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09/12/2008
Nº  003
Marítimos indianos exortam boicote à Coréia do Sul.

     Grupos de marítimos indianos incitaram um boicote geral a todos os produtos coreanos, sobretudo aos fabricados pela Samsung, no segundo grande comício de apoio ao Comandante e Imediato do petroleiro “Hebei Spirit”, presos pelas autoridades coreanas.
     Outras medidas, como o bloqueio a uma fábrica de automóveis Hyundai em Chennai e a proibição de carga e descarga de navios sul-coreanos, incluindo automóveis transportados, também estão sendo consideradas.
     Estas manifestações durante um fim de semana em Chennai, em que cerca de 1500 pessoas protestaram junto aos gabinetes governamentais e de uma fábrica da Samsung, visaram à libertação dos “Dois do Hebei”: Jasprit Chawla e Syan Chetan. (Comte. e Imto. do “Hebei Spirit”).
     Os dois oficiais foram presos em 10 de dezembro (além de multados), após terem sido declarados culpados pela Corte de Apelação Sul Coreana como parcialmente responsáveis pelo pior incidente de poluição marítima do país em 7 de dezembro de 2007.
     Isto aconteceu não obstante os dois oficiais terem sido inocentados em julgamento anterior por seu alegado envolvimento, após o “Hebei Spirit” (que estava fundeado) ter sido perfurado por uma cábrea da Samsung à deriva.
     O protesto foi organizado e coordenado pelas duas principais Uniões Marítimas Indianas e pela Associação dos Oficiais da Marinha Mercante da Índia.
Fonte: Lloyd’s List / Redação

Marítimo condenado por ter forjado certificação de tempo de embarque.

     A Agência Marítima do Reino Unido e a Guarda Costeira alertam sobre o perigo da falsificação de documentação dos marítimos para obtenção de certificados de competência
     A advertência surgiu após o Marinheiro de Convés de 42 anos, Kabal Singh, um indiano domiciliado na Inglaterra, ter sido condenado a prestar 150 horas de serviço comunitário e a pagar as custas do processo (US$ 3,680), ao ser considerado culpado por tentar obter a documentação do MCA utilizando um falso embarque (9 meses), em sua caderneta de inscrição.
     O examinador chefe Denzyl Pereira disse que as tentativas de falsificar o tempo de embarque para obter a certificação reconhecida internacionalmente podem ser perigosas, pois “ao utilizar informações falsas sobre o tempo de embarque o Marinheiro Sing tentou contornar os requisitos acordados internacionalmente. Se fosse bem sucedido, ele teria colocado em risco seu navio, seus colegas marítimos e o público”.
Fonte: Lloyd’s List / Redação.

IMO publica novo Código IMDG

A IMO (Organização Marítima Internacional) publicou uma nova edição do Código Marítimo Internacional de Mercadorias Perigosas – IMDG Code – o guia padrão para todos os aspectos de movimentação de mercadorias perigosas e poluentes marinhos nos transportes marítimos. A nova edição inclui as alterações na emenda 34-08, aprovada pelo Comitê de Segurança Marítima de 2008.
Embora as informações contidas no código sejam dirigidas principalmente aos marítimos, as suas disposições são essenciais para uma vasta gama de indústrias e serviços.
Produtores, embaladores, carregadores, alimentadores de serviços, tais como o rodoviário e ferroviário e as autoridades portuárias encontrarão conselhos confiáveis sobre a terminologia, embalagem, rotulagem, classificação, acondicionamento, segregação e resposta de ação de emergência.
As novas alterações ao Código são obrigatórias a partir de 1º de janeiro 2010, mas podem ser aplicados pelas administrações voluntariamente a partir de 1º de janeiro de 2009.

Preço dos fretes despenca 93,4%

A UNCTAD (Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) alertou que as perspectivas são dramáticas para estaleiros, empresas de navegação e nações produtoras, no rastro da crise econômica global, em relação ao preço dos fretes.
O custo do frete marítimo caiu 93,4% no ano passado e as projeções para este ano são também pessimistas. Há cada vez maiores navios ociosos e seu valor diminuiu. Mesmo o cancelamento de encomendas de embarcações dificilmente melhorará o cenário em futuro próximo, segundo a agência da ONU.
O crescimento da economia mundial até meados de 2008, que encorajou a multiplicação da frota mercante, foi derrubado pela crise financeira global que provocou uma mudança brutal no ciclo de expansão e contratação no setor naval.
O BDI (Baltic Dry Index), um dos principais indicadores de custo de transporte marítimo, declinou de 11.793 pontos em maio de 2008 para 789 pontos no início de janeiro de 2009.
Os maiores perdedores com menor taxa de frete são a China, Coréia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Índia, Cingapura, Irã e Vietnã, cujos proprietários de navios contam com o comércio internacional forte.
Fonte: Valor Econômico / Redação

Port State Control na União Européia

Os navios que forem reprovados repetidamente em inspeções do Port State Control serão banidos dos portos da União Européia, decidiram os estados membro.
O banimento, com a inscrição dos navios em uma lista negra permanente, ao invés de uma proibição temporária como queriam os governos, foi decidido em conversações a portas fechadas em Bruxelas.
O Parlamento Europeu também marcou outra vitória sobre o Conselho de Ministros, estendendo o novo regime de inspeção de Port State Control sobre os fundeadouros, inclusive offshore, que passam a ser considerados como portos.
Malta, que tem um dos maiores Registros de Bandeira da Europa, tinha posição pública contrária tanto à proibição permanente quanto à extensão das inspeções aos ancoradouros. O governo maltês tinha ameaçado votar contra a diretiva, mas suas preocupações foram desconsideradas pelo sistema de votação por maioria qualificada da UE.
Fonte: Lloyd’s List / Redação

09/12/2008 Novo prefixo INMARSAT: +870 Nº  002


A partir da meia-noite, 2400 GMT, do dia 31 de dezembro de 2008, os quatro códigos originais das regiões oceânicas Inmarsat +871, +872, +873 e +874 serão descontinuados.

Para os serviços acima referidos bastará discar +870 e a rede global irá localizar os terminais Inmarsat.

Muito simples.
A Inmarsat recomenda que, já na próxima chamada, o usuário disque +870 e o código do país.
Quebra-gelos mais potente do mundo
Cientistas alemães do Instituto Alfred-Wegener querem desenvolver o navio quebra-gelos mais potente do mundo. Ainda em fase de projeto, avaliado a um preço de 650 milhões de euros, a embarcação já tem nome: “Aurora Borealis”.
O quebra-gelos terá 199 metros de comprimento, será capaz de romper camadas de gelo com 15 metros de espessura e perfurar até mil metros nos solos marinhos.

Por enquanto o projeto terminou a sua fase de investigação e concepção e entrou na fase do financiamento.

Os custos serão suportados por um consórcio, onde a Alemanha pretende responder com 30 por cento.
Outros países já mostraram interesse, como a Rússia que controla quase metade das costas do oceano Ártico.
O ”Aurora Borealis”, que deverá estar concluído em 2014, tem como prioridade a investigação sobre o clima.



O gelo contém bolhas de ar com vários milhões de anos e assim os investigadores podem conhecer como era a atmosfera de então.

“O oceano Ártico vai tornar-se um centro de interesse político e econômico nas próximas décadas.

Assim, a investigação tem uma enorme importância para permitir uma utilização sustentável e prudente dos recursos naturais e de novas rotas de navegação”, explica a diretora do Instituto Alfred-Wegener, a bióloga Karin Lochte.


Fonte: Público.pt / AFP / Redação
     
  ( >>> Radar  Cabotagem)

27/11/2008 Um seqüestro de R$ 230 milhões. Nº  001
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    Mais de 95 navios foram atacados por piratas no Índico apenas neste ano. Entre eles um dos maiores petroleiros do mundo.
    O Sirius Star é um dos maiores petroleiros do mundo, cujo comprimento equivale a nove Boeings 737 enfileirados ou a uma Torre Eiffel deitada.
    Ele tem capacidade de carregar dois milhões de barris de petróleo - uma carga superior à produção diária de petróleo do Brasil (1,8 milhão), estimada em US$ 100 milhões (R$ 230 milhões).
    Pois esse gigante foi seqüestrado no domingo 16 por seis pequenos barcos piratas somalis, a 800 quilômetros do porto de Mombaça, no Quênia.
    Procedente da Arábia Saudita, o navio estava a caminho dos Estados Unidos via Cabo da Boa Esperança, no sul da África.
     A rota era obrigatória, já que o superpetroleiro, por causa de suas dimensões gigantescas, não pode navegar pelo Canal de Suez. "Não existe precedentes para esse seqüestro. Trata-se do maior barco assaltado por piratas de que temos notícia", afirmou o tenente Nathan Christensen, porta-voz da Vela Internacional, proprietária da embarcação. O barco está retido na cidade de Xarardhere, na Somália, um porto seguro para a pirataria. Os seqüestradores exigem um resgate de 20 milhões de euros - mais de R$ 55 milhões - e mantêm 25 reféns.
     O Oceano Índico, principalmente o golfo de Áden, é atualmente a área mais infestada de piratas no mundo. Analistas dizem que naquela região ocorre hoje a maior ofensiva criminosa contra a exportação e importação de mercadorias já vista desde o apogeu da pirataria, no Caribe do século XVIII. Somente neste mês, 36 embarcações foram seqüestradas ali. Neste ano
já são 95 os navios retidos, de 296 ataques. Na quarta-feira 19, em meio às negociações pela libertação do Sirius Star, um navio da Marinha indiana afundou um barco pirata no Golfo de Áden. Também são alvo de ataques piratas embarcações que passam pelo Canal de Suez, no Egito, e pelo sul da África, rotas estratégicas para o comércio marítimo. Na semana passada, a
cada dia um grande navio foi parar nas mãos deles. Somente em outubro, as ações dos piratas renderam mais de US$ 30 milhões em resgate só no Oceano Índico. Segundo a Agência Marítima Internacional (AMI), 339 pessoas e 17 embarcações estão atualmente em poder dos seqüestradores.
     A pirataria tornou-se o mais próspero dos negócios na Somália, um país falido e virtualmente sem Estado, afundado numa guerra civil que dura duas décadas. Os assaltos começaram a se desenvolver no início da década de 1990. Miseráveis e sem perspectiva, muitos ex-combatentes, unidos a pescadores famintos, partiram para ataques a embarcações. Mas esses novos piratas se sofisticaram. Eles utilizam-se da mais refinada tecnologia de rastreamento e armas. A bordo de navios-mães, cerca de 60 piratas dividem-se em pequenas embarcações para se aproximar dos alvos. Dessas super lanchas, eles lançam foguetes em direção aos cargueiros para obrigá-los a diminuir a velocidade. Como em um filme, os piratas sobem pelo costado dos cargueiros armados com fuzis Kalishnikov, granadas e pistolas automáticas, dominam a tripulação e rebocam as embarcações para os portos da Somália. Segundo especialistas, num único assalto os piratas utilizam-se até de nove lanchas rápidas, numa ação que não demora mais de 15 minutos - tempo insuficiente para chegada de socorro. A audácia dos piratas vai a ponto de eles usarem telefones por satélite e só aceitarem o resgate em dinheiro vivo ou pagamento via on-line creditado em bancos na Somália. Segundo o centro britânico Chatham House, este ano os criminosos obtiveram mais de 24 milhões de euros em resgates. "Não existem mais águas seguras enquanto os piratas estiverem em ação", diz o vice-diretor da AMI. 
     A União Européia trata as ações criminosas como ataques terroristas e promete ampliar os esforços para dobrar o número de navios de guerra na costa da Somália. Atualmente, a Otan (aliança militar ocidental) mantém quatro embarcações de combate no Índico.
     Até que o reforço das tropas chegue, a própria AMI adverte que não existem águas seguras para navegação na costa africana. "A crise com a segurança no transporte marítimo está fazendo com que as empresas desviem seus barcos por rotas utilizadas nos primórdios da navegação mercante. A navegação por algumas dessas rotas provoca atrasos de até 15 dias na entrega das mercadorias. As companhias de seguros já aumentaram em dez vezes o preço
das apólices. "Uma das soluções é o uso de escoltas privadas", diz Paul Burton, da ONU.

Fonte: Isto é - São Paulo,SP Isto é - São Paulo,SP/Alan Rodrigues.


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