e 37 (vizinhos ao 33), atualmente segregados.
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)



Vale e Bunge exportarão etanol pelo Maranhão
    Uma parceria entre Vale e Bunge vai inaugurar uma nova rota para exportação de etanol, pelo porto de Itaqui, em São Luis, no Maranhão. A informação é do gerente de combustíveis da Vale, Ney Fontes Filho. Segundo ele, através da ferrovia Norte-Sul, a Vale irá exportar etanol produzido em Tocantins a partir do segundo semestre de 2010. "Serão 100 milhões de litros no primeiro ano, devendo expandir para 300 milhões de litros até 2012", disse Fontes Filho.
    Esse etanol será produzido por usinas da Bunge que no momento estão sendo construídas em Tocantins. A Bunge tem projeto de construir três usinas na cidade de Pedro Afonso. A primeira deve entrar em operação em 2010 e moer 1,4 milhão de toneladas de cana, com investimentos estimados em US$ 350 milhões.
    Fontes Filho diz também que o embarque será feito no pátio da empresa em Guaraí, no Estado de Tocantins, onde os cliente da Vale terão tanques. "De Guaraí, o etanol será escoado através de 25 vagões de 100 mil litros cada até o porto de Itaqui pela ferrovia Norte-Sul", disse. A Vale não será responsável pelo armazenamento nem embarque do produto em Itaqui. Segundo gerente de combustíveis da empresa, a armazenagem ficará a cargo da Granel Química.
    O trecho da Norte-Sul entre São Luis e Guaraí já está pronto. Um outro trecho, entre Guaraí e Palmas, deve ser entregue até março de 2010 pela Valek, empresa responsável pela construção da ferrovia. A Vale tem a concessão da via.
Segundo Fontes, quando o novo trecho ficar pronto, a produção de outras usinas poderá ser exportada por esta rota. "Estimamos que por volta de 2014 estaremos exportando entre 800 milhões a 1 bilhão de litros por Itaqui", disse.
    Fontes afirma que a rota torna-se competitiva à medida que os custos de frete caem de forma expressiva, principalmente os marítimos. "Itaqui é muito mais próximo da Europa do que os portos de Santos e Paranaguá e também tem acesso aos mercados do Caribe e mesmo do Pacífico, mais facilmente via Canal do Panamá", disse.
    Além disso, o executivo explica que a Vale também poderá levar o etanol de Tocantins até São Luis e de lá, por uma conexão com a ferrovia Transnordestina, levar este etanol para abastecer o Nordeste. Atualmente, a Vale não tem nenhuma operação de logística para exportar etanol. "Embora estejamos aparelhados para exportar via porto de Santos e de Vitória, temos nos concentrado no mercado interno", disse Fontes Filho. A Vale deve transportar 350 milhões de litros de etanol em 2009, um volume 118% superior ao registrado em igual período do ano anterior.
(Fonte: Jornal do Commercio/RJ/Eduardo Magossi/Da Agência estado)


Petrobras prevê dez novas plataformas para o pré-sal até 2016
    Para agilizar os trabalhos de produção da maior província petrolífera já descoberta no país, a Petrobras está contratando dez novas unidades de plataformas flutuantes que produzem, estocam e escoam petróleo para as áreas do pré-sal na Bacia de Santos.
    Segundo a estatal, as duas primeiras plataformas serão fretadas, terão alto índice de conteúdo nacional e serão destinadas aos projetos-piloto de desenvolvimento. ?A capacidade de produção diária de cada unidade será de 100 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural, e elas serão instaladas em 2013 e 2014, em locações ainda por definir, na área do pré-sal?, informou a empresa. As outras oito unidades de produção serão de propriedade da Petrobras e terão capacidade de produção diária de 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural e serão instaladas entre 2015 e 2016.
    As plataformas, segundo a Petrobras, serão fabricadas em série, começando com a construção dos cascos no dique-seco do Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, já alugado pela estatal pelo período de dez anos. ?Os módulos de produção a serem instalados sobre os cascos serão definidos futuramente, após a implantação dos projetos-piloto e do teste de longa duração?, explicou a companhia.
    As dez plataformas vão operar em águas ultraprofundas, entre 2.400 e 3.000 metros, e se destinam ao início da implantação do sistema de produção definitivo na área do pré-sal da Bacia de Santos. Para o segundo semestre de 2010, está prevista a instalação do segundo projeto na Bacia de Santos, que será um piloto de produção para 100 mil barris por dia, também na área de Tupi. Para esse projeto, já foi contratado o frete de um navio-plataforma, também do tipo que produz, estoca e escoa o petróleo.
    O navio será convertido no Estaleiro Cosco, na China, e levará o nome de FPSO Cidade de Angra dos Reis. A embarcação será convertida a partir do navio-tanque de grande porte denominado M/V Sunrise 4, e terá capacidade para produzir 100 mil barris/dia de óleo e 35 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. A unidade está programada para chegar ao Brasil no quarto trimestre de 2010 e será instalada em lâmina d´água de 2.150 metros. A meta da Petrobras é iniciar o teste piloto em dezembro de 2010.
    A produção de petróleo será escoada por navios e o gás natural por um gasoduto de 250 quilômetros de extensão até a plataforma de Mexilhão, que está em construção e será instalada em 2009 na Bacia de Santos.
(Fonte: Jornal Agora/Rio Grande,RS)



Antaq quer ampliar uso de transporte aquaviário
    A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) defende uma melhor distribuição da matriz de transportes no País. Para o órgão, há necessidade de que a participação aquaviária seja ampliada de 7% para 29%.
    A proposta foi manifestada pelo diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho, durante sua participação no Santos Export 2009 - Fórum Nacional para Expansão do Porto de Santos, realizado na semana passada, na Cidade. O seminário foi uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação.
    Segundo Fialho, a meta terá de ser atingida até 2024, conforme detalhado no Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT).
    A mudança noperfil do transporte, essencialmente rodoviarista, depende de incentivos à cabotagem e à migração das cargas para as hidrovias, explicou o diretor-geral. "Quando a carga é transferida para o modal aquaviário, o custo da logística fica menor. Então, deixa mais dinheiro no campo, ficando na mão de quem produz", comentou.
Fernando Fialho ainda avaliou que a mudança na matriz de transportes também é benéfica do ponto de vista ambiental. "A redução de CO2 tem que ser uma oportunidade para os nossos portos e nosso sistema logístico. A Antaq se propõe a instigar os setores a essas soluções".
     Entraves
    A manifestação de Fialho ecoou nas palavras do presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, que também participou do Santos Export. Ele defendeu uma redução nos custos portuários para impulsionar o modal aquaviário.
Segundo Manteli, uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que, entre 900 empresas, 41,5% apontaram os preços portuários e aeroportuários como entraves às exportações. E 49,1% atribuíram alguma responsabilidade às autoridades por dificuldades nas operações. "Burocracia significa tempo improdutivo. E tempo improdutivo significa mais custos".
    Para o executivo, se o País reduzir 10% dos custos logísticos poderá aumentar em torno de 20% as suas exportações.
(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/DIOGO CAIXOTE)



Adece planeja projeto que assegure estaleiro Ceará
    O considerado "Havaí" de Fortaleza para os praticantes de surfe da cidade poderá mudar de endereço. A ideia é apenas uma proposta, e será apresentada aos moradores das proximidades do Titanzinho, praia por trás do Mucuripe, na próxima sexta-feira pelo Governo do Estado. Surfistas e representantes comunitários se reunirão às 11 horas na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) para analisar como é possível a construção de um projeto que permita a implantação do Estaleiro Ceará na localidade e ainda manter uma área com vocação para o surfe em região próxima.
    O Estado já possui concluso um protocolo de intenções a ser assinado com a empresa Estaleiro Ceará com o objetivo de garantir a infraestrutura necessária para a viabilização da nova indústria naval na enseada no Mucuripe. Entretanto, como a construção no estaleiro poderá inviabilizar a prática esportiva nos mares do Titanzinho, a alternativa de criar um novo polo de surfe está sendo pensada.
    "O Titanzinho é um local artificial, cuja vocação foi possível com a construção do paredão na área. Desta forma, temos condições de fazer um outro quebra-mar em área assemelhada nas proximidades, e poder, inclusive, gerar ondas grandes, ao invés de médias. Assim, nós podemos gerar emprego com o estaleiro e ainda preservar a vocação para o surfe naquela região", garante o presidente da Adece, Antônio Balhmann.
    Ainda não existe um estudo técnico mostrando como poderá ser o projeto, mas Balhmann afirma ser uma medida viável. Além da construção de um novo quebra-mar, o governo se responsabilizaria pela implantação de uma "estrutura moderna para treinamento de surfe".
    "Na área do Titanzinho, seria criado um complexo de formação de mão-de-obra especializada para trabalhar no estaleiro, nos moldes do que ocorre em Pernambuco, com o Estaleiro Atlântico Sul. Isso seria para garantir que mais gente daquela área possa ser empregada no estaleiro", diz Balhmann. As medidas a serem tomadas não estão, contudo, fechadas. "Nós vamos começar a discutir agora.
    O Estaleiro Ceará é uma empresa virtual que concorre para a construção de 8 navios gaseiros para a Transpetro, através do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Até o fim do ano, sairá o resultado da licitação, que possui outros 18 concorrentes. O estaleiro só será construído no Ceará, na enseada do Mucuripe, caso saia vencedor no processo.
    Para que possa ser construído, seriam investidos R$ 220 milhões, sendo R$ 60 milhões de responsabilidade do Governo do Estado que seria um dos sócios da empresa , a serem destinados a ações de infraestrutura do local. A indústria tem potencial para gerar 1.500 empregos diretos e outros 6 mil indiretos.
(Fonte: Diário do Nordeste/CE/SÉRGIO DE SOUSA)



Brasil desenvolve hidrelétrica-plataforma
    O Brasil está desenvolvendo um projeto pioneiro de hidrelétricas construídas como se fossem plataformas marítimas de exploração de petróleo, informou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o esboço do projeto já chegou a ser apresentado "até em Nova York". O projeto descrito por Lula fica no Complexo do Rio Tapajós, no Pará, e está em estudo pela Eletrobrás.
    "Esse é um projeto que eu penso que será uma revolução na construção e produção de energia no mundo. Esse modelo me foi apresentado pelo ministro Lobão (de Minas e Energia). Tivemos a oportunidade de, num debate em Nova York, apresentar o primeiro esboço desse projeto e achamos que ele vai revolucionar toda a construção de hidrelétricas em qualquer pais do mundo", afirmou Lula.
    De acordo com o presidente, o projeto vai se chamar hidrelétrica-plataforma e não deve gerar impactos significativos para o meio ambiente. "Vai fazer o desmatamento apenas para construir e depois será tudo reflorestado para não ter ocupação. Eu penso que essa será uma novidade que a gente vai discutir quando estiver discutindo a questão climática", acrescentou o presidente.
    As chamadas hidrelétricas-plataforma, mencionadas pelo presidente, são a grande aposta do governo para vencer as resistências da área ambiental à construção de usinas nos rios amazônicos. Trata-se de um conceito ambicioso que envolve a remoção, depois que a usina estiver pronta, das estradas que foram construídas para dar acesso ao canteiro de obras. Assim, com o reflorestamento de toda a região ao redor da barragem, a usina passaria a ficar isolada e os poucos funcionários que vão trabalhar na operação da hidrelétrica chegarão para cumprir seus turnos de helicóptero, assim como acontece com as plataformas marítimas de petróleo.
    A ideia foi elaborada pelo secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, técnico de confiança da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ao deixar a hidrelétrica isolada e dentro de uma área de preservação, a área energética espera facilitar a obtenção de licenças ambientais para que o imenso potencial hidrelétrico da região Norte possa ser explorado. As primeiras usinas que deverão seguir esse novo conceito são as do Complexo de Tapajós.
(Fonte: Jornal do Commercio/RJ/Alberto Komatsu e Leonardo Goy Da Agência Estado)



Docas encomendará estudo sobre ligação entre as margens do cais
    A Codesp planeja iniciar nas próximas semanas uma licitação para a contratação dos estudos de viabilidade do projeto de ligação seca entre as regiões do Saboó e da Ilha Barnabé, no fundo do Canal do Estuário, unindo as duas margens do Porto de Santos. As análises terão de avaliar a melhor opção para a região: um túnel submerso ou uma ponte.
    O primeiro passo para a abertura da licitação deve ser dado na próxima sexta-feira, com a aprovação da concorrência pública na reunião da diretoria colegiada da estatal.
Serra destacou que as análises terão de indicar qual a opção de engenharia que oferece o melhor custo-benefício ao Porto de Santos. Ele garantiu que serão avaliados os potenciais e os custos tanto de uma ponte como de um túnel.
    "Depois de ter os estudos de viabilidade aprovados pela diretoria, vamos trabalhar na questão técnica dos projetos. Inúmeros fatores terão de ser levados em consideração, desde a engenharia e a parte ambiental, até o impacto nas operações da Base Aérea (localizada às margens do Canal do Estuário e onde funcionará o Aeroporto Metropolitano) para não afetar o espaço aéreo de aterrissagem e decolagem de aeronaves", disse Serra.
NEGOCIAÇÃO
    A construção de uma ligação seca no fundo do Canal do Estuário interessa ao grupo Ecorodovias, que controla a Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes.
O presidente da Codesp explicou que os estudos poderão ser compartilhados com a holding e, também, com o Governo do Estado. Este último vislumbra a implantação de uma ponte estaiada na entrada do estuário, unindo os bairros Santa Rosa, em Guarujá, e Ponta da Praia, em Santos.
    A Ecorodovias anunciou o desejo de elaborar um levantamentos e até construir o empreendimento na última edição do Santos Export 2009 ¬ Fórum Nacional para a Expansão do Porto de Santos, seminário realizado na última semana, na Cidade. Uma das possibilidades levantadas pelo presidente da Ecorodovias, Marcelino Rafart de Seras, é a inserção da obra no contrato do SAI ou a abertura de uma concessão específica.
    O projeto idealizado pelo Estado é polêmico. Primeiro porque a altura prevista originalmente, de 70 metros, poderá limitar a expansão do cais santista, quando o ideal seria a partir de 80 metros, conforme a Codesp. Em segundo lugar, porque a Secretaria Estadual de Transportes sequer discutiu o assunto com as autoridades do setor portuário.
    Até agora não houve um contato formal entre a Codesp e a Ecorodovias, disse Serra. Mas ele contou que as discussões poderão ocorrer durante a execução dos estudos. "Primeiro, temos que estar com o nosso dever de casa feito, para depois começar a discutir a construção", concluiu.(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/DIOGO CAIXOTE)



Libra negocia implantação de megaterminal de contêineres
    A Libra Terminais S.A. negocia com as autoridades do setor portuário a unificação de suas áreas para construção de um megaterminal especializado na movimentação de contêineres no Porto de Santos ¬ o projeto Libra-Santos. Essa nova configuração permitirá à empresa duplicar sua capacidade operacional, podendo escoar 2,1 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano. O desafio da Libra, no momento, é convencer os intervenientes do processo de concessão de que o empreendimento é bom para o Porto e para o País.
    Uma vez concluídas as negociações para a junção de seus terminais, a firma estima concluir as obras em até 18 meses.
    O primeiro passo foi dado no último dia 30 de julho, com a compra do Terminal 33, anteriormente administrado pelo Terminal de Exportação de Açúcar do Guarujá (Teag).     Uma área de 33mil metrosquadrados, 220 metros de cais e dois armazéns dedicados a carga geral com 9 mil metros quadradoscadapassaram aser controlados pela Libra, que pagou R$ 65,37 milhões na negociação. O valor não é confirmado pela empresa, mas consta no ato de concentração aprovado peloMinistério da Fazenda, documento de domínio público.
    A negociação envolveu a compra não só da superestrutura, mas também dos direitos do contrato de arrendamento assinado em 2000, com vigência de 20 anos. O documento permite a movimentação de carga geral ¬ seu objetivo inicial, uma vez que a especialização em açúcar ensacado ocorreu ao longo dos anos, por influência de uma demanda de mercado atendida pelo Teag. A Libra planeja operar também cargas de projeto ¬ como grandes motores, transformadores e materiais para a atividade offshore.
A área do Terminal 33 fica ao lado dos terminais 35 e 37, controladospela empresa. No total, são 105 mil metros quadrados deárea já à disposição da operadora portuária. Dopontodevista prático, a empresa possui atualmente três terminais na mesmaregião, mas segregados.
    "Hoje operamos com seis gates (portões de entrada). A carga sai de um terminal e entra em outro, sai de outro e entra em um. Esses procedimentos operacionais, necessários devido à separação física, desaparecem (com a unificação) e nós passamos a ter um terreno mais adequado", detalhou o presidente da Libra Terminais, Gustavo Pecly.
    O executivo afirmou que os momentos de crise não costumam ser impeditivos aos investimentos em infraestrutura, porque este é um setor que exige melhoria contínua."Estaaçãode comprar o T-33 e estruturar um terminal com maior capacidade visa ao futuro. Do jeito que está, na crise em que estamos, de repente ficaria normal permanecermos no tamanho atual".
    O presidente da Libra acredita que a turbulência financeira não terá vida longa. "A crise vai passar, seja em 2009, 2010 ou 2011. Vem o crescimento na sequência e nós não podemos ficar parados esperando a carga chegar para investir".
CAIS LINEAR
    O desejo de unificação dos terminais é antigo, mas pela primeira vez a empresa vai a público defender a construção de um cais linear ligando suas áreas. Se aprovada a junção ¬ que consiste, basicamente, no aterramento de todo o trecho do Canal do Estuário que separa os terminais 35 e 37, na Ponta da Praia ¬, a área controlada pela Libra pularia para cerca de 140 mil metros quadrados, com um cais de 1.700 metros. A via interna, construída em paralelepípedo e atualmente utilizada para o acesso de carretas ao pátio de contêineres, se incorporaria ao projeto. Já a malha ferroviária que corta a mesma via seria deslocada para fora do terminal e passaria a acompanhar a Avenida Mário Covas Júnior (Portuária).
    A concretização do plano depende do aval da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Também precisam consentir a Polícia Federal, que mantém no local a Delegacia de Polícia Marítima de Santos (Depom), e a empresa Fabiana Transportes, que oferece serviços de travessia do Estuário de Santos e está instalada na área.
    Na defesa do projeto, Pecly diz esperar "que autorizem o mais rápido possível". "É a chance que temos de, numa reversão do mercado, apresentarmos um porto menos congestionado e menos traumatizado que vimos em 2008".
 (Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)

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