Não Há Navios Sem Marinheiros



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Palavras do Presidente do Centro dos Capitães


20-07-2010


HOMENAGEM AOS MORTOS DAS MARINHAS DE GUERRA E MERCANTE NA 2ª. GUERRA MUNDIAL

Pronunciamento do CLC Álvaro José de Almeida Junior – Presidente do CCMM.

        Nesta cripta de saudade, às margens do glauco espelho de águas serenas da baia de Guanabara, encontram-se gravados, além dos pracinhas do Exército e da Força Aérea, os nomes de mais de mil e quinhentos heróis do mar, entre tripulantes de navios da Marinha Brasileira, da Marinha Mercante e passageiros que tiveram como destino o mais nobre dos túmulos: o mar.
        Uma nação, seja marítima ou não, depende, em última análise, do mar.
        Se considerarmos a Marinha do Brasil e a Marinha Mercante unidas em seus objetivos, isto é, o Poder Marítimo Brasileiro, teremos a importância de um poder determinante, sem o qual nenhum país no mundo pode impor-se como nação desenvolvida. Foi assim no passado, é assim no presente e será assim no futuro.
        Durante a 2ª guerra mundial, os americanos construíram em 4 anos cinco mil navios mercantes para socorrer, com material bélico e alimentos, a Grã-Bretanha e a Rússia, debilitadas pela ação do inimigo e que, com sacrifício, resistiam ao domínio nazista no continente europeu. Do outro lado encontravam-se os alemães e italianos com suas frotas de submarinos, prontos para interromper esse fluxo.                   Cerca de 20% da numerosa frota mercante foi afundada e milhares de vidas ceifadas. Não tememos afirmar que o Poder Marítimo americano, com sua força naval de superfície protegendo os milhares de navios mercantes, garantiu a logística de abastecimento dos países aliados seriamente ameaçados.
        Mais uma vez o Poder Marítimo mostrou a sua força no hemisfério norte.
        No hemisfério sul, embora sem os meios de que dispunham os nórdicos, a nossa ação no mar foi tão heróica quanto a dos nossos aliados setentrionais. Afinal, os homens e mulheres do mar têm todos as mesmas aspirações, os mesmos ideais e as mesmas esperanças.
        Hoje não nos cabe citar números, todos os presentes conhecem as nossas perdas e os atos de bravura dos nossos marinheiros.             Estamos reunidos para reverenciar aqueles que lutaram e morreram por uma causa nobre, naquilo que acreditavam: a liberdade.
      Alguns ex-combatentes heróicos estão presentes a este evento, certamente em número menor que no ano passado. Uma das ausências mais sentidas é a do Almirante-de-Esquadra Eddy Sampaio Spellet, que partiu recentemente. A sua presença austera e ao mesmo tempo cativante, era uma constante em eventos como este, no qual se reverencia os heróis da 1ª e 2ª guerras mundiais. Partiu       numa singradura de saudade e nos deixou um exemplo de vida, de profissionalismo e de amor a Pátria.
        Como no hemisfério norte, as nossas Marinha Mercante e Marinha do Brasil sofreram perdas humanas e materiais consideráveis, mas jamais os nossos marinheiros fugiram ao cumprimento do dever. Os submarinos inimigos não os intimidaram. Foram até o fim fiéis ao princípio de que “à Pátria nada se pede tudo se dá, se preciso a própria vida”. Foi o que motivou os bravos marinheiros do nosso país.
        A Marinha do Brasil, guardiã dos nossos feitos no mar, tem mantido acesa a chama ao reverenciar, como acontece hoje, os brasileiros que participaram nos oceanos de confrontos armados. As gerações futuras precisam desta indispensável referência. Infeliz o povo que não cultua a sua história e não festeja os seus heróis. Por outro lado, feliz a nação que pranteia aqueles que não a desonraram.
        Sabemos que entre nações não existe amizade e sim interesses. Os amigos de hoje podem ser os inimigos de amanhã. Por essa razão o país deve estar preparado para o confronto ou para a dissuasão, bem como para manter o fluxo de suas exportações e importações.
    O Poder Marítimo, com seus componentes Civil e Militar, precisa ter suas frotas renovadas para que possamos ser militar e economicamente respeitados. A deficiência de um certamente enfraquecerá o todo: “nenhuma corrente é mais forte do que o seu elo mais fraco”.
        Meus queridos ex-combatentes, aqui ou no além, a Pátria agradece. Lembrem-se: “o mar é o nosso compromisso e o horizonte o nosso infinito”.

        Muito obrigado!





14-07-2010


HOMENAGEM DO CCMM AO VICE-ALMIRANTE PAULO JOSÉ RODRIGUES DE CARVALHO

Pronunciamento do CLC Álvaro José de Almeida Junior - Presidente do CCMM.


        “Grande na sua modéstia e modesto na sua grandeza”.
        Esta máxima poderia encimar à biografia do nosso homenageado, Vice-Almirante Paulo José Rodrigues de Carvalho.
     Após carreira de sucesso na Marinha do Brasil, graças ao seu espírito marinheiro e a sua eficiência profissional, em boa hora foi nomeado Diretor de Portos e Costas. Se considerarmos que a DPC é uma OM de alcance nacional, compreenderemos a preocupação do Comando da Marinha em designar, para a sua direção, Chefes Navais de elevado conceito.
        Representando o Poder Marítimo Brasileiro e interagindo diretamente com setores vitais da Marinha Mercante, é a DPC um importante elo entre os componentes civil e militar do Poder Marítimo, setor estratégico na composição política de qualquer estado soberano, principalmente em se tratando de um país com mais de sete mil quilômetros de Costa oceânica e 40 mil quilômetros de hidrovias interiores.
        Durante a sua permanência na DPC, que se prolongou por quase três anos, o Almirante Paulo José dispensou especial atenção a vários setores fundamentais para o funcionamento do transporte marítimo, com ênfase no ensino profissional marítimo, e conseguiu verba para as grandes reformas do CIABA que, juntamente com o CIAGA, constituem a nossa universidade do mar. A expansão do ensino profissional marítimo foi outra de suas preocupações imediatas.
        Procurou suprir a falta de tripulantes, particularmente de oficiais, indispensáveis ao fluxo da frota mercante. Fez o que era possível e tentou o impossível. Várias NORMANS, contemplando setores vitais de nossa atividade foram assinadas. No âmbito do fundo profissional marítimo atendeu às reivindicações dos membros do conselho, sempre com o propósito de dirimir dúvidas e compartilhar dos anseios dessa importante atividade.
        Inúmeras outras realizações foram levadas a efeito durante a sua gestão na DPC, com o propósito de atender a demanda dos meios e preservar a dignidade dos homens e mulheres do mar que prestam relevantes serviços a bordo de seus navios.
        O Centro dos Capitães vos é grato pela maneira cordial com que sempre nos recebeu, assim como ao total apoio aos nossos pleitos, todos visando o sucesso da Marinha Mercante Brasileira. Destacamos a impressão da 1ª edição do livro “História da Marinha Mercante”, em 2 volumes, organizada e escrita pelo nosso colega CLC Alberto Aquino com apoio do CLC Carlos Eugênio Dufriche, e o hino da Marinha Mercante Brasileira, de autoria também de dois Capitães-de-longo-curso e que foi oficializado pela MB graças ao vosso indispensável apoio. Debitamos também ao Almte. Paulo José o empenho à portaria nº: 14 que criou o distintivo de Comodoro para premiar os comandantes com maior tempo de serviço e que se destacaram no mar. Várias outras reivindicações foram atendidas.
        O Almirante Paulo José é desses raros chefes que tem a preocupação de não deixar que as pessoas cheguem até ele e se retirem sem se sentirem um pouco mais felizes.
        Na nossa apreciação, o que mais chama atenção na personalidade de nosso homenageado, é a simplicidade com que desempenha as elevadas funções que assume.
        A propósito de vossa profícua atuação na DPC, desejamos saudá-lo com os dizeres de um soneto de Carlos Drummond de Andrade:
        “As coisas findas, muito mais que lindas, sempre ficarão...”
        Resta-nos desejar ao dileto amigo uma singradura de sucesso na nova estratégica missão que assumiu à frente do Estado Maior da mais importante OM operativa da Marinha do Brasil: o Comando de Operações Navais e a Diretoria Geral de Navegação.
        Estamos certos que falamos não só em nome do Centro dos Capitães como, certamente, em nome de todos os seguimentos do transporte aquaviário aqui presentes, na pessoa de seus mais legítimos e destacados líderes.
        Almirante, existem emoções que as palavras não traduzem, não obstante, desejamos materializar o nosso grande apreço e estima na placa que passamos às vossas mãos .





A revolução dos portacontentores (full-containers)

Comte. Álvaro José de Almeida Júnior - CLC                                                                                             22-06-2009




Os navios portacontentores são unidades celulares que surgiram na segunda metade do século passado e evoluíram numa tecnologia dinâmica, alcançando hoje o gigantismo dos navios graneleiros, petroleiros e passageiros.
Podemos dizer que o navio “full-container” revolucionou o sistema de transporte marítimo de carga geral e possibilitou uma economia de escala nunca vista em outro meio de transporte.
O Brasil atrasou-se muito na modernização da sua frota, isto é, na substituição dos navios convencionais de carga geral por portacontentores.
Os motivos dessa revolução ocorrida no transporte sobre água devem-se às seguintes vantagens: carga protegida de avaria e roubo; não interrupção da operação em consequência de chuva ou precipitação de neve; unitização de carga que admite a simultaneidade na operação de carregamento e descarga com o emprego de apenas dois homens no controle.
Podemos acrescentar que a carga transportada por um navio portacontentores, dependendo do porte, poderá representar a carga de vários navios convencionais e asseguramos que a navegação de cabotagem só foi retomada com o emprego desse tipo de navio.

O primeiro “full-container” brasileiro – N/M “Copacabana” - foi construído na Alemanha, em Flensburg, para a Empresa de Navegação Aliança (grupo Fischer) e chegou ao Brasil em 1984, pouco antes do “Loide Pacifico”, construído no Japão para o Loyd Brasileiro.
O “Copacabana”, que recebemos a agradável missão de ser seu primeiro Comandante, continua no tráfego, e é um navio para 1.300 TEUs, com porões frigoríficos para carga insulada e dispositivos no convés para ligações de contêineres frigoríficos.
Convém acrescentar que apesar de ser um navio construído há 25 anos, saiu do estaleiro com equipamentos ainda hoje considerados modernos: hélice de passo controlável, “bow-thruster”, gerador de eixo, computador de carga, 2 radares arpa, etc.

Hoje os portacontentores são verdadeiros gigantes dos mares com capacidade para 15.000 TEUs ou mais, capazes de per si receberem a carga de 12 navios convencionais.

Abaixo, uma expressão de amor ao N/M "Copacabana" que expressa todo o sentimento e dedicação que este Navio nos merece.
Pesquisado na Internet

Autor: Ozawa, em 18 Abr, 2008 às 11:02

1984…, ao cair de uma tarde de sábado, durante uma visitação pública à embarcações dos EEUU, atracadas no pier da Pça. Mauá/RJ, após a operação UNITAS, no castelo de proa de uma fragata americana, estávamos eu, meu irmão e meu pai, quando vi aquela cena indescritível, aquele lindo mercante, cores vivíssimas, “novo de fábrica”, amplamente iluminado, suspendia do porto do Rio…
Sua imagem me magnetizou e jamais pude esquecer-lhe o nome, as linhas e as cores…
Hoje, por este sítio, salvo sua belísisma imagem e ilustro a área de trabalho de meu vídeo como uma visão eterna daquela tarde de sábado…, seu nome:  N/M COPACABANA !

Um exemplo a ser seguido 

Comte. Álvaro José de Almeida Júnior - CLC

                O porto de Xangai na China é o segundo maior porto do mundo por movimento de contêineres e o maior por volume de carga, a caminho de superar Cingapura no ano que vem.

     O complexo portuário naquela cidade chinesa é administrado pela prefeitura local que arrenda as operações do porto a empresas privadas, sem que isso afete o projeto do dirigente chinês Deng Xiaoping (1904-1998) de criar a sua “economia de mercado socialista”.

            Parece um paradoxo que um regime comunista entregue para empresas privadas internacionais os espaços de seus portos para funcionarem como terminais privados multinacionais, enquanto em países democráticos, como o nosso, alguns portos permaneçam no antigo sistema arcaico burocrático. 


             Mas não há contradição nas decisões lúcidas de Xiaoping que já profetizou um dia: “não importa a cor do gato desde que ele cace os ratos...”

              Se existe paradoxo na atitude do falecido líder chinês, este é um saudável contrassenso, pois contribuiu para que a China aumentasse o seu produto interno bruto em mais de 10% ao ano, além de passar a contar com um dos maiores portos do planeta.

             Planeta que, ao invés de Terra, deveria mais apropriadamente, chamar-se Planeta Água.

Mensagem de Ano Novo do Presidente
Chegamos ao final de mais um ano. A exemplo do anterior, 2009 chegou como que a desafiar o tempo. As pessoas não são mais as mesmas, o mundo não é o mesmo. A mudança é evidente.
Vivemos momentos de expectativa quanto ao futuro do nosso planeta. O medo nos atormenta: o medo do desconhecido, da incerteza, dos anos que passaram, dos anos futuros, da nova ordem social do país e da crise econômica que vem abalando o mundo financeiro. Em suma, estamos vivendo tempos de incertezas, mas também de esperanças.
É tempo de transição. Esperamos que esta nos conduza a dias melhores.
Deste modo, o que fazer? Qual a atitude mais recomendável? Embora com incertezas, podemos fazer um exercício mental a respeito do que nos parece razoável – “pensemos como cidadãos”. Um mundo melhor só depende de nós.
Promover a mudança de mentalidade para atender as exigências do mundo moderno é um bom meio. O Brasil é um país de uma sociedade aberta, cujos esforços para atingir a maturidade devem ser estimulados por uma política que dependa exatamente da mobilização popular e por um ímpeto criador que não se confunda com agitação.
Precisamos de mudanças. A primeira é aquela sem a qual nenhuma outra se torna possível – “a mudança de mentalidade”. Afinal somos um povo sem preconceito racial, devemos ser também um povo sem preconceito ideológico.
Não nos deixemos dividir, pois unidos faremos o que o Brasil espera de nós. Nesta linha de raciocínio, o nosso problema não é o de simples reformas, mas de uma revolução profunda e verdadeira. Não a revolução da violência das guerras, mas a revolução positiva e a ação planejada, dentro dos limites da democracia.
É necessária a transformação do modo de pensar da sociedade, em favor de dias melhores para muitos que aguardam ações significativas e de efeito duradouro.
O exemplo dos EEUU se insere nessas mudanças. Pela primeira vez na sua história, a maior potência econômica e militar do mundo, elege um negro para dirigir os seus destinos.
No Brasil, embora se reconheça que já aconteceram algumas alterações interessantes no campo político e social nestes últimos anos, outras são necessárias. Adiá-las não seria procedimento aconselhável.
Finalizando, quero deixar uma mensagem de otimismo, de confiança no futuro e de mudanças positivas.
Não há limites para sonhar. Basta acreditar.

“FELIZ ANO NOVO”.

Saudações marinheiras!

Álvaro José de Almeida Jr.
Presidente do Centro dos Capitães da Marinha Mercante.

Palavras do Diretor

CLC- JUAREZ OLIVEIRA LIMA
DIRETOR DE MARKETING E PROPAGANDA                   

Já há algum tempo o Centro dos Capitães da Marinha Mercante-CCMM vinha sentindo a lacuna da ausência de um “site” que permitisse aos internautas navegar nas atividades do dia-a-dia da nossa Associação.

Agora, tudo isso é possível: os internautas poderão saber, com a devida antecedência, das nossas atividades agendadas e as que serão realizadas, bem como efetuar consultas de interesse ao meio marítimo.

Além disso, os temas abordados em nosso site serão de suma importância, ou seja, têm sempre precedência sobre quaisquer outros que por ventura venham a surgir no decorrer de suas publicações.                                                                                                          
Gostaríamos ainda de lembrar aos nossos leitores, que a visão do nosso site não é de “ativista”, ou seja, atividade pela atividade, e sim, a de trabalharmos enquanto é dia, atendendo e obedecendo  aos interesses dos  internautas.

Portanto, a nossa pretensão, ao se criar o site do CCMM, nunca será a atividade em si, mas aquilo que dela poderá resultar de positivo nas pesquisas dos leitores.

Aproveitamos aqui para agradecer a todos que trabalharam com denodo e dedicação na elaboração do site, esperando receber, por parte dos nossos internautas, suas contribuições de maneira que possamos enriquecer e aprimorar cada vez mais os assuntos abordados.

Agora que tudo está pronto pode parecer fácil.
Todavia, os companheiros não fazem idéia do que é preparar um trabalho como este, cuja essência principal é estabelecer um elo “on line” entre o Centro dos Capitães da Marinha Mercante e toda classe marítima, ou não, que buscam fontes de informações ricas em assuntos do quotidiano marítimo. 

Então, cabe a nós colocarmos mãos à obra e tocarmos em frente essa missão; ou melhor: dar um “GO AHEAD” em direção ao sucesso do site do CCMM.

Concluindo, lembramos a todos,  mais uma vez, de que a participação espontânea de cada um dos nossos leitores, é de suma importância para o  êxito deste trabalho.

Podemos contar com V O C Ê?





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