|
|

|
Palavras do Presidente do
Centro dos Capitães
|
 |
|
Pronunciamento
do CLC Álvaro
José de Almeida Junior, no almoço em homenagem ao
Almirante-de-Esquadra João
Afonso Prado Maia de Faria, Comandante de Operações
Navais e Diretor Geral de
Navegação, realizado no Hotel Guanabara
|
|
Napoleão
Bonaparte ao chegar ao Egito com o seu Exército, dirigindo-se
aos seus
soldados, disse-lhes: “do alto destas pirâmides 40 séculos
vos contemplam”.
Parodiando
o Imperador francês diríamos que as três
últimas gerações de marinheiros da
família Prado Maia de Faria, soma quase um século e meio
de bons serviços
dedicados à Marinha do Brasil e ao país.
O nosso
homenageado de hoje, Almirante-de-Esquadra João Afonso Prado
Maia de Faria é
neto e filho de dois destacados chefes navais: seu avô materno,
Vice-Almirante
João do Prado Maia e seu pai Almirante-de-Esquadra Newton Braga
de Faria.
O DNA das
três gerações de marinheiros aqui citados
contém água salgada das grandes
travessias.
O
patriotismo e o amor pelo mar, de uma
família que abraça este ideal, só podem ser
mensurados pelo comprometimento com
os valores e o futuro de sua pátria. Só os idealistas
inscrevem seus nomes nas
páginas da história do país.
O Almirante
Prado Maia cedo iniciou a sua travessia profissional.
As suas
singraduras sempre foram traçadas com as réguas paralelas
da ética, da
dignidade e do bom senso.
Na Marinha
do Brasil ocupou as mais importantes funções, no Brasil e
no exterior, entre as
quais se destacam: Comandante do 2º Distrito Naval, Diretor do
pessoal militar
da Marinha, Comandante-em-chefe da Esquadra, chefe do Estado Maior do
Ministério da Defesa e Secretário Geral da Marinha, entre
outras.
Antes de atingir
o almirantado realizou o sonho de todo oficial superior da Armada:
comandou
várias unidades da Esquadra.
Em 2008,
ainda jovem para um oficial general de quatro estrelas, foi promovido a
Almirante-de-Esquadra, último posto da hierarquia naval.
Hoje ocupa
as importantes funções de Comandante de
Operações Navais e Diretor Geral de
Navegação, o que significa dizer que tem sob seu comando
todos os Distritos
Navais, a Esquadra, a DPC e a DHN. Isto é, exerce o mais
importante comando
operativo na estrutura da Marinha do Brasil.
Em breve o
nosso homenageado assumirá, em Brasília, as
funções de Chefe de Estado Maior da
Armada o que lhe conferirá o mais elevado cargo na hierarquia
naval, apenas
superado pelas funções de Comandante da Marinha.
Almirante
Prado Maia, uma parcela considerável do Poder Marítimo
brasileiro está aqui
representada, tanto pelo segmento civil, quanto pela significativa
presença de
representantes do Poder Militar.
Desejamos
que os nossos legisladores e autoridades do Poder Executivo compreendam
que um
país que se situa entre as 10 maiores economias do mundo,
necessita respaldar
essa posição com um Poder Marítimo à altura
de seu desenvolvimento.
Precisamos
de uma Marinha Mercante forte e competitiva, para transportar a nossa
extensa
pauta de exportações e importações e dar
maior visibilidade à nossa bandeira no
exterior, e de um Poder Naval capaz de defender a Marinha Mercante e o
nosso
litoral no qual se inserem a Amazônia Azul e uma extensa bacia
petrolífera.
Hoje, como
no passado, prevalecem as palavras do Almirante norte americano Alfred
Mahan:
“Grande é a nação que é grande no mar”.
Almirante Prado Maia,
o Centro dos
Capitães, representado por seus membros, e todos os homens e
mulheres do mar da
Marinha Mercante, bem como importantes representantes da comunidade
marítima
que participam deste almoço, desejam-lhe continuado sucesso nas
próximas
missões que o aguardam.
Esperamos
que esse sucesso ocorra numa singradura de esperança que aquece
a vida e
norteia o rumo.
Sabemos
Almirante que a sua tarefa é árdua, mas temos observado a
sua tática marinheira
de administrar conflitos seguindo as palavras de Dom Helder
Câmara: “quando os
problemas se tornam absurdos, os desafios se tornam apaixonantes”.
Nesta
oportunidade referenciamos o profissional e o ser humano, ambos
admiráveis.
Muito
obrigado!
Rio de Janeiro - em
31.10.2011
|
PRONUNCIAMENTO do
CLC Alvaro José de Almeida Junior, presidente do CCMM,
no almoço em homenagem à Transpetro no Hotel Guanabara em
22.06.2011.
Iuri Gagarin quando
atingiu o espaço sideral em sua nave e
vislumbrou o nosso planeta girando sobre seu eixo, surpreendeu-se e
exclamou: “A terra é azul!”.
Tal constatação já era certeza para os navegadores
pioneiros que cruzaram as três quartas partes líquidas do
nosso planeta. O som profundo que vem do mar já nos assegurava
que a terra é azul.
Os oceanos são os grandes responsáveis pela bela
tonalidade colorida que envolve o nosso planeta e que encantou o
astronauta russo e permitiu a integração de um mundo
outrora dividido.
Este
preâmbulo é a nossa homenagem não só
à TRANSPETRO, nos seus 13 anos de vitoriosa existência,
como também aos bravos navegadores de todas as latitudes que,
singrando os mares, ajudaram a construir o mundo que habitamos. Sem
eles não teríamos alcançado o estágio
atual, seríamos apenas, “barcos parados nos mares do
tédio”, como afirmou Fernão Campelo Gaivota.
Em 1949 o presidente Eurico Gaspar Dutra, dentro do seu programa de
governo, criou o PLANO SALTE, sigla de quatro importantes itens de
desenvolvimento: Saúde – Alimentação – Transporte
e Educação.
Na esteira de seu programa, no destaque transporte, era prevista a
aquisição de 22 navios petroleiros e a consequente
fundação da Frota Nacional de Petroleiros – FRONAPE,
criada por Getúlio Vargas em 1950. Esta foi a precursora da
TRANSPETRO e o embrião da própria PETROBRAS que só
surgiria 3 anos depois.
A mais importante empresa brasileira e uma das maiores do mundo, na
exploração de petróleo, nasceu no mar e continua a
desenvolver-se nas águas mornas do nosso litoral.
À medida que a PETROBRAS crescia um de seus principais suportes
que é o transporte marítimo acompanhava esse crescimento
passo a passo numa simbiose perfeita.
Em 1997 o Congresso
Nacional, através da Lei 9478, determinava
que a PETROBRAS deveria constituir uma subsidiária com
atribuições específicas de operar e construir seus
dutos, terminais marítimos e embarcações para o
transporte de petróleo, seus derivados e gás natural. A
intenção era fortalecer e ampliar esse importante setor
da PETROBRAS.
Assim nascia a TRANSPETRO. Um ano depois foi realizada a 1ª
reunião da Diretoria que chancelou a fundação.
Encontrava-se no comando da FRONAPE, nessa ocasião, o nosso
colega CLC Ronaldo Cevidanes Nunes Machado e na Diretoria de
Transportes da PETROBRAS, o Almirante-de-Esquadra Arnaldo Leite
Pereira, que participa deste almoço.
Na ocasião, em seu pronunciamento sobre o evento, o Comandante
Ronaldo afirmou:
Neste momento de tantas mudanças na área de Transporte da
Petrobras, quando sua atividade marítima vai deixar de ser um
órgão da empresa para ser uma de suas
subsidiárias, é indispensável avaliar pela
importância estratégica e econômica do navio, na
estrutura da Petrobras, o melhor perfil com que a nova
subsidiária deva ser criada.
Há oito anos o Senador Sérgio Machado assumiu a
Presidência da TRANSPETRO. Compreendendo a importância da
nova subsidiária na composição da PETROBRAS,
liderou o programa de renovação da frota, com decisivo
apoio do presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Surgiu nessa
ocasião um ousado programa de
construção de navios denominado PROMEF: (Programa de
Renovação e Expansão da Frota). O PROMEF trouxe em
seu bojo a revitalização da indústria de
construção naval que, após ter sido uma das
maiores do mundo na década de 70, do século passado,
encontrava-se abandonada e sucateada.
Enquanto isso a PETROBRAS seguia o seu processo desenvolvimentista com
a descoberta do pré-sal e outras bacias petrolíferas
“offshore”.
Hoje o petróleo é para o nosso país o que foi no
passado o café: “uma pepita de ouro no garimpo da
esperança”.
Dentro desse contexto a TRANSPETRO transformou-se na maior empresa de
navegação marítima do Brasil. É
também uma referência na Marinha Mercante pela
resistência em manter a nossa bandeira tremulando em seus navios
e os nossos tripulantes em seus postos de trabalho.
É uma empresa que teima em ter esperança.
Respeitamos aqueles que discordam da nossa opinião, mas
será que o Brasil não tem condições de
transportar com os nossos tripulantes e com bandeira brasileira o
petróleo e a carga que produz?
Será que
precisamos chamar as bandeiras de conveniência,
verdadeiras bandeiras de aluguel, para substituir o nosso
Pavilhão nas adriças e mastros dos nossos navios?
Será que apesar do respeito que merecem esses trabalhadores,
precisamos convocar filipinos, croatas, coreanos e outras
nacionalidades para substituírem os nossos tripulantes?
Acreditamos que existam dificuldades, mas não cremos em problema
sem solução.
Na administração do Dr. Sérgio Machado têm
sido tomadas medidas corajosas que engrandecem a Empresa e aqueles que
a dirigem.
A Marinha do Brasil, a TRANSPETRO e os Armadores que acreditam no nosso
país, certamente envidarão esforços para
solucionar os problemas que se apresentam.
“Pior que a criança que tem medo do escuro é o adulto que
se apavora com a luz”.
Agradecemos ao Dr. Sérgio Machado pela oportunidade que tem dado
aos companheiros que exercem comando e chefia em seus navios,
acreditando que a experiência adquirida no mar é
útil a sua administração em terra.
Companheiros do mar como:
CLC José Menezes Filho
CLC Hidehiko Kaneco
CLC Hilton Santos Moreno
CLC Nilson Ferreira Nunes Filho
OSM Fernando Esper Mota
CLC Jones Alexandre Barros Soares
CLC Marco Antonio
Gonçalves e muitos outros, ocupam lugares de
destaque na Empresa e cerram fileiras com os Diretores, engenheiros e
demais funcionários que há longos anos trabalham em prol
do desenvolvimento da TRANSPETRO e da Marinha Mercante Brasileira.
A eles, o nosso apreço e a nossa homenagem.
A palavra “apagão” tem sido usada para caracterizar a falta de
oficiais que guarnecem os nossos navios. Preferimos não
acreditar nesse exagero.
O apagão que mais tememos é o “apagão” do
patriotismo, da esperança, da nossa bandeira nos mastros dos
nossos navios e da oportunidade para os tripulantes brasileiros.
Dr. Sergio Machado, como disse, este almoço tem o
propósito de homenagear a TRANSPETRO.
Por este motivo o CCMM reuniu aqui Chefes Navais de grande
prestígio, Armadores, Autoridades, Líderes Sindicais,
Presidentes e Diretores de entidades ligadas a nossa solidária
comunidade marítimas. Amigos e amigas também se encontram
presentes a este evento para ajudar a apagar essas significativas 13
velas.
Não importa que sejam 13 ou 130, o essencial é sabermos
que em todas as ocasiões a TRANSPETRO tem tido fôlego para
apagá-las.
Parabéns Presidente, pelo patriótico trabalho em prol da
Marinha Mercante, da PETROBRAS e do Brasil.
Só conquistam o mundo os que ousam; os burocratas não
conseguem, sequer, escrever uma página na história. A
TRANSPETRO, no mar, cumpre a sua missão.
Parabéns pela ousadia, pela determinação e
principalmente pela coragem com que enfrentam e solucionam os problemas
que se apresentam.
Não existem grandes marinheiros sem grandes tormentas.
Muito Obrigado!
|
|
MENSAGEM DE AGRADECIMENTO
Agradeço aos colegas, amigos e demais companheiros que se
solidarizaram comigo por ocasião do problema de saúde que
enfrentei recentemente.
Foi confortador receber as mensagens e sentir a
preocupação e o carinho de vocês.
A solidariedade é a mais nobre das virtudes humanas e
está intimamente ligada a nossa profissão.
Mais do que nunca sinto orgulho da minha condição de
homem do mar e feliz por continuar entre todos.
Os marinheiros são como as árvores: morrem de pé.
Saudações marinheiras!
Alvaro Almeida Junior.
|
5-12-2010
Pronunciamento
do CLC Álvaro José de Almeida Junior, presidente do CCMM
no almoço de confraternização de fim de ano, no
Hotel Guanabara – 15.12.2010.
O nosso
almoço de confraternização de hoje reveste-se de
grande importância.
A primeira
década do século XXI está prestes a terminar e a
IMO teve a feliz iniciativa de considerar 2010 o ano Marítimo
Internacional, na nossa avaliação, um acontecimento
marcante. Pelo motivo exposto convidamos para este evento importantes
chefes navais de elevado prestígio na Marinha do Brasil e que
exerceram o cargo de chefes da Delegação Brasileira na
IMO. Encontram-se presentes os Almirantes-de-Esquadra Mauro
César
Ribeiro e Sérgio Gitirana Florêncio Chagas Teles,
ex-ministros da Marinha, bem como os Almirantes-de-Esquadra Miguel
Ângelo Davena e Carlos Augusto Vasconcelos Saraiva Ribeiro,
ex-membros destacados do Almirantado.
Não
podemos esquecer, entretanto, o Almirante-de-Esquadra Mauro
Magalhães de Souza Pinto, Chefe Naval dos mais dignos e
respeitados, que partiu numa singradura de saudade quando exercia, em
Londres, as funções de Delegado da Comissão
Brasileira na IMO.
Um povo
que não cultua os seus valores não pode almejar o
respeito
das gerações futuras.
Aos
Almirantes citados e suas equipes, o reconhecimento da Comunidade
Marítima Brasileira.
A IMO
(International Maritime Organization), como sabemos, é a
agência da ONU que trata da política de Transporte
Marítimo no mundo, e que conta com 169 países membros e
três Estados associados.
A
importância do Transporte Marítimo está expressa
nas
palavras do Secretário Geral da Organização: “se
todos os navios que navegam pelos mares parassem, a metade do mundo
morreria de fome e a outra metade morreria de frio”. Não existe
exagero nessas palavras para aqueles que conhecem a importância
do
transporte sobre água.
“Quem teve
a idéia de cortar o tempo em fatias, a que deu nome de ano, foi
um individuo genial.
Industrializou
a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses
dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
E
aí entra o milagre da renovação.
Tudo
começa outra vez, com outro número, outra vontade de
recomeçar, acreditando que daqui para diante vai ser diferente”.
Com essas
palavras de Carlos Drummond de Andrade, levamos a nossa mensagem de
esperança a todos que aqui compareceram: aos Srs. Almirantes e
demais oficiais da Marinha do Brasil, aos membros da Comunidade
Marítima, representados por líderes sindicais, Armadores,
presidentes e diretores de entidades de classe, os amigos diletos
presentes, às senhoras e senhoritas, representantes da mais
generosa manifestação da criação: a mulher
–
e, finalmente, aos caros colegas, homens e mulheres companheiros do mar
que são os verdadeiros anfitriões deste evento.
Não podemos esquecer, neste momento, os companheiros que
estão no mar, cumprindo uma importante missão no
exercício de uma das mais valorosas profissões, como
também àqueles que partiram para a última
singradura, deixando uma esteira de saudade e exemplos a serem seguidos.
Desejamos
que no próximo ano toda a sociedade permaneça unida em
seus objetivos, particularmente a comunidade marítima, pois sem
a
força dessa coesão “somos barcos parados nos mares do
tédio”, dizia Fernão Capelo Gaivota.
Que no ano
vindouro a fraternidade e a solidariedade sejam virtudes presentes em
nosso cotidiano: não permitamos que alguém venha
até nós e vá embora sem se sentir um pouco mais
feliz.
A todos um
Natal compartilhado e um ano de renovadas esperanças. Não
há limite para o sonho, basta acreditar.
Deixo a
todos para meditação, como mensagem para o próximo
ano, palavras de William Shakespeare: “Plante o seu jardim e decore a
sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga
flores”.
Muito
obrigado!
E boa
sorte.
|
20-07-2010
HOMENAGEM AOS MORTOS
DAS MARINHAS DE GUERRA E MERCANTE NA 2ª. GUERRA MUNDIAL
Pronunciamento do CLC Álvaro José de Almeida Junior –
Presidente do CCMM.
Nesta cripta de saudade,
às margens do glauco espelho de águas serenas da baia de
Guanabara, encontram-se gravados, além dos pracinhas do
Exército e da Força Aérea, os nomes de mais de mil
e quinhentos heróis do mar, entre tripulantes de navios da
Marinha Brasileira, da Marinha Mercante e passageiros que tiveram como
destino o mais nobre dos túmulos: o mar.
Uma nação,
seja marítima ou não, depende, em última
análise, do mar.
Se considerarmos a Marinha
do Brasil e a Marinha Mercante unidas em seus objetivos, isto é,
o Poder Marítimo Brasileiro, teremos a importância de um
poder determinante, sem o qual nenhum país no mundo pode
impor-se
como nação desenvolvida. Foi assim no passado, é
assim no presente e será assim no futuro.
Durante a 2ª guerra
mundial, os americanos construíram em 4 anos cinco mil navios
mercantes para socorrer, com material bélico e alimentos, a
Grã-Bretanha e a Rússia, debilitadas pela
ação do inimigo e que, com sacrifício, resistiam
ao
domínio nazista no continente europeu. Do outro lado
encontravam-se os alemães e italianos com suas frotas de
submarinos, prontos para interromper esse
fluxo.
Cerca de 20% da numerosa frota mercante foi afundada e milhares de
vidas
ceifadas. Não tememos afirmar que o Poder Marítimo
americano, com sua força naval de superfície protegendo
os
milhares de navios mercantes, garantiu a logística de
abastecimento dos países aliados seriamente ameaçados.
Mais uma vez o Poder
Marítimo mostrou a sua força no hemisfério norte.
No hemisfério sul,
embora sem os meios de que dispunham os nórdicos, a nossa
ação no mar foi tão heróica quanto a dos
nossos aliados setentrionais. Afinal, os homens e mulheres do mar
têm todos as mesmas aspirações, os mesmos ideais e
as mesmas esperanças.
Hoje não nos cabe
citar números, todos os presentes conhecem as nossas perdas e os
atos de bravura dos nossos
marinheiros.
Estamos reunidos para reverenciar aqueles que lutaram e morreram por
uma
causa nobre, naquilo que acreditavam: a liberdade.
Alguns ex-combatentes heróicos
estão presentes a este evento, certamente em número menor
que no ano passado. Uma das ausências mais sentidas é a do
Almirante-de-Esquadra Eddy Sampaio Spellet, que partiu recentemente. A
sua presença austera e ao mesmo tempo cativante, era uma
constante em eventos como este, no qual se reverencia os heróis
da 1ª e 2ª guerras mundiais.
Partiu numa singradura de saudade e
nos deixou um exemplo de vida, de profissionalismo e de amor a
Pátria.
Como no hemisfério
norte, as nossas Marinha Mercante e Marinha do Brasil sofreram perdas
humanas e materiais consideráveis, mas jamais os nossos
marinheiros fugiram ao cumprimento do dever. Os submarinos inimigos
não os intimidaram. Foram até o fim fiéis ao
princípio de que “à Pátria nada se pede tudo se
dá, se preciso a própria vida”. Foi o que motivou os
bravos marinheiros do nosso país.
A Marinha do Brasil,
guardiã dos nossos feitos no mar, tem mantido acesa a chama ao
reverenciar, como acontece hoje, os brasileiros que participaram nos
oceanos de confrontos armados. As gerações futuras
precisam desta indispensável referência. Infeliz o povo
que
não cultua a sua história e não festeja os seus
heróis. Por outro lado, feliz a nação que pranteia
aqueles que não a desonraram.
Sabemos que entre
nações não existe amizade e sim interesses. Os
amigos de hoje podem ser os inimigos de amanhã. Por essa
razão o país deve estar preparado para o confronto ou
para
a dissuasão, bem como para manter o fluxo de suas
exportações e importações.
O Poder Marítimo, com seus componentes Civil
e Militar, precisa ter suas frotas renovadas para que possamos ser
militar e economicamente respeitados. A deficiência de um
certamente enfraquecerá o todo: “nenhuma corrente é mais
forte do que o seu elo mais fraco”.
Meus queridos
ex-combatentes, aqui ou no além, a Pátria agradece.
Lembrem-se: “o mar é o nosso compromisso e o horizonte o nosso
infinito”.
Muito obrigado!
14-07-2010
HOMENAGEM DO CCMM AO
VICE-ALMIRANTE PAULO JOSÉ RODRIGUES DE CARVALHO
Pronunciamento do CLC Álvaro José de Almeida Junior -
Presidente do CCMM.
“Grande na sua
modéstia e modesto na sua grandeza”.
Esta máxima poderia
encimar à biografia do nosso homenageado, Vice-Almirante Paulo
José Rodrigues de Carvalho.
Após carreira de sucesso na Marinha do
Brasil, graças ao seu espírito marinheiro e a sua
eficiência profissional, em boa hora foi nomeado Diretor de
Portos
e Costas. Se considerarmos que a DPC é uma OM de alcance
nacional, compreenderemos a preocupação do Comando da
Marinha em designar, para a sua direção, Chefes Navais de
elevado conceito.
Representando o Poder
Marítimo Brasileiro e interagindo diretamente com setores vitais
da Marinha Mercante, é a DPC um importante elo entre os
componentes civil e militar do Poder Marítimo, setor
estratégico na composição política de
qualquer estado soberano, principalmente em se tratando de um
país com mais de sete mil quilômetros de Costa
oceânica e 40 mil quilômetros de hidrovias interiores.
Durante a sua
permanência na DPC, que se prolongou por quase três anos, o
Almirante Paulo José dispensou especial atenção a
vários setores fundamentais para o funcionamento do transporte
marítimo, com ênfase no ensino profissional
marítimo, e conseguiu verba para as grandes reformas do CIABA
que, juntamente com o CIAGA, constituem a nossa universidade do mar. A
expansão do ensino profissional marítimo foi outra de
suas
preocupações imediatas.
Procurou suprir a falta de
tripulantes, particularmente de oficiais, indispensáveis ao
fluxo
da frota mercante. Fez o que era possível e tentou o
impossível. Várias NORMANS, contemplando setores vitais
de
nossa atividade foram assinadas. No âmbito do fundo profissional
marítimo atendeu às reivindicações dos
membros do conselho, sempre com o propósito de dirimir
dúvidas e compartilhar dos anseios dessa importante atividade.
Inúmeras outras
realizações foram levadas a efeito durante a sua
gestão na DPC, com o propósito de atender a demanda dos
meios e preservar a dignidade dos homens e mulheres do mar que prestam
relevantes serviços a bordo de seus navios.
O Centro dos Capitães
vos é grato pela maneira cordial com que sempre nos recebeu,
assim como ao total apoio aos nossos pleitos, todos visando o sucesso
da
Marinha Mercante Brasileira. Destacamos a impressão da 1ª
edição do livro “História da Marinha Mercante”, em
2 volumes, organizada e escrita pelo nosso colega CLC Alberto Aquino
com
apoio do CLC Carlos Eugênio Dufriche, e o hino da Marinha
Mercante
Brasileira, de autoria também de dois
Capitães-de-longo-curso e que foi oficializado pela MB
graças ao vosso indispensável apoio. Debitamos
também ao Almte. Paulo José o empenho à portaria
nº: 14 que criou o distintivo de Comodoro para premiar os
comandantes com maior tempo de serviço e que se destacaram no
mar. Várias outras reivindicações foram atendidas.
O Almirante Paulo
José é desses raros chefes que tem a
preocupação de não deixar que as pessoas cheguem
até ele e se retirem sem se sentirem um pouco mais felizes.
Na nossa
apreciação, o que mais chama atenção na
personalidade de nosso homenageado, é a simplicidade com que
desempenha as elevadas funções que assume.
A propósito de vossa
profícua atuação na DPC, desejamos saudá-lo
com os dizeres de um soneto de Carlos Drummond de Andrade:
“As coisas findas, muito
mais que lindas, sempre ficarão...”
Resta-nos desejar ao dileto
amigo uma singradura de sucesso na nova estratégica
missão
que assumiu à frente do Estado Maior da mais importante OM
operativa da Marinha do Brasil: o Comando de Operações
Navais e a Diretoria Geral de Navegação.
Estamos certos que falamos
não só em nome do Centro dos Capitães como,
certamente, em nome de todos os seguimentos do transporte
aquaviário aqui presentes, na pessoa de seus mais
legítimos e destacados líderes.
Almirante, existem
emoções que as palavras não traduzem, não
obstante, desejamos materializar o nosso grande apreço e estima
na placa que passamos às vossas mãos .
|
|
A revolução dos
portacontentores (full-containers)
Comte. Álvaro José de Almeida Júnior -
CLC
22-06-2009
Os navios portacontentores são unidades celulares que surgiram
na segunda metade do século passado e evoluíram numa
tecnologia dinâmica, alcançando hoje o gigantismo dos
navios graneleiros, petroleiros e passageiros.
Podemos dizer que o navio “full-container” revolucionou o sistema de
transporte marítimo de carga geral e possibilitou uma economia
de
escala nunca vista em outro meio de transporte.
O Brasil atrasou-se muito na modernização da sua frota,
isto é, na substituição dos navios convencionais
de
carga geral por portacontentores.
Os motivos dessa revolução ocorrida no transporte sobre
água devem-se às seguintes vantagens: carga protegida de
avaria e roubo; não interrupção da
operação em consequência de chuva ou
precipitação de neve; unitização de carga
que admite a simultaneidade na operação de carregamento e
descarga com o emprego de apenas dois homens no controle.
Podemos acrescentar que a carga transportada por um navio
portacontentores, dependendo do porte, poderá representar a
carga
de vários navios convencionais e asseguramos que a
navegação de cabotagem só foi retomada com o
emprego desse tipo de navio.
O primeiro “full-container” brasileiro – N/M “Copacabana” - foi
construído na Alemanha, em Flensburg, para a Empresa de
Navegação Aliança (grupo Fischer) e chegou ao
Brasil em 1984, pouco antes do “Loide Pacifico”, construído no
Japão para o Loyd Brasileiro.
O “Copacabana”, que recebemos a agradável missão de ser
seu primeiro Comandante, continua no tráfego, e é um
navio
para 1.300 TEUs, com porões frigoríficos para carga
insulada e dispositivos no convés para ligações de
contêineres frigoríficos.
Convém acrescentar que apesar de ser um navio construído
há 25 anos, saiu do estaleiro com equipamentos ainda hoje
considerados modernos: hélice de passo controlável,
“bow-thruster”, gerador de eixo, computador de carga, 2 radares arpa,
etc.
Hoje os portacontentores são verdadeiros gigantes dos mares com
capacidade para 15.000 TEUs ou mais, capazes de per si receberem a
carga
de 12 navios convencionais.
|
| Abaixo, uma expressão de amor ao N/M
"Copacabana" que expressa todo o sentimento e dedicação
que este Navio nos merece. |
|
Pesquisado na
Internet
Autor: Ozawa,
em 18 Abr, 2008 às 11:02
1984…, ao
cair de uma tarde de sábado, durante uma visitação
pública à embarcações dos EEUU, atracadas
no
pier da Pça. Mauá/RJ, após a
operação
UNITAS, no castelo de proa de uma fragata americana, estávamos
eu, meu irmão e meu pai, quando vi aquela cena
indescritível, aquele lindo mercante, cores vivíssimas,
“novo de fábrica”, amplamente iluminado, suspendia do porto do
Rio…
Sua imagem me magnetizou e jamais pude esquecer-lhe o nome, as linhas e
as cores…
Hoje, por este sítio, salvo sua belísisma imagem e
ilustro a área de trabalho de meu vídeo como uma
visão eterna daquela tarde de sábado…, seu nome: N/M COPACABANA !
|
|
Um exemplo a ser seguido
Comte. Álvaro José de Almeida Júnior - CLC |
O porto de Xangai na China é o segundo maior porto do mundo por
movimento de contêineres e o maior por volume de carga, a caminho
de superar Cingapura no ano que vem.
O complexo portuário
naquela cidade chinesa é administrado pela prefeitura local que
arrenda as operações do porto a empresas privadas, sem
que
isso afete o projeto do dirigente chinês Deng Xiaoping
(1904-1998)
de criar a sua “economia de mercado socialista”.
Parece um paradoxo que um regime comunista entregue para empresas
privadas internacionais os espaços de seus portos para
funcionarem como terminais privados multinacionais, enquanto em
países democráticos, como o nosso, alguns portos
permaneçam no antigo sistema arcaico burocrático.
|
Mas não há contradição nas decisões
lúcidas de Xiaoping que já profetizou um dia: “não
importa a cor do gato desde que ele cace os ratos...”
Se existe paradoxo na atitude do falecido líder chinês,
este é um saudável contrassenso, pois contribuiu para que
a China aumentasse o seu produto interno bruto em mais de 10% ao ano,
além de passar a contar com um dos maiores portos do planeta.
Planeta
que, ao invés de Terra, deveria mais apropriadamente, chamar-se
Planeta Água. |
| Mensagem de Ano Novo do Presidente |
|
Chegamos
ao final de mais um ano. A exemplo do anterior, 2009 chegou
como que a desafiar o tempo. As pessoas não são mais as
mesmas, o mundo não é o mesmo. A mudança é
evidente.
Vivemos momentos de expectativa quanto ao futuro do nosso planeta. O
medo nos atormenta: o medo do desconhecido, da incerteza, dos anos que
passaram, dos anos futuros, da nova ordem social do país e da
crise econômica que vem abalando o mundo financeiro. Em suma,
estamos vivendo tempos de incertezas, mas também de
esperanças.
É tempo de transição. Esperamos que esta nos
conduza a dias melhores.
Deste modo, o que fazer? Qual a atitude mais recomendável?
Embora com incertezas, podemos fazer um exercício mental a
respeito do que nos parece razoável – “pensemos como
cidadãos”. Um mundo melhor só depende de nós.
Promover a mudança de mentalidade para atender as
exigências do mundo moderno é um bom meio. O Brasil
é um país de uma sociedade aberta, cujos esforços
para atingir a maturidade devem ser estimulados por uma política
que dependa exatamente da mobilização popular e por um
ímpeto criador que não se confunda com
agitação.
Precisamos de mudanças. A primeira é aquela sem a qual
nenhuma outra se torna possível – “a mudança de
mentalidade”. Afinal somos um povo sem preconceito racial, devemos ser
também um povo sem preconceito ideológico.
Não nos deixemos dividir, pois unidos faremos o que o Brasil
espera de nós. Nesta linha de raciocínio, o nosso
problema
não é o de simples reformas, mas de uma
revolução profunda e verdadeira. Não a
revolução da violência das guerras, mas a
revolução positiva e a ação planejada,
dentro dos limites da democracia.
É necessária a transformação do modo de
pensar da sociedade, em favor de dias melhores para muitos que aguardam
ações significativas e de efeito duradouro.
O exemplo dos EEUU se insere nessas mudanças. Pela primeira vez
na sua história, a maior potência econômica e
militar
do mundo, elege um negro para dirigir os seus destinos.
No Brasil, embora se reconheça que já aconteceram algumas
alterações interessantes no campo político e
social
nestes últimos anos, outras são necessárias.
Adiá-las não seria procedimento aconselhável.
Finalizando, quero deixar uma mensagem de otimismo, de confiança
no futuro e de mudanças positivas.
Não há limites para sonhar. Basta acreditar.
“FELIZ ANO NOVO”.
Saudações marinheiras!
Álvaro José de Almeida Jr.
Presidente do Centro dos Capitães da Marinha Mercante.
|
| Palavras do Diretor |

|
CLC- JUAREZ OLIVEIRA
LIMA
DIRETOR DE MARKETING E
PROPAGANDA
Já
há algum tempo o Centro dos Capitães da Marinha
Mercante-CCMM vinha sentindo a lacuna da ausência de um “site”
que
permitisse aos internautas navegar nas atividades do dia-a-dia da nossa
Associação.
Agora, tudo isso é possível: os internautas
poderão saber, com a devida antecedência, das nossas
atividades agendadas e as que serão realizadas, bem como efetuar
consultas de interesse ao meio marítimo.
Além disso, os temas abordados em nosso site serão de
suma importância, ou seja, têm sempre precedência
sobre quaisquer outros que por ventura venham a surgir no decorrer de
suas
publicações.
|
Gostaríamos ainda de lembrar aos nossos leitores,
que a visão do nosso site não é de “ativista”, ou
seja, atividade pela atividade, e sim, a de trabalharmos enquanto
é dia, atendendo e obedecendo aos interesses dos
internautas.
Portanto, a nossa pretensão, ao se criar o site do CCMM, nunca
será a atividade em si, mas aquilo que dela poderá
resultar de positivo nas pesquisas dos leitores.
Aproveitamos aqui para agradecer a todos que trabalharam com denodo e
dedicação na elaboração do site, esperando
receber, por parte dos nossos internautas, suas
contribuições de maneira que possamos enriquecer e
aprimorar cada vez mais os assuntos abordados.
Agora que tudo está pronto pode parecer fácil.
Todavia, os companheiros não fazem idéia do que é
preparar um trabalho como este, cuja essência principal é
estabelecer um elo “on line” entre o Centro dos Capitães da
Marinha Mercante e toda classe marítima, ou não, que
buscam fontes de informações ricas em assuntos do
quotidiano marítimo.
Então, cabe a nós colocarmos mãos à obra e
tocarmos em frente essa missão; ou melhor: dar um “GO AHEAD” em
direção ao sucesso do site do CCMM.
Concluindo, lembramos a todos, mais uma vez, de que a
participação espontânea de cada um dos nossos
leitores, é de suma importância para o êxito
deste trabalho.
Podemos contar com V O C Ê?
|
|
|
|
|